Doenças Oculares

Alta Miopia

A alta miopia é uma doença caracterizada pela miopia acima de 6 dioptrias (graus). Não se sabe exatamente sua causa, mas provavelmente estes pacientes têm uma alteração no colágeno (tipo de fibra que forma o olho), causando o aumento do comprimento do olho e conseqüentemente a miopia. Esta alteração tem componente genético e pode sofrer alterações pelos hábitos do paciente.

Geralmente os pacientes alto míopes têm pais com miopia alta e começam a desenvolver a alteração no final da infância ou inicio da puberdade. A visão para longe começa a piorar e tem que deve ser corrigida com o uso de óculos ou lentes de contato. A miopia pode aumentar até a idade adulta chegando a valores altos como 15 ou 20 dioptrias. Ainda não existe nenhum remédio, colírio, cirurgia ou tratamento para impedir que uma pessoa se torne míope ou alta míope.

Os pacientes têm que usar óculos ou lentes de contato para enxergar bem para longe. Existem vários tratamentos para diminuir o grau do olho, como a cirurgia refrativa (LASIK) para corrigir a miopia, mas é importante determinar se a cirurgia é segura para o paciente com miopia grande. O médico deve avaliar a espessura da córnea e seu formato, além do grau do paciente. Uma cirurgia realizada em um paciente com córnea muito fina ou alguma outra doença da córnea pode levar à complicações graves, como a ectasia de córnea (alteração do formato da córnea, que é a parte transparente do olho) e baixa de visão, às vezes sendo necessário realizar transplante de córnea. De maneira geral, quanto maior o grau mais arriscada a cirurgia, pacientes com grau acima de 7 devem conversar longamente com seu oftalmologista sobre os riscos da cirurgia.

Para fazer a cirurgia refrativa o paciente deve estar com a refração (grau) estabilizado há pelo menos seis meses, ter mais de 18 anos e exames de espessura e formato da córnea (paquimetria, topografia, etc) normais.

Também existe a possibilidade de corrigir a miopia trocando o cristalino natural do olho ou colocando uma lente dentro do olho (lentes de Worst ou Artisan), mas infelizmente acreditamos que estes procedimentos ainda não tem segurança comprovada e não são indicados em nossa clínica. Sabemos que nos próximos anos serão lançados novos modelos de lentes que ainda estão na fase de pesquisa e parecem oferecer resultados muito melhores – cuidado para não se expor a um risco hoje pela ansiedade de resolver a miopia. São necessárias décadas para determinar a segurança de um procedimento.

Os alto míopes têm a retina mais fina, “esticada”, o que aumenta o risco de descolamento de retina. Por este motivo os pacientes devem ser examinados se perceberem moscas volantes, ou floaters (“sujeirinhas” na visão) ou flashes de luz (fotopsias).

Moscas volantes são “sujeirinhas” que o paciente vê flutuando quando mexe os olhos e fotopsias são flashs ou halos luminosos que o paciente vê na periferia da visão. Estes sintomas são causados pelo descolamento do vítreo, que puxa a retina. Esta “puxada” é interpretada pelo cérebro como um estímulo luminoso. Muito raramente, quando este processo normal de descolamento do vítreo ocorre, ele causa pequenas rasgaduras da retina. Estas rasgaduras podem causar o descolamento e é por isso que o paciente deve ser examinado.

No caso de uma rasgadura (ou rotura) deve ser feito tratamento preventivo com aplicação de laser de argônio, que diminui a chance de descolamento de retina. Os alto míopes também apresentam chance maior de glaucoma, catarata e membrana neovascular em relação a pessoas sem miopia.

Recomendamos exame anual para pacientes alto míopes. No caso de baixa de visão, de aparecerem ou aumentarem as moscas volantes (as “sujeirinhas” que passam na frente do olho), presença de flashs de luz ou olho vermelho, o exame deve ser realizado assim que possível.

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato por e-mail ou ligar em um dos nossos telefones.

 

Veja mais:

Descolamento de Retina

Glaucoma

Catarata

Miopia

Membrana Neovascular

 

Exames relacionados:

Paquimetria

Refração (Exame de Vista)

Topografia

 

Cirurgia:

Cirurgia de Miopia

Cirurgia Refrativa

Doenças Oculares

Alergia Ocular –  Saiba tudo sobre conjuntivite alérgica

olho com alterações causadas pela alergia ocular

O olho pode ser acometido por processos alérgicos, caracterizados por uma atuação excessiva do sistema imunológico que acaba prejudicando o próprio organismo. O processo varia desde quadros leves, com poucos sintomas, até quadros graves, com muita coceira e sensibilidade à luz, inclusive com risco de perda da visão. A alergia tem grande impacto na vida do paciente e seu tratamento trás grande alívio.

Sintomas

O paciente sente coceira nos olhos que geralmente é acompanhada de lacrimejamento, fotofobia (luz incomodando) e aumento da secreção ocular (remela). As vezes também pode apresentar piora da visão durante as crises pelo aparecimento de machucado na córnea chamado de ceratite.

Adultos e crianças podem apresentar alergia ocular e existem diferentes tipos de alergia, alguns são causados por substâncias especificas como creme de proteção solar ou maquiagem e outros causados por substâncias presentes no ambiente como pólen, pelo de animais, ácaros, etc. Em ambos os casos existe uma predisposição do organismo do paciente para ter a alergia.

Tratamento

O oftalmologista examina o paciente e consegue determinar a intensidade da alergia e sua gravidade. Geralmente o tratamento é local com uso de colírios, mas as vezes devemos mudar o ambiente onde vive o paciente, como explicado abaixo:

  • Medidas ambientais – O ideal é diminuir o contato dos pacientes com alérgenos, que são substâncias do ambiente ou dos alimentos que aumentam as crises de alergia – pó, pelo de animais domésticos e ácaro costumam ser os principais causadores de alergia nos olhos. Em alguns pacientes, apesar de mais raro, alimentos podem funcionar como alérgenos. Desta maneira devemos adotar medidas de higiene ambiental, retirando tapetes, cortinas e animais domésticos do contato com a criança ou pessoa alérgica, além de usar capa especiais nos travesseiros e colchão.
  • Tratamento ocular: No tratamento utilizamos compressas frias (sobre os olhos fechados) para diminuir a coceira e, se não for suficiente, utilizados colírios especiais. Nestes casos o médico oftalmologista deve acompanhar o caso para evitar e tratar as possíveis complicações. Existem muitos tipos de colírios para o tratamento da alergia e alguns deles, como os corticóides, só devem ser receitados por um médico porque seu uso incorreto pode levar à cegueira pelo aumento da pressão do olho. Colírios que costumam ajudar muito incluem anti histamínicos como o Patanol® ou Lastacaft®.

Em raros casos é necessário utilizar corticoide sistêmico (tomado por via oral ou mesmo injeção) para controlar a alergia ocular. Nos casos de alergia mais forte ou de difícil controle também podem ser necessários outros remédios especiais como “tacrolimus” ou “ciclosporina”.

Como complicação estes pacientes podem apresentar úlceras na córnea e infecções, como a infecção pelo vírus do herpes. A córnea também pode mudar de formato, no caso de alergias mais graves, causando uma doença chamada de ceratocone. Já existem tratamentos experimentais para evitar o aparecimento ou a piora do ceratocone, como o “crosslink”.

No caso das crianças a doença geralmente melhora com a idade e cabe ao médico garantir que a alergia não está causando sequela visual. Muitos pacientes ficam curados quando atingem a puberdade.

A cura da alergia

Alergia ainda não tem cura com medicamentos, mas tem controle e, no caso das crianças, costuma melhorar após a puberdade (durante a adolescência). Muitas vezes os pais ficam desesperados e costumar procurar tratamentos alternativos, que muitas vezes não tem eficácia cientifica comprovada. Infelizmente não existe evidencia que homeopatia ou vacinas funcionem nestes casos! É importante acompanhar com oftalmologista de confiança para manter a doença sob controle e tentar evitar as complicações da alergia ocular.

