Catarata

Catarata muito avançada A catarata é a opacificação da lente intra-ocular chamada de cristalino. Na grande maioria dos casos é uma alteração causada pela idade, que geralmente começa depois dos 50 anos e fica mais frequente conforme aumenta a idade do paciente. Aos 80 anos de idade a grande maioria dos pacientes já apresenta uma catarata que prejudica a visão. A piora da catarata depende de cada paciente e pode demorar meses ou anos até que a opacidade atrapalhe significantemente a visão.

Alguns pacientes apresentam catarata mais cedo, com 40 ou 50 anos de idade, e algumas condições podem causar o aparecimento mais precoce ou avançar seu desenvolvimento, como trauma ocular, uso prolongado de corticóide por via oral ou tópica (cortisona, etc), algumas doenças como uveítes (inflamação intra-odular) e alta miopia (acima de 6 graus). O único tratamento comprovado para a catarata é a cirurgia, quando retiramos a lente opaca e a substituimos por uma lente artificial. Não existem colírios nem qualquer outro tratamento cientificamente comprovado além da cirurgia para impedir o avanço ou curar a catarata.

O que o paciente adulto com catarata sente?

O paciente têm piora lenta e progressiva da visão. A visão vai ficando embaçada. Alguns tipos de catarata pioram quando o paciente está em ambiente bem iluminado, quando sai no sol, por exemplo. A visão das cores também pode piorar lentamente.

Tratamento:

Cirurgia. Ainda não existe nenhum tratamento com remédios ou colírios para impedir ou tratar a catarata.

Hoje a cirurgia de catarata mais moderna é a facoemulsificação. Esta técnica utiliza ultra-som para fragmentar o cristalino e permitir que ele seja retirado por uma pequena incisão, geralmente sem necessidade de dar pontos após o procedimento (Ainda não existe cirurgia de catarata à laser!). O paciente é operado sob anestesia local (geralmente por colírio) e a cirurgia demora cerca de 20 minutos. Depois de algumas horas o paciente é liberado e vai para casa no mesmo dia. Após a cirurgia deve-se pingar colírios por um período de aproximadamente um mês para a recuperação completa.

Além de melhorar a visão, as vezes a catarata deve ser operada para permitir o exame da retina e do nervo óptico, que pode ser acompetidos por doenças como diabetes, degeneração macular relacionada à idade e glaucoma. Nestes casos, mesmo que não haja melhora importante da visão, a retirada da catarata permite o acompanhamento e tratamento destas doenças.

Lente Intra Ocular

Esta lente que substitui o cristalino natural e é inserida no final da cirurgia. Geralmente é utilizada uma lente intra-ocular dobrável, que dura o resto da vida do paciente, nunca precisando ser trocada. Existem lentes convencionais, lentes tóricas (que corrigem o astigmatismo) e lentes multi-focais (que melhoram a visão para perto e para longe depois da cirurgia).

As lentes multi-focais permitem uma visão melhor para perto e longe após a cirurgia, mesmo assim muitas vezes é preciso óculos para ter uma visão perfeita. Nem todos os pacientes têm indicação de colocar uma lente multi focal, cabe ao oftalmologista determinar a lente mais adequada.

Cuidados pós operatórios Depois da cirurgia o paciente usa colírio de duas em duas horas nos dois primeiros dias e deve utilizar um protetor de acrílico para proteger o olho operado durante as quatro primeiras noites depois da cirurgia, para evitar que aperte o olho.

Deve-se evitar abaixar muito a cabeça nos primeiros dias, assim como evitar contato com água potencialmente contaminada como mar, piscina ou sauna. A visão geralmente começa a melhorar no no dia seguinte da cirurgia, levando até três semana para estabilizar e podermos operar o outro olho.

Uso de óculos após a cirurgia

A biometria, exame realizado antes da cirurgia para calcular o valor da lente intra-ocular a ser implantada é importante para que o paciente fiquei independente de óculos para longe depois da cirurgia. O exame costuma ser preciso e deve ser realizado por profissional experiente.

Geralmente após a cirurgia o paciente vai precisar de óculos para perto (para leitura), geralmente não precisando de óculos para longe, salvo os casos com astigmatismo maior que não utilizaram lente tórica. Também existe a possibilidade de calcular o valor da lente do segundo olho para perto, melhorando a visão do paciente e diminuindo a dependencia do óculos para leitura.

As cirurgias são realizadas pelo Dr Rubens Belfort Jr ou Dr Rubens Belfort Neto e sua equipe, geralmente no Hospital Albert Einstein ou no Hospital Santa Cruz.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.