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A superfície do olho é lubrificada constantemente por uma fina camada chamada de filme lacrimal que contem água, muco e óleo, além de substancias responsáveis pela defesa de nosso olho contra infecções. Em alguns casos este filme lacrimal se torna instável, sendo incapaz de lubrificar efetivamente a superfície do olho. Esta alteração é chamada de olho seco.

O olho seco pode aparecer sem causa aparente, sendo mais comum em mulheres acima dos 40 anos de idade. Muitas vezes o olho seco é secundário a doenças do corpo, como doença reumatológica, doença da tireóide ou transplante de medula óssea.

O que o paciente sente:

O paciente com olho seco pode ter uma série de sintomas, mas normalmente sente desconforto nos olhos. Também pode apresentar olho vermelho, a luz pode incomodar e a visão flutuar. Em alguns casos pode haver coceira ou dor leve, além de aumento do muco ocular (remela). Lacrimejamento também pode ocorrer, sendo uma reação dos olhos tentando melhorar sua lubrificação, o que confunde os pacientes que acham que tem “olhos molhados” e não secos, apesar desta ser a causa do lacrimejamento.

Causas

As causas de olho seco são muitas, acredita-se que até o ambiente onde o paciente vive e até sua alimentação podem piorar o olho seco, mas não se sabe qual sua causa específica.

Algumas doenças do corpo podem causar olho seco, como artrite reumatóide, assim como o uso de alguns medicamentos como antidepressivos, o tratamento de transplante de medula óssea e até uso de lentes de contato ou estresse.

Mulheres acima dos 40 anos apresentam maior chance de apresentar olho seco. Muitas vezes não é possível identificar uma única causa para a doença, sendo importante tratar de maneira adequada, mesmo sem causa específica.

O diagnóstico de olho seco é realizado examinando o olho com o uso de alguns colírios especiais (fluoresceína, rosa bengala e lisamina verde). Em alguns casos são utilizados métodos que nos indicam quanto de lágrima está sendo produzida (teste de Schirmer).

Tratamento

O tratamento do olho seco depende da causa e de sua gravidade, sendo geralmente realizado com colírios de lagrima artificiais. Os colírios de lágrima artificial, também chamados de colírios lubrificantes não tratam a doença propriamente dita, mas repõe a lágrima, melhorando os sintomas. Em casos mais graves são indicados colírios sem conservante.

Colírios de ciclosporina podem melhorar a quantidade de lágrima natural do paciente e devem ser usados por alguns meses para verificar se tiveram resultado.

Também podem ser utilizados colírios de corticóide, para desinflamar o olho.

Muito importantes hoje em dia são os “plugs de ponto lacrimal”, que tem como objetivo represar a lágrima natural do paciente. Estes plugs são colocados no consultório, sem necessidade de cirurgia e costumam ajudar muito os pacientes melhorando os sintomas.

Em casos raros, de olho seco muito grave, pode ser necessário cirurgia para preservar o olho.

Artigo e vídeo criados pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.