Converse com seu oftalmologista e tome muito cuidado com o uso de colírio de corticoide sem acompanhamento médico, porque pode causar aumento da pressão intra-ocular.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em Agosto de 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substituem a avaliação por oftalmologista.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517 ; Whattsapp (11)95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

Astigmatismo

 

O Astigmatismo é uma das doenças mais comuns nos olhos e que se caracteriza pela visão desfocada ou distorcida das imagens. A doença, que é de tratamento simples, pode ocorrer em qualquer fase da vida, mas existem pessoas que nascem com astigmatismo. Muitos pacientes que sofrem com Astigmatismo também possuem Miopia e Hipermetropia.

O Astigmatismo, assim como a Miopia e a Hipermetropia, são doenças classificadas como tipo de Ametropia, ou seja, todas elas são originárias de um problema de refração. Para serem perfeitamente visualizadas, as imagens precisam se formar na parte de trás dos olhos, em um único ponto da retina, o que não ocorre com quem sofre com estas doenças.

O diagnóstico do Astigmatismo pode ser feito por meio do exame de Topografia Computadorizada de Córnea. Outros exames como a Ceratometria, Exame de Refração e Exame de Visão também podem ser realizados para a detecção da doença.

Na Clínica Belfort, você conta  a tradição e excelência médica de uma equipe qualificada, comandada pelo Professor Doutor Rubens Belfort Jr, um dos oftalmologistas mais respeitados e premiados do mundo.

 

Sintomas

Nem todas as pessoas irão apresentar todos os sintomas do Astigmatismo. Isso vai depender do nível de gravidade. Se o grau for alto, o esforço para enxergar é maior e pode provocar mais incômodo ao paciente.

  • Dor de cabeça
  • Visão desfocada
  • Dificuldade para ler letras pequenas
  • Visão borrada ou levemente dupla

 

Como tratar Astigmatismo

Óculos ou lente de contato

Ir ao oftalmologista desde criança é o ideal. Dessa forma, é possível detectar o problema de visão o quanto antes. A correção normalmente é realizada com o uso de óculos. A lente precisa ser cilíndrica ou tórica para concentrar os raios de luz em um só plano.

 

Cirurgias

Em alguns casos, é possível operar. Como toda intervenção médica, há pequenos riscos cirúrgicos como inflamações. Cabe ao oftalmologista recomendar a melhor forma de corrigir o problema de visão. Existem dois tipos de cirurgias refrativas para correção dos Astigmatismo:

  • LASIK: Essa operação também pode ser realizada em pacientes com miopia e hipermetropia. A córnea recebe uma pequena incisão e em seguida o laser muda o formato da córnea. O procedimento que é indolor e rápido. Tudo é feito no mesmo dia, sem necessidade de internações.
  • PRK: É realizada uma alteração no formato da córnea com o uso de laser. A longo prazo é considerada a melhor opção, mas o período pós-operatório pode ser incômodo. De maneira geral o PRK permite corrigir graus menores do que o LASIK.

 

Causas do Astigmatismo

O astigmatismo geralmente é causado pelo formato irregular da córnea. Essas alterações são responsáveis pela formação das imagens em vários focos e eixos distintos. Dessa forma, ocorre o embaçamento da visão independente da distância do objeto.

Alguns pontos das imagens podem ser enxergados nitidamente enquanto outros borrados. Isso vai depender do quão oval está a curvatura da córnea e o grau de Astigmatismo do paciente.

 

Fatores de risco

  • Familiares com Astigmatismo
  • Coceira excessiva nos olhos
  • Lesão ocular como trauma
  • Ceratocone

Tradição, ética e qualidade é o que você encontra na Clínica Belfort. Cuide de seus olhos sempre com a dedicação que eles merecem com a equipe especializada da clínica que é referência em saúde ocular no Brasil

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

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Veja mais:

Hipermetropia

Miopia

 

Exames relacionados:

Refração (Exame de Vista)

Topografia

Exame de Visão

Ceratometria

 

Cirurgia:

Cirurgia Refrativa

Hipermetropia

 

A Hipermetropia é um erro refracional, ou seja, a necessidade de grau para a pessoa enxergar bem. Ao contrário da miopia, que é o oposto da hipermetropia, os pacientes jovens com hipermetropia conseguem enxergar bem sem a necessidade de óculos. Todas as crianças são hipermetropes e raramente vemos crianças com óculos por este motivo. Com a idade, principalmente depois dos 40 anos a pessoa perde a capacidade de compensar o grau de hipermetropia e precisa de óculos para ver com nitidez o que está perto e eventualmente também o que está longe.

Esta anomalia normalmente é causada pelo tamanho do olho, que é alguns milímetros menor que o “tamanho ideal”. Muitas pessoas passam de hipermetropes para míopes na adolescência, quando o olho cresce e passa do tamanho ideal.

 

Causas

A hipermetropia nas crianças é uma importante causa de estrabismo e ambliopia, quando a visão de um dos olhos não se desenvolve normalmente. Geralmente a criança tem um olho que enxerga bem e o outro com visão ruim, por isso a importância de sempre comparar a visão entre os olhos e ser acompanhado pelo pediatra e oftalmologista.

Em alguns casos o grau de hipermetropia causa uma dificuldade grande de focar para perto, crianças que acabam sendo rotuladas de “sem atenção” ou hiperativas. Nestes casos os óculos podem melhorar muito o comportamento das crianças.

 

Sintomas

Em decorrência da Hipermetropia, o organismo da pessoa é obrigado a manter sempre ativado o sistema de acomodação, que normalmente só é utilizado para enxergar para perto. O resultado deste esforço de acomodação permanente para focalizar a imagem na retina são os seguintes sintomas:

  • Embaçamento na vista quando lê de perto ou ver algo bem próximo
  • Vista cansada
  • Dificuldade de concentração
  • Sensação de peso ao redor dos olhos
  • Dor de cabeça

 

Na Clínica Belfort, você conta a tradição de uma família dedicada à saúde dos olhos desde 1933 aliando tratamento humanizado, excelência médica e os mais modernos tratamentos oftalmológicos

 

Diferença entre Hipermetropia e Presbiopia

A Hipermetropia é a necessidade de grau positivo para enxergar bem para longe e está presente desde o nascimento. Caso não tenha um grau muito elevado, a Hipermetropia será corrigida pela própria capacidade de acomodação da pessoa, sem necessidade de óculos até os 40 anos de idade.

Por outro lado, com o passar dos anos, há um envelhecimento do cristalino e da capacidade de acomodação. E assim, normalmente as pessoas com mais de 40 anos começam a ter dificuldade de ler de perto. Este processo chama presbiopia e afeta todos, hipermetropes e míopes. Se a pessoa está com óculos enxergando bem para longe vai ter dificuldade para perto, precisando afastar o texto, motivo pelo qual as pessoas brincam que estão ficando com o “braço curto” ou com a vista cansada.

Além da presbiopia outras doenças começam a ficar mais frequentes depois dos 40 anos de idade, como o glaucoma e as doenças da retina, por isso recomenda-se que depois dos 40 o paciente visite o oftalmologista todos os anos.

 

Tratamento

A correção da Hipermetropia pode ser feita por meio do uso de óculos, lentes de contato ou através da cirurgia

 

Óculos e/ou lente de contato

Normalmente a pessoa começa usando óculos ou lentes de contato. Nas crianças é fundamental garantir que os dois olhos estejam enxergando bem e que não haja ambliopia, que pode ser tratada com sucesso até os 7 anos de idade.

 

Cirurgia a laser também é uma opção

Para quem deseja se livrar de vez da doença, existe também a opção da cirurgia refrativa.  Com a tecnologia atual a cirurgia é rápida e muito segura, o paciente é operado e vai para casa no mesmo dia. Com o uso do laser, a superfície da córnea é remodelada. Dessa forma, a curvatura é normalizada e a pessoa passa a enxergar de perto sem problemas.  A cirurgia é feita apenas após a pessoa completar 21 anos e exames pré-operatórios garantem que o paciente é um bom candidato para o procedimento.

