Ambliopia

As crianças ao nascer ainda não tem o olho e o sistema visual completamente formados e para que ele se desenvolva normalmente é importante ter condições adequadas. Se a visão de um olho da criança é muito melhor do que o outro o cérebro da criança “esquece” aquele olho e enxerga somente pelo olho bom. Isso pode ser causado por estrabismo (“olho torto”, um olho desalinhado em relação ao outro), pelo “grau” de um olho ser muito diferente do outro ou por causas menos comuns como catarata congênita (criança que já nasce com catarata).

A ambliopia é tratada da seguinte maneira

1 – Corrigindo o problema que a causou (falta de óculos, catarata, etc)

2 - Ajudar o olho “preguiçoso” a melhorar a visão. Isso é feito obrigando a criança a enxergar com este olho, normalmente usando um tampão sobre o olho bom por algumas horas diariamente. Desta maneira o cérebro da criança desenvolve a visão do olho ruim.

O médico tem que acompanhar o tratamento para garantir que a visão esteja melhorando e que a visão do olho bom não esteja sendo prejudicada. Quanto mais jovem a criança mais freqüentes tem que ser as visitas. O numero de horas diárias de tampão também varia de acordo com a idade da criança.

Apesar de parecer simples muitas vezes é difícil para a criança e para os pais fazer o tratamento corretamente já que a criança não gosta de usar o tampão por razoes estéticas, por vergonha dos amiguinhos e porque no começo do tratamento o olho ruim não permite que ela enxergue bem (isso vai melhorando progressivamente durante o tratamento).

Somente entendendo para que serve o tratamento os pais têm estimulo para garantir que o tampão seja usado corretamente.

Até hoje esta é a única maneira de compensar a ambliopia (ou o olho preguiçoso), ainda não existe laser, cirurgia, colírio ou “exercício” que ajude a resolver a ambliopia. Crianças maiores de sete anos e adultos costumam apresentar resultados piores no tratamento da ambliopia já que depois desta idade o cérebro perde grande parte de sua capacidade de corrigir o problema.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.