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Foto de Melanocitose Oculo Dermal

A melanocitose óculo dermal é caracterizada pela pigmentação anormal do olho e da pele ao redor do olho. Esta alteração pode ser dividida em três tipos, dependendo das estruturas do rosto que afeta: forma ocular (apenas o olho apresenta a pigmentação excessiva), a forma cutânea (só a pele está com pigmentação a mais) e a forma óculo-cutânea (pele e olho com pigmentação anormal). A forma óculo cutânea é chamada de Nevus de Ota. Esta alteração é congênita (paciente já nasce com ela), mas apenas 50% dos pacientes apresentam a lesão ao nascimento. A outra metade dos pacientes apresenta a lesão na adolescência. A mancha na pele poder ter coloração azulada ou acinzentada.

Hoje sabemos que o pigmento aumentado também pode ser encontrado em estruturas mais profundas ao redor do olho e até nas meninges (membranas que envolver o cérebro). Alguns pacientes apresentam o pigmento no céu da boca.

Não se sabe a causa desta alteração, mas acredita-se que pode ser causada por migração anormal dos melanócitos da crista neural (melanócitos são as células pigmentadas da pele que, nas primeiras semanas de gestação). Estas lesões geralmente aparecem durante a infância ou adolescência, sugerindo que seu aparecimento esteja relacionado à variação hormonal.

Geralmente os pacientes procuram tratamento por causa da alteração estética da pele, hoje existem lasers dermatológicos capazes de remover o pigmento da pele. No olho, o pigmento em excesso pode causar aumento da pressão (glaucoma) que ocorre em aproximadamente 10% dos pacientes. A pigmentação também aumenta o risco de melanoma maligno de coróide, que ocorre em 1 a cada 400 pacientes com melanocitose óculo dermal.

Outra associação a esta doença, ainda mais rara, são os tumores melanocíticos das menínges, como o melanocitoma e melanoma.

Acompanhamento

Pelo risco de glaucoma e melanoma no olho, os pacientes com melanocitose óculo dermal devem ser acompanhados por um oftalmologista. A medida da pressão intra ocular garante que o paciente não apresenta glaucoma e o exame de fundo de olho busca alterações de retina ou melanoma de coróide. O paciente deve ser examinado anualmente ou a cada 2 anos no máximo.

Tratamento

No caso de aumento da pressão pode ser necessário uso de colírios ou cirurgia para impedir a perda de visão pelo glaucoma e, no caso de tumor de coróide (melanoma) pode-ser tratar com braquiperapia ou enucleação. Para maiores detalhes leia “Melanoma de coróide” no menu ao lado.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.