 

A Clínica Belfort oferece, além de tratamentos com os melhores profissionais, diversos exames e procedimentos, incluindo a cirurgia de Hipermetropia

 

Existem diferentes técnicas e aparelhos a laser para a cirurgia. As técnicas mais comuns são: Lasik (laser in Situ Keratomileusis) e PRK (Photoablative Keratektomy). Em ambas, o olho é anestesiado com colírio e o paciente não sente dor. Depois do pós-operatório a visão costuma melhorar entre 2 e 7 dias.

 

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

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Veja mais:

Astigmatismo

Presbiopia

Estrabismo

Ambliopia

Glaucoma

Miopia

 

Exames relacionados:

Refração (Exame de Vista)

 

 

Cirurgia:

Cirurgia de Hipermetropia

Cirurgia Refrativa

Pterígio

O pterígio é uma lesão fibrovascular da conjuntiva de forma triangular que se estende na conjuntiva e sobre a córnea. Geralmente é causado pela inflamação crônica e pelos raios ultra violeta que incidem nesta parte do olho durante toda a vida, raramente afetam a visão quando crescem até o centro da córnea. Pterígios podem inflamar e causar incomodo, com olho vermelho e desconforto.

Pode ser tratado através de remoção cirúrgica, mas existe risco de voltar, especialmente em pacientes jovens. Converse com teu médico e entenda os riscos e benefícios da cirurgia.

 

Artigo e vídeos produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

A oclusão venosa da retina é muito comum e uma das causas mais frequentes de perda de visão no mundo. Nesta doença, há entupimento de veia na parte do fundo do olho, na retina, causando isquemia, hemorragia e inflamação.

A oclusão pode afetar a veia central, responsável pela drenagem de todo o sangue da retina para fora do olho ou um ramo da veia central, uma forma menos grave da doença, que afeta apenas parte da retina. As vezes a doença afeta apenas o olho, mas em alguns casos pode ser sinal de doença do corpo, que afeta o olho, mas pode oferecer risco para outros órgãos. Também pode haver risco de afetar os dois olhos e por isso um médico clinico ou hematologista ajuda a investigar se existe alguma doença ou alteração de coagulação no sangue.

Tipos de oclusões venosas na retina

 

  • Oclusão de veia central da retina (OVCR): É quando a oclusão acontece na veia central da retina (que é a principal)
  • Oclusão de ramo venoso da retina (ORVR): É quando a oclusão acontece em um ramo venoso nessa parte interior do olho

 

A doença também é dividida nas formas isquêmica e não isquêmica, de acordo com o sofrimento da retina pela falta de irrigação e oxigenação adequadas. Esta divisão é importante porque vai determinar quais as chances de o paciente evoluir bem, com melhora da visão. Na forma isquêmica é muito frequente o paciente desenvolver complicações como edema macular e neovascularização, que aumentam muito o risco de cegueira.

Fatores de risco

As oclusões venosas podem ocorrer em pessoas sadias e em qualquer época da vida, mas certos fatores contribuem para aumentar as chances de desenvolver essa doença ocular. Confira abaixo os principais fatores de risco:

 

  • Idade: Mais comum em pessoas acima dos 65 anos
  • Pacientes com hipertensão arterial (pressão alta no sangue), diabetes e fumantes têm mais chance de ter a doença
  • A doença parece afetar mais latinos e negros do que caucasianos
  • Quem tem problemas de coagulação do sangue, com maior risco de trombose
  • Pacientes com glaucoma (pressão alta nos olhos)
  • Doenças no corpo como Lupus, Sífilis, Leucemia e Mieloma múltiplo também aumentam o risco de oclusão de vasos na retina

Sintomas das oclusões venosas

De maneira geral o paciente com oclusão de veia central da retina percebe piora da visão de um dos olhos. No caso de oclusão de ramo venoso, o paciente pode apresentar pequena alteração da visão ou defeito no campo visual. O paciente não fica com olhos vermelhos e nem sente dor, os sintomas são visuais. Confira todos os sintomas das oclusões venosas:

  • Perda súbita da visão
  • Visão embaçada
  • Manchas na visão
  • Problemas no campo visual
  • Perda gradativa da visão

 

Exame oftalmológico

O oftalmologista vai examinar o paciente com as pupilas dilatadas e solicitar alguns exames especiais como retinografia, OCT (tomografia de coerência óptica) e angiofluoresceinografia. Estes exames vão determinar se o paciente apresenta edema de mácula e se a doença é isquêmica ou não.

Tratamentos para oclusões venosas ocular

O tratamento começa tentando identificar alguma doença no corpo que possa ter causado a oclusão, como a hipertensão arterial. É fundamental tratar a doença para diminuir a chance de nova oclusão ou que o outro olho seja afetado. Podem ser solicitados alguns exames de sangue para pesquisar algumas causas da doença, como mencionadas acima.

O tratamento tem como objetivo controlar a inflamação e o edema de mácula, além de tratar as áreas de isquemia de retina. São utilizados medicamentos intraoculares, chamados anti-VEGF. Estes remédios mudaram a história desta doença e permitiram salvar a visão de muitos pacientes.

Existem diferentes medicamentos disponíveis no mercado como Avastin®, Lucentis® e Eylea®. Também é utilizado implante de corticoide intraocular, chamado Oxurdez® com excelentes resultados para o edema de mácula. Além das injeções pode ser necessário tratar a retina com aplicação de laser para tratar as áreas de isquemia da retina.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

O teste do olhinho é o primeiro exame oftalmológico realizado no recém-nascido, ainda na maternidade. O exame é realizado pelo pediatra e permite identificar uma série de problemas no olho, incluindo o temido retinoblastoma, um câncer que afeta o olho por dentro e pode matar a criança se não tratado a tempo.

O exame avalia a luz que entra no olho do bebê e é refletida de volta para o médico e permite identificar alterações em várias partes do olho, como o cristalino, vítreo e retina. Por isso este teste também é chamado de “teste do reflexo vermelho” porque o médico consegue ver a luz vermelha que volta de dentro do olho, e comparar um olho com o outro. Se o médico percebe alguma alteração o bebê é encaminhado para exame oftalmológico especializado.

Doenças que podem ser identificadas pelo reflexo do olhinho incluem diferença grande de grau entre os olhos, catarata, doenças da retina e retinoblastoma, um câncer raro, mas que se não tratado causa a morte da criança.

Em muitas cidades e estados o teste já é obrigatório por lei e todos os convênios cobrem o exame.

O exame do olhinho normal quer dizer que a criança não tem nada?

Infelizmente não, o exame do olhinho ajuda a identificar uma série de doenças, mas não é 100% preciso. Também precisamos lembrar que às vezes a doença aparece depois que o bebê deixou a maternidade, neste caso o primeiro teste do olhinho seria normal. Por isso é importante que o pediatra repita o teste nas visitas de rotina e que os pais contem qualquer problema que a criança apresente, como olho vesgo (estrabismo), olho vermelho, etc.

Os pais e o pediatra devem acompanhar o desenvolvimento ocular das crianças e comparar a visão entre os olhos, isso permite que qualquer problema seja reconhecido logo e que a criança seja encaminhada para o oftalmologista. Claro que exames periódicos com oftalmologistas também podem ser solicitados pelo pediatra como julgar necessário.

Este artigo e vídeo foram produzidos pela equipe da Clínica Belfort em 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Estas informações são gerais e não substituem consulta com médico oftalmologista.

Alta Miopia

A alta miopia é uma doença caracterizada pela miopia acima de 6 dioptrias (graus). Não se sabe exatamente sua causa, mas provavelmente estes pacientes têm uma alteração no colágeno (tipo de fibra que forma o olho), causando o aumento do comprimento do olho e conseqüentemente a miopia. Esta alteração tem componente genético e pode sofrer alterações pelos hábitos do paciente.

