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A cirurgia refrativa permite corrigir o grau (miopia, astigmatismo e hipermetropia) do paciente pela aplicação de laser na córnea. O laser muda o formato da córnea, corrigindo o grau do paciente.

O resultado da cirurgia com o equipamento mais moderno disponível costuma ser satisfatório, garantindo que o paciente fique com ótima visão e não precise mais de óculos ou lentes de contato para longe.

Técnica

Atualmente existem duas técnicas para a correção da miopia, hipermetropia e astigmatismo: LASIK e PRK. A técnica de Lasik é utilizada para graus maiores e antes da aplicação do laser é realizado um corte, criando um “flap” na córnea. No PRK, o laser é aplicado diretamente sobre a córnea, não sendo necessário realizar o “flap”.

Não existe diferença para o paciente na hora do procedimento, os dois são realizados sob anestesia local tópica (colírio anestésico), sem dor, e o paciente vai para casa depois do procedimento. Podem ser tratados os dois olhos no mesmo dia, mas geralmente trata-se em dias separados pela maior segurança do procedimento.

Cirurgia personalizada

A cirurgia refrativa começou há mais de 20 anos, com a técnica do “bisturi” (ceratotomia radial) e desde então houve grande avanço do conhecimento médico e dos equipamentos envolvidos nos exames pré operatórios e no tratamento.

A operação com o laser moderno pode ter resultado muito melhor do que o alcançado com os laseres mais antigos. Esta cirurgia consegue corrigir as chamadas “alterações de alta ordem” – que podem causar distúrbios visuais depois da cirurgia.

O mais importante para garantir a segurança do procedimento é identificar os pacientes que não são bons candidatos para a cirurgia. Alguns exames pré operatórios ajudam a identificar tais pacientes.

Quem pode realizar o tratamento:

Maiores de 21 anos que tenham seu “grau” entre +3,00 e -8,00 estável há pelo menos 6 meses. O mais importante é o médico examinar o paciente e garantir que ele seja um bom candidato para a cirurgia, evitando complicações futuras. Para isso, além do exame do “grau”, deve-se examinar a pressão do olho e a retina, além de realizar alguns exames especiais chamados topografia e paquimetria. Estes exames analisam o formato e a espessura da córnea e ajudam a determinar os pacientes com maior chance de complicação no futuro. Pode ser necessário realizar exames mais sofisticados, entre eles o Pentacam que analisa com detalhe o formato da córnea por dentro e por fora.

Riscos

Neste tratamento, o mais importante além da qualidade do cirurgião e equipamento utilizado, é identificar os pacientes que apresentem risco de complicação. Temos evidências científicas de que pacientes que apresentam córnea fina ou astigmatismo irregular apresentam maior risco de complicações como ectasia. Desta maneira é importante grande cuidado na avaliação da topografia da córnea (avaliando o astigmatismo) e da espessura da córnea (paquimetria) para minimizar a chance de complicações.

Todo o procedimento cirúrgico apresenta pequeno risco de infecções e outras complicações e tais riscos são minimizados pelos cuidados envolvidos na preparação do paciente e na hora da cirurgia.

Mas e se eu não puder operar?

Alguns pacientes nos procuram e são desaconselhados a realizar a cirurgia por apresentarem condições não ideais para o tratamento. As técnicas e aparelhos estão melhorando muito, pacientes que realizam a operação com grande segurança hoje não seriam operadas há alguns anos. Se este for seu caso, é melhor esperar até que haja um tratamento seguro.

Avanços

Cirurgia LASIK com corte do flap com uso de laser em vez de lâmina de metal (IntraLase com laser de femtosecond) e aplicação de mitomicina no leito tratado são novas técnicas sendo avaliadas experimentalmente e que devem melhorar ainda mais o resultado da cirurgia refrativa. O crosslink de colágeno da córnea também é um método experimental utilizado para evitar complicações como ectasia corneana.

Obs: Cirurgia para presbiopia: Ainda não existe cirurgia segura e com resultado previsível para a presbiopia, que é a baixa de visão para perto em pacientes acima dos 40 anos. Como solução para estes pacientes, além do uso de óculos para perto ou multifocais, existe a opção de monovisão com uso de lentes de contato. Converse com seu oftalmologista sobre as vantagens e desvantagens das maneiras de corrigir a presbiopia.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.