Cirurgia Refrativa

A cirurgia refrativa permite corrigir o grau (miopia, astigmatismo ou hipermetropia) do paciente pela aplicação de laser na córnea.

O resultado da cirurgia com o equipamento mais moderno disponível (cirurgia personalizada) costuma ser satisfatório, garantindo independência dos óculos e lentes de contato e muitas vezes atingindo visão tão boa ou melhor do que aquela que o paciente tinha com os óculos.

Obs: Cirurgia para presbiopia: Ainda não existe cirurgia segura e com resultado previsível para a presbiopia, que é a baixa de visão para perto em pacientes acima dos 40 anos. Como solução para estes pacientes, além do uso de óculos para perto ou multifocais, existe a opção de monovisão com uso de lentes de contato.

Técnica

Atualmente existem duas técnicas para a correção da miopia, hipermetropia e astigmatismo: LASIK e PRK. A técnica de Lasik é utilizada para graus maiores e antes da aplicação do laser é realizado um “flap” na córnea. No PRK, o laser é aplicado diretamente sobre a córnea, não sendo necessário realizar o “flap”.

Não existe diferença para o paciente na hora do procedimento, os dois são realizados sob anestesia local tópica (colírio anestésico) e o paciente vai para casa depois do procedimento. Podem ser tratados os dois olhos no mesmo dia, mas geralmente trata-se em dias separados pela maior segurança do procedimento.

Cirurgia personalizada

A cirurgia refrativa começou há mais de 10 anos, com a técnica do "bisturi" (ceratotomia radial) e desde então houve grande avanço do conhecimeto médico e dos equipamentos envolvidos nos exames pré operatórios e no tratamento.

A operação com o laser moderno pode ter resultado muito melhor do que o alcançado com os laseres mais antigos. Uma dos principais avanços nos últimos 3 anos foi a utilização da cirurgia personalizada, guiada pelo estudo de frente de onda (ou "wave front", como é chamada em inglês). Esta cirurgia consegue corrigir as chamadas “alterações de alta ordem” – que podem causar disturbios visuais depois da cirurgia.

O mais importante para garantir a segurança do procedimento é triar os pacientes que não são bons candidatos para a cirurgia. Alguns exames pré operatórios ajudam a identificar tais pacientes.

Quem pode realizar o tratamento:

Maiores de 21 anos que tenham seu “grau” entre +3,00 e -8,00 estável há pelo menos 6 meses. O mais importante é o médico examinar o paciente e garantir que ele seja um bom candidato para a cirurgia, evitando complicações futuras. Para isso, além do exame do “grau”, deve-se examinar a pressão do olho e a retina, além de realizar alguns exames especiais chamados topografia e paquimetria. Estes exames analisam o formato e a espessura da córnea e ajudam a determinar os pacientes com maior chance de complicação no futuro.

Riscos

Neste tratamento, o mais importante alem da qualidade do cirurgião e equipamento utilizado, é identificar os pacientes que apresentem risco de complicação. Temos evidências científicas de que pacientes que apresentam córnea fina ou astigmatismo irregular apresentam maior risco de complicações como ectasia. Desta maneira é importante grande cuidado na avaliação da topografia da córnea (avaliando o astigmatismo) e da espessura da córnea (paquimetria) para minimizar a chance de complicações.

Todo o procedimento cirurgico apresenta pequeno risco de infecções e outras complicações e tais riscos são minimizados pelos cuidados envolvidos na preparação do paciente e na hora da cirurgia.

Mas e se eu não puder operar?

Alguns pacientes nos procuram e são desaconselhados a realizar a cirurgia por apresentarem condições não ideais para o tratamento. As técnicas e aparelhos estão melhorando muito, pacientes que realizam a operação com grande segurança hoje não seriam operadas há alguns anos. Se este for seu caso, é melhor esperar até que haja um tratamento seguro.

Avanços

Cirurgia LASIK com corte do flap com uso de laser em vez de lâmina de metal (IntraLase com laser de femtosecond) e aplicação de mitomicina no leito tratado são novas técnicas sendo avaliadas experimentalmente e que devem melhorar ainda mais o resultado da cirurgia refrativa. O crosslink de colágeno da córnea também é um método experimental utilizado para evitar complicações como ectasia corneana.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças e cirurgias oculares e não substitui o exame por médico oftalmologista.