Geralmente os pacientes alto míopes têm pais com miopia alta e começam a desenvolver a alteração no final da infância ou inicio da puberdade. A visão para longe começa a piorar e tem que deve ser corrigida com o uso de óculos ou lentes de contato. A miopia pode aumentar até a idade adulta chegando a valores altos como 15 ou 20 dioptrias. Ainda não existe nenhum remédio, colírio, cirurgia ou tratamento para impedir que uma pessoa se torne míope ou alta míope.

Os pacientes têm que usar óculos ou lentes de contato para enxergar bem para longe. Existem vários tratamentos para diminuir o grau do olho, como a cirurgia refrativa (LASIK) para corrigir a miopia, mas é importante determinar se a cirurgia é segura para o paciente com miopia grande. O médico deve avaliar a espessura da córnea e seu formato, além do grau do paciente. Uma cirurgia realizada em um paciente com córnea muito fina ou alguma outra doença da córnea pode levar à complicações graves, como a ectasia de córnea (alteração do formato da córnea, que é a parte transparente do olho) e baixa de visão, às vezes sendo necessário realizar transplante de córnea. De maneira geral, quanto maior o grau mais arriscada a cirurgia, pacientes com grau acima de 7 devem conversar longamente com seu oftalmologista sobre os riscos da cirurgia.

Para fazer a cirurgia refrativa o paciente deve estar com a refração (grau) estabilizado há pelo menos seis meses, ter mais de 18 anos e exames de espessura e formato da córnea (paquimetria, topografia, etc) normais.

Também existe a possibilidade de corrigir a miopia trocando o cristalino natural do olho ou colocando uma lente dentro do olho (lentes de Worst ou Artisan), mas infelizmente acreditamos que estes procedimentos ainda não tem segurança comprovada e não são indicados em nossa clínica. Sabemos que nos próximos anos serão lançados novos modelos de lentes que ainda estão na fase de pesquisa e parecem oferecer resultados muito melhores – cuidado para não se expor a um risco hoje pela ansiedade de resolver a miopia. São necessárias décadas para determinar a segurança de um procedimento.

Os alto míopes têm a retina mais fina, “esticada”, o que aumenta o risco de descolamento de retina. Por este motivo os pacientes devem ser examinados se perceberem moscas volantes, ou floaters (“sujeirinhas” na visão) ou flashes de luz (fotopsias).

Moscas volantes são “sujeirinhas” que o paciente vê flutuando quando mexe os olhos e fotopsias são flashs ou halos luminosos que o paciente vê na periferia da visão. Estes sintomas são causados pelo descolamento do vítreo, que puxa a retina. Esta “puxada” é interpretada pelo cérebro como um estímulo luminoso. Muito raramente, quando este processo normal de descolamento do vítreo ocorre, ele causa pequenas rasgaduras da retina. Estas rasgaduras podem causar o descolamento e é por isso que o paciente deve ser examinado.

No caso de uma rasgadura (ou rotura) deve ser feito tratamento preventivo com aplicação de laser de argônio, que diminui a chance de descolamento de retina. Os alto míopes também apresentam chance maior de glaucoma, catarata e membrana neovascular em relação a pessoas sem miopia.

Recomendamos exame anual para pacientes alto míopes. No caso de baixa de visão, de aparecerem ou aumentarem as moscas volantes (as “sujeirinhas” que passam na frente do olho), presença de flashs de luz ou olho vermelho, o exame deve ser realizado assim que possível.

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

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Veja mais:

Descolamento de Retina

Glaucoma

Catarata

Miopia

Membrana Neovascular

 

Exames relacionados:

Paquimetria

Refração (Exame de Vista)

Topografia

 

Cirurgia:

Cirurgia de Miopia

Cirurgia Refrativa

Ambliopia

As crianças ao nascer ainda não tem o olho e o sistema visual completamente formados. Para que a visão se desenvolva normalmente é importante ter condições adequadas. Se a visão de um olho da criança é muito melhor do que o outro o cérebro da criança “esquece” aquele olho e enxerga somente pelo olho bom. Isso pode ser causado por estrabismo (“olho torto”, um olho desalinhado em relação ao outro), pelo “grau” de um olho ser muito diferente do outro ou por causas menos comuns como catarata congênita (criança que já nasce com catarata), ptose (pálpebra caída) ou opacidades de córnea.

Quando um olho da criança não “apreende a enxergar” chamamos de ambliopia. Esta alteração pode ser tratada até os sete anos de idade.

A ambliopia é tratada da seguinte maneira

1 – Corrigindo o problema que a causou (falta de óculos, catarata, etc)

2 – Ajudar o olho “preguiçoso” a melhorar a visão. Isso é feito obrigando a criança a enxergar com este olho, normalmente usando um tampão sobre o olho bom por algumas horas diariamente. Desta maneira o cérebro da criança desenvolve a visão do olho ruim. Em alguns casos, em vez do tampão podemos usar colírio que piora a visão no olho bom por algumas horas.

O médico tem que acompanhar o tratamento para garantir que a visão esteja melhorando e que a visão do olho bom não esteja sendo prejudicada. Quanto mais jovem a criança mais freqüentes tem que ser as visitas e menor o número de horas por dia de oclusão (olho tampado). O número de horas diárias de tampão também varia de acordo com a idade da criança, quanto maior a criança mais horas de oclusão são necessárias.

Apesar de parecer simples muitas vezes é difícil para a criança e para os pais fazer o tratamento corretamente. Claro que a criança não gosta de usar o tampão porque a visão fica pior, por razoes estéticas e por vergonha dos amiguinhos. os pais também ficam se sentindo mal e culpados, podendo geral muito sofrimento. É importante ter um médico que ajude a família durante o tratamento.

Somente entendendo para que serve o tratamento os pais têm estimulo para garantir que o tampão seja usado corretamente.

Até hoje esta é a única maneira de compensar a ambliopia (ou o olho preguiçoso), ainda não existe laser, cirurgia ou “exercício” que ajude a resolver a ambliopia. Crianças maiores de sete anos e adultos costumam apresentar resultados piores no tratamento da ambliopia já que depois desta idade o cérebro perde grande parte de sua capacidade de corrigir o problema.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia, uma doença genética que causa alteração no gene responsável pela fabricação da molécula de hemoglobina, que é responsável pelo transporte de oxigênio dentro de nossas hemácias (glóbulos vermelhos). Uma pessoa normal têm hemoglobina formada pelos tipos A1 e A2 e a presença de outros tipos de hemoglobina causa diferentes doenças, como a beta talassemia, o traço falciforme e a anemia falciforme.

Destas hemoblobinopatias a anemia falciforme é a forma mais grave.A hemácia com a molécula de hemoglobina alterada sofre falcização (muda da sua forma arredondada para forma de foice, daí o nome da doença), e com isto ocorre obstrução dos vasos sanguíneos. A alteração da hemoglobina causa anemia crônica pela destruição das células vermelhas do sangue e crises de dor, problemas oculares, fadiga e falta de ar, além de aumentar a chance de infecções, de acidente vascular cerebral, crises de priapismo, etc.

Apesar dos pacientes com traço falciforme não apresentarem problemas pelo corpo como os descritos acima, eles apresentam 8 vezes mais chance de ter problemas oculares.

Tratamento

O tratamento da anemia falciforme consiste na prevenção de infecções pelo uso de antibióticos, aplicação de vacinas para prevenir algumas infecções, uso de vitaminas, hidratação adequada, e uso de alguns medicamentos como hidroxiureia, que melhoram os sintomas. Além disto o paciente que apresenta crise de dor deve ser tratado com analgésicos, oxigênio, além do tratamento da causa da crise (como uma infecção, anemia importante, etc). O exame oftalmológico periódico é fundamental para identificar e tratar doenças da retina que podem afetar estes pacientes.

