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Câncer Ocular – Dúvidas sobre câncer ocular

 

O que é o câncer ocular?

 

O câncer ocular é um grupo de doenças relativamente raras, quando surge um câncer em alguma parte dos olhos. Podem surgir cânceres na superfície do olho, dentro dele ou nas pálpebras. O tumor maligno pode inclusive se espalhar para outros órgãos do corpo (gerar metástases). Se não tratados, além de causar cegueira algumas destas doenças podem matar o paciente.

As chances de sucesso no tratamento de câncer ocular aumentam muito quando o tumor maligno é descoberto ainda no estágio inicial da doença. Por esse motivo, desde a infância, as consultas com oftalmologista são indispensáveis.

 

Tipos de câncer ocular mais comuns

 

I – Melanoma ocular

Esse é o tipo de câncer intra-ocular mais comum nos adultos. No Brasil, há cerca de 2 mil casos desse tipo de tumor maligno por ano. Ou seja, equivale a 10 casos para cada 1 milhão de habitantes.

Pessoas ruivas e loiras de olhos claros são mais propensas a desenvolver esse tipo de câncer. O embaçamento da visão é o principal sintoma.

A doença, que costuma ocorrer depois dos 50 anos de idade, pode se manifestar em diferentes partes do globo ocular. Dependendo de onde estiver localizado o tumor, ele pode aumentar muito até a pessoa perceber o problema. Dessa forma, é bom sempre consultar o oftalmologista uma vez por ano depois dos 40 anos de idade. Confira alguns tipos de melanoma ocular:

a) Melanoma de Coróide

É quando o tumor maligno atinge a parte interna do olho. É o melanoma mais comum no olho. Este tumor não é visível a olho nu, nem quando o paciente se olha no espelho. Para detectá-lo, é preciso realizar o exame de fundo de olho já que a pupila precisa ser dilatada. Essa doença pode surgir a partir de nevus, que são pintas que a pessoa possui no fundo do olho.

 

Como tratar os melanomas de coróide?

A Braquiterapia é uma das formas de tratar os melanomas de coróide abaixo de 12 milímetros de espessura, cerca de 80% dos tumores no momento do diagnóstico. O procedimento consiste na cirurgia para colocação de um implante radioativo na parte externa do olho do paciente. Dessa forma, a radiação será liberada para destruir as células do câncer ocular.

A placa radioativa é retirada do paciente depois de alguns dias, período no qual o paciente fica internado. Esse procedimento é eficaz em 95% dos casos e evita a remoção do olho.

Essa forma de tratamento pode prejudicar a visão no olho em que o implante foi colocado, mas evita a perda do olho e cegueira total quando o olho tem que ser removido.

 

Como tratar tumores grandes?

Quando o tumor tem mais de 12 milímetros é considerado grande. Nestes casos a Braquiterapia não é segura nem tão eficaz e é necessário remover o olho, cirurgia chamada de enucleação. Após o período de adaptação, o paciente mantém a qualidade de vida com uma prótese ocular.

Independente do tipo de tratamento, o oftalmologista precisa acompanhar o paciente pelo resto da vida. A cada 6 meses é necessário solicitar novos exames para estarmos certos de que o câncer está sob controle.

 

b) Melanoma de Conjuntiva

O Melanoma de Conjuntiva é um tumor maligno raro que ataca a parte mais exterior dos olhos conhecida como conjuntiva. Assim como o melanona de pele, a exposição excessiva ao sol é um fator de risco.

A doença costuma acometer mais os idosos. O sintoma é a presença de manchas marrons (pigmentação) na conjuntiva de um dos olhos, além do surgimento do crescimento anormal de uma pinta no local.

Como tratar Melanoma Conjuntiva?

O tratamento é feito por cirurgia. Toda a lesão é retirada pelo oftalmologista e enviada ao patologista. Se for revelado que ainda há células malignas no olho pode ser necessário tratamento complementar. Neste caso é fundamental o tratamento precoce, quando o câncer ainda está em estágios iniciais.

 

II – Carcinoma ocular

É o câncer ocular mais comum e afeta o olho por fora, na sua superfície. A doença, que também é conhecida como Carcinoma de Conjuntiva pode se manifestar em forma de inflamações locais ou “pintas”, que o paciente costuma enxergar no espelho. Se não for tratado pode crescer e invadir o olho, causando perda de visão.

 

Como tratar Carcinoma Ocular?

O tratamento é feito por meio de uma pequena cirurgia que remove o tumor dos olhos. Além disso, são realizados procedimentos para impedir que a doença reapareça. Um deles é o congelamento na margem da conjuntiva para destruir possíveis células com câncer. Dessa forma, se alguma escapou da remoção, ela será destruída posteriormente, assim é reduzida consideravelmente as chances de o paciente voltar a desenvolver o Carcinoma de Conjuntiva. Também pode ser utilizado colírio de quimioterapia com “mitomicina C” ou interferon. Novos tratamentos com rios laser estão sendo estudados para este câncer.

 

 III – Retinoblastoma

É um tipo de câncer ocular infantil. O tumor maligno costuma aparecer até os 7 anos de idade. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores as chances de cura e de salvar a visão. Essa doença rara, que se desenvolve em 1 entre 15 mil crianças, acontece devido um problema genético no cromossomo 13.

A mutação pode ser hereditária (a criança apresenta a mutação em todas as suas células e pode transmitir a doença a seus filhos) ou esporádica (mutação apenas no olho). O reflexo de olho de gato (reflexo da pupila branco na foto, ao invés de vermelho) e o estrabismo são alguns dos sintomas desse tipo de câncer ocular.

 

Como tratar Retinoblastoma?

Existem várias formas de tratar o câncer ocular infantil. O oftalmologista vai decidir de acordo com o tamanho do tumor, se está em apenas um olho e a causa da anomalia. Confira alguns tratamentos:

  • Laser: Esse tipo de cirurgia costuma ser realizada quando o tumor maligno é pequeno.
  • Crioterapia: Congelamento do tumor maligno
  • Enucleação: Retirada do olho doente para salvar a vida do paciente
  • Quimioterapia: No caso desse tipo de câncer ocular, quando é utilizado, o tratamento é sistêmico.  Dependendo do agravamento do quadro clínico pode ser realizada após a enucleação.
  • Radioterapia: Em alguns casos, o tratamento é por meio de radiação convencional (olho recebe radioatividade) ou por Braquiterapia (cirurgia para inserção temporária de placa radioativa no olho do paciente).

 

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substituem a avaliação por oftalmologista.

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