Problemas oculares

A anemia falciforme causa uma série de alterações oculares como: Alterações na conjuntiva (vasos em forma de vírgula ou saca-rolhas), atrofia de iris, hemorragias salmon-patch (hemorragia pré retiniana ou na retina superficial), pontos iridescentes (sequela das hemorragias), black sunburst (migração dos pigmentos da retina), aumento da tortuosidade vascular, oclusões dos vasos da coroide e alterações maculares (região do centro da visão).

Alterações ainda mais sérias são as chamadas alterações proliferativas, causadas por vasos anômalos formados em regiões onde os vasos normais foram obstruídos e passou a haver hipóxia (oxigenação inadequada). Estes vasos anômalos causam tração na retina, sangramentos e até descolamento de retina. Geralmente não causam sintoma até sangrar e prejudicar a visão e por este motivo os pacientes devem ser acompanhados por oftalmologista.

Tratamento da doença ocular

O exame oftalmológico anual a partir dos 8 anos de idade têm como objetivo identificar as alterações da retina assim que possível. O exame com as pupilas dilatadas pelo oftalmologista associado a exames como angiofluoresceinografia (exame contrastado da retina) e tomografia de coerência óptica (SD-OCT) são capazes de identificar alterações ainda em estágios iniciais.

As áreas de isquemia devem ser tratadas com laser ou com a injeção intra-ocular de medicação anti VEGF antes que causem descolamento de retina ou alteração da visão central.

Uma nova opção para o tratamento de crianças e adolescentes com alteração de retina que precisam de tratamento com laser é o laser Pascal, que permite tratamento sem dor como ocorre com os lasers convencionais.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517, WhatsApp (11) 95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

Mácula é a região da retina responsável pela visão central de detalhes. Doenças na mácula causam alteração no centro da visão, como alteração da forma dos objetos ou “manchas escuras”. Pode ser difícil perceber se a visão do olho doente está piorando, especialmente quando o outro olho é bom e por isso o exame da visão com uma tela de Amsler é útil. A tela de Amsler é um papel quadriculado e permite que o paciente verifique se a visão central está piorando.

Pacientes com alteração macular, especialmente degeneração macular relacionada à idade (DMRI) devem fazer um teste semanal para ver se houve piora do quadro. Detectando piora precocemente temos condição de tratar a causa da piora e muitas vezes é possível recuperar a visão e impedir que mais perda ocorra.

O paciente deve fazer um auto-exame e para este exame utilizamos uma tela quadriculada chamada de tela de Amsler, semelhante às imagens abaixo. Teu oftalmologista pode te fornecer a tela. Geralmente o oftalmologista examina a visão durante a consulta e faz exames mais sofisticados, como OCT por exemplo. O uso da tela de Amslem permite que o paciente investigue se há piora entre as consultas e claro, alerte o médico e volte mais cedo se for necessário.

Como fazer o exame:

1 – O paciente deve estar em um ambiente bem iluminado, usando os óculos de leitura (óculos para perto).

2 – Deve-se segurar a tabela à uma distância de aproximadamente 35 centímetros dos olhos e observar o ponto central na tela de Amsler. Examina-se primeiro com o olho direito (tampando o olho esquerdo) e depois com o olho esquerdo (tampando o direito).

3 – Sempre observando o ponto central, deve-se buscar alteração do formado das grades ao redor.

Se o paciente perceber alteração ou piora no exame deve avisar seu oftalmologista.

Abaixo temos exemplos do exame normal e de possíveis alterações que o paciente pode encontrar. Mesmo que o paciente já tenha o exame anormal, ele poderá verificar se há piora do quadro e, neste caso, o oftalmologista deve ser consultado.

 

Exame normal da macula

Exame normal da macula

 

Exame normal

 

 

Exame Metamorfopsia da macula

Exame Metamorfopsia da macula

 

Metamorfopsia – Alteração da forma das linhas, um dos sinais precoces da doença de mácula

 

Exame Escotoma da macula

Exame Escotoma da macula

Escotoma – Defeito localizado na visão central

 

 

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Braquiterapia Ocular

 

Braquiterapia ocular é um tipo de tratamento radioativo para cânceres oculares. Os cânceres oculares como o melanoma são resistentes à quimioterapia e à radioterapia comuns, sendo necessária grande dose de radiação para matar as células cancerosas. Esta dose só pode ser administrada na forma segura com uso da placa de braquiterapia, que foca a radiação em pequena área, protegendo os tecidos normais. Existem placas radioativas com Iodo e placas com Ruthênio, ambas podem ser utilizadas dependendo do tipo e do tamanho do tumor que vai ser tratado. A placa de Iodo é a mais utilizada no Brasil e nos Estados Unidos porque permite tratar com segurança tumores pequenos, médios e grandes.

Como funciona?

O implante radioativo, também chamado de placa de braquiterapia, é colocado na posição correta durante uma cirurgia. Ele é colocado por fora do olho na posição exata do tumor. Deve ser realizado ultrassom durante a cirurgia para confirmar a posição correta da placa, para que todo o tumor seja tratado adequadamente.

Exame de ultrassom sendo realizado durante a cirurgia para garantir a posição correta da placa.

 

Dependendo do tipo de tumor e da espessura, calcula-se a duração do tratamento, que pode variar entre 1 e 5 dias. Durante este período o paciente fica internado no hospital, mas não existe dor ou sofrimento. O efeito da radiação ocorre depois de semanas a meses e o tumor é curado, deixando apenas uma cicatriz no olho. A braquiterapia é muito eficaz, controlando o tumor em cerca de 95% dos casos, evitando que seja necessário remover o olho e permitindo salvar a maior quantidade de visão possível.

 

Placa de Braquiterapia

Placa de Braquiterapia

 

Para que doenças a braquiterapia ocular é utilizada?

A placa de braquiterapia ocular pode ser utilizada para diferentes tipos de tumores, incluindo melanomas e carcinomas, entre eles:

  • Melanomas de coroide (melanoma intra-ocular, melanoma de úvea, melanoma de corpo ciliar e melanoma de iris)
  • Melanoma de conjuntiva
  • Carcinomas invasivos da superfície ocular
  • Hemangiomas de coroide
  • Metástases de coroide
  • Tumores vaso-proliferativos
  • Retinoblastomas
  • Tumores de retina como hemangioblastomas (hemangioma capilar de retina)

Cada uma destas doenças é tratada com diferentes doses de radiação. É fundamental ter um hospital de confiança com excelente equipe de radioterapia e física nuclear para programar o tratamento. Por este motivo só fazemos este tratamento no Hospital Albert Einstein em São Paulo, o melhor da América Latina.

Quais são os efeitos colaterais?

Como qualquer tratamento para tumor ocular a braquiterapia pode provocar uma série de efeitos colaterais. Alguns destes efeitos indesejados são raros, como visão dupla depois do tratamento ou infecção no pós operatório, outros são mais comuns, como catarata ou retinopatia da radiação. A colocação da placa na posição adequada e a administração da dose correta diminuem a chance destes problemas, mas é importante conversar com seu médico sobre todos os riscos para que possa estar bem informado sobre os benefícios e efeitos colaterais deste tratamento.

A placa trata o tumor e evita a remoção cirúrgica do olho, com todo o impacto psicológico que isso costuma trazer.

Como é o acompanhamento depois da cirurgia?

Geralmente o olho leva de 2 a 3 semanas para cicatrizar da cirurgia e neste período o paciente pode ter vida quase normal, fazendo uso de colírios. Os efeitos da radiação no tumor ocorrem por meses. Neste período o médico especialista em oncologia ocular acompanha a regressão do tumor, até restar apenas uma cicatriz. São realizados exames periódicos para acompanhar a regressão do tumor e os efeitos adversos do tratamento – geralmente a cada 3 ou 4 meses.

Apesar de poder apresentar possíveis efeitos colaterais, a braquiterapia é eficaz no tratamento dos cânceres oculares e o tratamento mais realizado nos Estados Unidos e Europa para tratar estas doenças. Converse com seu médico sobre os riscos e benefícios deste tratamento em relação às outras opções como a enucleação (retirada do olho). Converse com teu médico oftalmologista sobre as vantagens e riscos de cada tipo de tratamento.

Onde é realizado o tratamento?

O Dr Rubens Belfort Neto realiza os tratamentos com braquiterapia ocular no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Durante o tratamento os pacientes ficam internados no hospital, que além de ser referência no tratamento médico de excelência de toda América Latina, oferece conforto durante a internação para o paciente e seus acompanhantes. Fazem parte da equipe do Dr Rubens Belfort médico anestesista (geralmente Dr Thiago Manfrim), médico radioterapeuta oncológico (Dr Icaro de Carvalho), além de outros médicos cirurgiões e especialistas em ultrassom ocular.

O tratamento adequado assim que possível aumenta a chance de cura do câncer e da preservação da visão.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

https://www.youtube.com/watch?v=mNTej3sKVvI

Carcinomas oculares da conjuntiva

Carcinomas oculares da conjuntiva, também chamados de carcinoma espino-celular (CEC), são tumores malignos que podem acometer a camada superficial do olho, a conjuntiva. Estas lesões podem aparecer como pintas ou inflamações locais, que podem crescer e se tornar elevados e com veias dilatadas. Se não tratados podem crescer e se tornar tumores grandes, como o da foto acima.

O que causa este tumor?

Não se sabe ao certo. Alguns fatores como exposição a luz solar (ultra-violeta) por muitas horas por dia durante muitos anos, além da infecção pelo vírus do HPV, podem contribuir para o aparecimento destes tumores. Estes carcinomas de conjuntiva também são mais frequentes em pacientes imunodeprimidos (como os pacientes que realizaram transplante de órgão, os que recebem quimioterapia ou os pacientes com HIV / AIDS).

Como tratar?

O tratamento destas lesões é a remoção cirúrgica, com técnicas especiais que diminuem a chance da lesão voltar. O material removido é encaminhado ao patologista, que confirma o diagnóstico de carcinoma e verifica se todo o tumor foi removido. Nestes casos a mesma cirurgia confirma o diagnóstico e já trata o paciente. Se o resultado da biópsia for de margens livres, ou seja, que não sobrou tumor na superfície do olho, o paciente está curado. Em alguns casos pode ser necessário o tratamento com quimioterapia tópica, em forma de colírio, para erradicar o tumor. Nestes casos costuma-se usar colírio de medicamento chamado Interferon ou Mitomicina, por tempo variável que é determinado pelo médico.

Em alguns casos o tumor pode invadir a parede do olho e outros tratamentos, como a aplicação de radioterapia na forma de braquiterapia ou feixe externo, podem ser necessários.

Artigo e vídeo produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

 

A catarata é a opacificação da lente intra-ocular chamada de cristalino. Na grande maioria dos casos é uma alteração causada pela idade, que geralmente começa depois dos 50 anos e fica mais frequente conforme aumenta a idade do paciente. Aos 80 anos de idade a grande maioria dos pacientes já apresenta uma catarata que prejudica a visão. A piora da catarata depende de cada paciente e pode demorar meses ou anos até que a opacidade atrapalhe muito a visão.

Alguns pacientes apresentam catarata mais cedo, com 40 ou 50 anos de idade, e algumas condições podem causar o aparecimento mais precoce ou avançar seu desenvolvimento, como trauma ocular, uso prolongado de corticoide por via oral ou colírio, algumas doenças como uveítes (inflamação intra-ocular) e alta miopia (acima de 6 graus). O único tratamento comprovado para a catarata é a cirurgia, quando retiramos a lente opaca e a substituímos por uma lente artificial. Não existem colírios, vitaminas, exercícios nem qualquer outro tratamento cientificamente comprovado além da cirurgia para impedir o avanço ou curar a catarata. A boa notícia é que a cirurgia de catarata tem excelentes resultados hoje em dia e é a cirurgia mais realizada no mundo. Temos mais de 70.000 cirurgias realizadas pelos médicos da clínica Belfort.

O que o paciente adulto com catarata sente?

O paciente têm piora lenta e progressiva da visão. A visão vai ficando embaçada. No início a catarata também pode mudar o grau do olho. Alguns tipos de catarata pioram quando o paciente está em ambiente bem iluminado, quando sai no sol, por exemplo. A visão das cores também pode piorar lentamente.

Tratamento:

Cirurgia. Ainda não existe nenhum tratamento com remédios ou colírios para impedir ou tratar a catarata.

Hoje a cirurgia de catarata mais moderna é a facoemulsificação. Esta técnica utiliza ultra-som para fragmentar o cristalino e permitir que ele seja retirado por uma pequena incisão, geralmente sem necessidade de dar pontos após o procedimento. O paciente é operado sob anestesia local (geralmente por colírio) com sedação, sem sentir dor ou incômodo. A cirurgia demora cerca de 30 minutos. Depois de algumas horas o paciente é liberado e vai para casa no mesmo dia. Após a cirurgia deve-se pingar colírios por um período de três semanas para a recuperação completa.

Além de melhorar a visão, as vezes a catarata deve ser operada para permitir o exame da retina e do nervo óptico, que pode ser acometidos por doenças como diabetes, degeneração macular relacionada à idade e glaucoma. Nestes casos, mesmo que não haja melhora importante da visão, a retirada da catarata permite o acompanhamento e tratamento destas doenças.

A cirurgia moderna de catarata é realizada com ultrassom, apesar de algumas partes da cirurgia poderem ser realizadas com laser. O resultado com ou sem laser é o mesmo. Nossa equipe de cirurgiões de catarata tem mais de 70.000 cataratas operadas, o que garante grande conhecimento e experiência para garantir os melhores resultados possíveis.

Lente Intra-ocular

Esta lente que substitui o cristalino natural e é inserida no final da cirurgia. Geralmente é utilizada uma lente intra-ocular dobrável, que dura o resto da vida do paciente, nunca precisando ser trocada. Existem lentes convencionais, lentes tóricas (que corrigem o astigmatismo) e lentes multi-focais (que melhoram a visão para perto e para longe depois da cirurgia, permitindo maior independência do óculos). O exame de biometria, solicitado antes da cirurgia tenta determinar o valor da lente intra-ocular para minimizar a necessidade de óculos, mas é impossível garantir que o paciente vai ficar 100% livre dos óculos. cuidado com falsas promessas, que a medicina moderna ainda não pode garantir.

As lentes multi-focais permitem  visão para perto e longe sem óculos, mas pode gerar uma série de efeitos indesejados. A tecnologia das lentes multifocais está melhorando muito e em 2020 temos produtos ótimos, mas é fundamental conversar com teu médico e entender as possíveis desvantagens e limitações desta nova tecnologia. Muitas vezes preferimos lente “monofocal”, que permite a melhor visão, apesar da necessidade de usar óculos para perto depois da cirurgia.

Também existem lentes que corrigem o astigmatismo do paciente, diminuindo a necessidade de lentes de astigmatismo no óculos depois da cirurgia. Estas lentes que corrigem o astigmatismo são chamadas de lentes tóricas.

Cuidados no pós operatório

Depois da cirurgia o paciente usa colírio por algumas semanas com o objetivo de controlar a inflamação e diminuir a chance de infecção. Também costuma-se utilizar um protetor de acrílico para proteger o olho operado durante as quatro primeiras noites depois da cirurgia, para evitar que aperte o olho.

Normalmente examinamos o paciente algumas vezes depois da cirurgia, durante o primeiro mês, para garantir que tudo esteja bem.

Deve-se evitar abaixar muito a cabeça nos primeiros dias, assim como evitar contato com água potencialmente contaminada como mar, piscina ou sauna por três semanas. Claro que o paciente deve evitar substâncias sujas nos olhos, assim como pancadas na cabeça ou no olho. A visão geralmente começa a melhorar no dia seguinte da cirurgia, levando até três semana para estabilizar. Geralmente esperamos pelo menos duas a três semanas para operar o segundo olho, no caso de cataratas bilaterais.

Uso de óculos após a cirurgia

Geralmente após a cirurgia o paciente vai precisar de óculos para perto (para leitura), geralmente não precisando de óculos para longe, salvo os casos com astigmatismo maior que não utilizaram lente tórica.

As cirurgias são realizadas pelo Prof Dr Rubens Belfort e sua equipe, geralmente no Hospital Albert Einstein, no Hospital H Olhos ou Hospital Santa Cruz, dependendo do desejo e seguro médico do paciente. A equipe médica é sempre a mesma e os três hospitais são os melhores de São Paulo para a cirurgia de catarata.

Geralmente o plano de saúde cobre grande parte ou todo o custo de cirurgia através do sistema de reembolso, incluindo o valor da lente intra-ocular.

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517 ; Whattsapp (11)95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em Novembro de 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

Veja mais:

Astigmatismo

Diabetes

Degeneração Macular

Glaucoma

Uveítes

Alta Miopia

Exames relacionados:

Paquimetria

Ceratometria

Biometria Ocular

Cirurgia:

Cirurgia de Catarata

Facoemulsificação

 

Células tronco são células capazes de se diferenciar em diferentes tecidos. Hoje acreditamos que a pesquisa com células tronco pode resultar em novas opções de tratamento para doenças neurológicas, degenerativas, oculares, etc. O transplante de medula óssea, por exemplo, é um tratamento comprovado que utiliza células tronco para repopular a medula de pacientes no tratamento de câncer ou doenças degenerativas.

Apesar do grande investimento e de muitas publicações científicas sobre o assunto, ainda não existem muitos tratamentos que utilizam células tronco e tenham eficácia garantida.

Decidimos adicionar este tópico porque temos recebido muitos e-mails sobre o potencial uso de células tronco no tratamento de doenças oftalmológicas que até hoje não tem cura, como retinose pigmentar, casos de cicatriz de retina (como na toxoplasmose ocular) e casos avançados de glaucoma, doença da mácula ou retinopatia diabética.

Acreditamos que ainda não há evidência de que estes tratamentos sejam eficientes. É importante ter cuidado para não ser enganado. Existem protocolos de pesquisa utilizando células tronco e estes devem sem realizados de maneira ética, sem custos para o paciente ou exames que o paciente deva pagar para que o pesquisador decida se ele pode ser incluído em um protocolo aprovado por comitê de ética.

No caso de dúvida procure uma segunda opinião, cheque se o tratamento é disponível em outros centros, inclusive centros de excelência no país (como a UNIFESP) ou mesmo centros fora do Brasil.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

“Ceratotomia radial” não é uma doença, mas um procedimento cirúrgico que era realizado para tratar olhos com miopia antes do surgimento da cirurgia a laser, na década de 90.

É muito comum que pacientes que fizeram cirurgia de miopia com a técnica de “corte” ou “bisturi”, chamada de ceratotomia radial tenham efeitos indesejados. Infelizmente, há anos atras, não se sabia os efeitos da cirurgia a longo prazo e hoje sabemos que a tal técnica criava uma instabilidade na estrutura da córnea, que podia mudar de formato, mudando o grau do olho.

Muitos pacientes operados pela técnica de ceratotomia radial com miopia foram se tornando hipermetropes com o tempo. Um paciente podia ter -3 de miopia e, anos depois, ter +4 de hipermetropia, mesmo que por algum tempo tenha ficado com o grau próximo de zero. Isso não acontece com paciente que não tenha sido operado por esta técnica. A mudança da miopia para hipermetropia em um paciente acima dos 40 anos de idade é ruim, já que a miopia pelo menos ajuda para perto, enquanto a hipermetropia atrapalha para perto e para longe depois dos 40 anos.

Como uma complicação adicional, estes pacientes apresentam a córnea “multifocal”, que dificulta o foco e a adaptação de óculos. Infelizmente não existe técnica segura para corrigir o grau de pacientes que foram submetidos a ceratotomia radial, mas alguns tratamentos a laser estão sendo testados. Em alguns casos lentes de contato rígidas podem ajudar a melhorar a qualidade de visão.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

A cirurgia refrativa permite corrigir o grau (miopia, astigmatismo e hipermetropia) do paciente pela aplicação de laser na córnea. O laser muda o formato da córnea, corrigindo o grau do paciente.

O resultado da cirurgia com o equipamento mais moderno disponível costuma ser satisfatório, garantindo que o paciente fique com ótima visão e não precise mais de óculos ou lentes de contato para longe.

Técnica

Atualmente existem duas técnicas para a correção da miopia, hipermetropia e astigmatismo: LASIK e PRK. A técnica de Lasik é utilizada para graus maiores e antes da aplicação do laser é realizado um corte, criando um “flap” na córnea. No PRK, o laser é aplicado diretamente sobre a córnea, não sendo necessário realizar o “flap”.

Não existe diferença para o paciente na hora do procedimento, os dois são realizados sob anestesia local tópica (colírio anestésico), sem dor, e o paciente vai para casa depois do procedimento. Podem ser tratados os dois olhos no mesmo dia, mas geralmente trata-se em dias separados pela maior segurança do procedimento.

Cirurgia personalizada

A cirurgia refrativa começou há mais de 20 anos, com a técnica do “bisturi” (ceratotomia radial) e desde então houve grande avanço do conhecimento médico e dos equipamentos envolvidos nos exames pré operatórios e no tratamento.

A operação com o laser moderno pode ter resultado muito melhor do que o alcançado com os laseres mais antigos. Esta cirurgia consegue corrigir as chamadas “alterações de alta ordem” – que podem causar distúrbios visuais depois da cirurgia.

O mais importante para garantir a segurança do procedimento é identificar os pacientes que não são bons candidatos para a cirurgia. Alguns exames pré operatórios ajudam a identificar tais pacientes. Escolha um médico que está interessado em teu bem estar acima de tudo.

Quem pode realizar o tratamento:

Maiores de 21 anos que tenham seu “grau” entre +3,00 e -8,00 estável há pelo menos 6 meses. O mais importante é o médico examinar o paciente e garantir que ele seja um bom candidato para a cirurgia, evitando complicações futuras. Para isso, além do exame do “grau”, deve-se examinar a pressão do olho e a retina, além de realizar alguns exames especiais chamados topografia e paquimetria. Estes exames analisam o formato e a espessura da córnea e ajudam a determinar os pacientes com maior chance de complicação no futuro. Pode ser necessário realizar exames mais sofisticados, entre eles o Pentacam que analisa com detalhe o formato da córnea por dentro e por fora.

Riscos

Neste tratamento, o mais importante além da qualidade do cirurgião e equipamento utilizado, é identificar os pacientes que apresentem risco de complicação. Temos evidências científicas de que pacientes que apresentam córnea fina ou astigmatismo irregular apresentam maior risco de complicações como ectasia, uma doença grave que pode aparecer anos depois da operação. Desta maneira é importante grande cuidado na avaliação da topografia da córnea (avaliando o astigmatismo) e da espessura da córnea (paquimetria) para minimizar a chance de complicações. Exames especiais como o “pentacam” ajudam o médico a saber quais pacientes não devem ser operados.

Todo o procedimento cirúrgico apresenta pequeno risco de infecções e outras complicações e tais riscos são minimizados pelos cuidados envolvidos na preparação do paciente e na hora da cirurgia.

Mas e se eu não puder operar?

Alguns pacientes nos procuram e são desaconselhados a realizar a cirurgia por apresentarem condições não ideais para o tratamento. As técnicas e aparelhos estão melhorando muito, pacientes que realizam a operação com grande segurança hoje não seriam operadas há alguns anos. Se este for seu caso, é melhor esperar até que haja um tratamento seguro.

Avanços

Cirurgia LASIK com corte do flap com uso de laser em vez de lâmina de metal (IntraLase com laser de femtosecond) e aplicação de mitomicina no leito tratado são novas técnicas sendo avaliadas experimentalmente e que devem melhorar ainda mais o resultado da cirurgia refrativa. O crosslink de colágeno da córnea também é um método experimental utilizado para evitar complicações como ectasia corneana.

Obs: Cirurgia para presbiopia: Ainda não existe cirurgia segura e com resultado previsível para a presbiopia, que é a baixa de visão para perto em pacientes acima dos 40 anos. Como solução para estes pacientes, além do uso de óculos para perto ou multifocais, existe a opção de monovisão com uso de lentes de contato ou laser. Converse com seu oftalmologista sobre as vantagens e desvantagens das maneiras de corrigir a presbiopia, mas cuidado com promessas mágicas de coisas que a medicina atual ainda não consegue oferecer.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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A conjuntivite mais freqüente em pessoas que não têm doença nos olhos é a conjuntivite viral, causada por vírus semelhante ao vírus da gripe (adenovírus). A pessoa é contaminada após ter contato com alguém doente ou com algum objeto que contenha o vírus.

A infecção geralmente demora alguns dias para se desenvolver e pode durar até três semanas. Infelizmente ainda não existe nenhum tratamento especifico para a conjuntivite viral, não sendo indicados colírios de corticoide ou antibiótico a não ser em raros casos, quando indicados pelo médico especialista. O uso incorreto destes colírios pode piorar o quadro.

Quadro clínico

Olho vermelho, sensibilidade à luz, presença de secreção, lacrimejamento e inchaço das pálpebras. Pode variar desde sintomas leves até quadros mais graves, com muita inflamação e incomodo.

Tratamento

Infelizmente ainda não existe nenhum tratamento especifico para combater o vírus na conjuntivite viral. A boa notícia é que trata-se de uma infecção auto-limitada, sendo que o próprio sistema imune mata o vírus. O tratamento visa apenas diminuir a reação inflamatória e os sintomas do paciente e é realizado com compressa fria com água mineral, filtrada ou fervida ou soro fisiológico gelado, as vezes colírios de lagrima artificial pode ser utilizados.

Em casos mais graves o oftalmologista pode receitar colírios com corticoide (em casos de baixa de visão pela deposição de infiltrados na córnea, caso de formação de membranas nas pálpebras ou de muita inflamação).

É importante evitar a disseminação da infecção, separando toalhas, travesseiros e objetos de uso pessoal do paciente, evitando coçar os olhos e lavar sempre as mãos. O paciente também deve evitar banho de mar ou piscina, porque pode transmitir a infecção a outras pessoas. O vírus não é transmitido pelo ar, mas se o paciente tocar algum objeto com a mão suja de vírus e outra pessoa utilizar o objeto e colocar a mão nos olhos, ela pode pegar a infecção. Pacientes que usam lentes de contato geralmente são orientados a suspender o uso até que a conjuntivite cure.

Complicações

Alguns pacientes apresentam ceratite, que é a erosão superficial da córnea. Neste caso o paciente apresenta dor e muita sensibilidade à luz. Outros apresentam piora da visão no final da conjuntivite, causada pelo acúmulo de células inflamatórias na córnea, chamados de “infiltrados sub-epiteliais”. Estes pacientes podem precisar de tratamento específico com colírios especiais. Raramente pacientes apresentam reação inflamatória exacerbada, formando “membranas” na face interna das pálpebras. Em alguns casos pode ser necessária a remoção de tais membranas pelo oftalmologista.

Em caso de baixa de visão, dor ou muita secreção deve-se procurar orientação de um oftalmologista.

Outras conjuntivites virais podem ser causadas pelo vírus da Herpes simples e Herpes Zoster, mas estas conjuntivites são mais raras, mais sérias e não causam epidemias como as causadas pelo adenovírus. No caso dos casos causados pelo vírus do Herpes existem remédios que podem controlar e ajudar a curar a infecção mais rapidamente.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Idade é fator de risco para uma doença chamada degeneração macular (DMRI). Esta alteração é mais freqüente depois dos 60 anos de idade e acomete o centro da visão – a área da retina chamada de mácula. Ela começa com sintoma muito discreto de alteração das formas (chamada metamorfopsia) e piora da visão central, depois evoluindo para uma mancha no centro da visão.

A degeneração macular relacionada à idade é a principal causa de cegueira irreversível em pacientes acima dos 60 anos nos países desenvolvidos. Os pacientes não ficam completamente cegos, ainda resta a visão periférica, mas a visão de detalhes fica prejudicada, dificultando atividades como leitura, direção de automóveis, etc.

Ainda não se sabe a causa da DMRI, algumas teorias culpam a exposição solar durante toda a vida, tabagismo, inflamação, características genéticas dos pacientes, etc. Provavelmente há uma série de fatores envolvidos.

Acredita-se que pacientes obesos apresentem maior chance de desenvolver a doença, assim como pacientes fumantes e aqueles que apresentam história da doença na família. Pacientes brancos apresentam chance maior de desenvolver a doença quando comparados a pacientes negros.

O sinal mais precoce da DMRI é a presença de drusas na retina. Drusas são pequenos depósitos abaixo da retina que só podem ser observados no exame de fundo de olho ou com uso de equipamentos especiais. De acordo com o número e tamanho das drusas pode-se determinar o risco do paciente perder visão.

A degeneração macular é dividida em dois tipos:

  • Forma seca ou não exudativa: o paciente apresenta uma alteração da retina do tipo atrofia, as células responsáveis pela percepção da luz – chamados fotorreceptores – “morrem”. A forma seca representa cerca de 85% dos casos de DMRI.
  • Forma exudativa, também chamada de neovascular: o paciente apresenta formação de novos vasos sanguíneos na retina (por isso recebe o nome de membrana neovascular de coróide). Estes neovasos anômalos são como uma tubulação furada e “vazam”, alterando o formato e função da retina. Isto têm inicio como processo reversível, mas depois causa destruição das células nervosas da mácula.

Diagnóstico:

O diagnóstico é feito pelo exame da retina com as pupilas dilatadas. Alguns exames especiais ajudam no diagnóstico, principalmente o exame de tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiofluoresceinografia, que é o exame de contraste. As vezes também são necessários exames como retinografia e indocianinografia. O exame de OCT é o mais importante não só no diagnóstico, mas também no acompanhamento destes pacientes.

Tratamento atual:

Ainda não existe tratamento eficaz para a forma seca da doença, alguns estudos mostraram que a suplementação vitamínica (com componentes com luteína e omega-3) pode diminuir a chance de DMRI avançada. Hoje infelizmente novos estudos sugerem que as vitaminas não ajudam como nós achavámos. Importante lembrar que a suplementação alimentar com alguns tipos de vitamina, como betacaroteno e vitamina A podem aumentar a chance de câncer de pulmão em pacientes fumantes ou ex fumantes.

Acredita-se que tal suplementação vitamínica deva ser receitada para pacientes com DMRI no estágio intermediário em ambos os olhos ou avançado em um olho tendo o outro olho normal. Até o momento a suplementação vitamínica é uma das poucas opções de tratamento para pacientes com a forma seca da doença em um olho, para diminuir a chance de avançar para a forma neovascular.

Para a forma exudativa da doença (também chamadas de úmida ou neovascular) existem diferentes opções de tratamento como:

1- Tratamento com laser – laser de argônio ou terapia fotodinâmica (aplicação de laser especial associado a remédio pela veia). Hoje estes tratamentos são RARAMENTE utilizados, tendo sido substituídos pelo tratamento com medicação injetável intra-ocular.

2 – Injeção intra-ocular de triancinolona (tipo de corticoide) – medicação que diminui a inflamação na mácula, hoje é menos utilizado do que o tratamento com medicação anti-VEGF (abaixo)

3 – Injeção intra-ocular de anti-VEGF [Lucentis (ranibizumab), Avastin (bevacizumab) ou Eylea (aflibercept)]. Hoje em dia a forma mais moderna de tratar a doença neovascular (membrana) é com a injeção de medicação anti VEGF (“Vascular endothelial growth factor”, ou fator de crescimento vascular endotelial) como Lucentis e Avatin. Estes remédios fecham os vasos anômalos que causam a perda da visão. Geralmente aplica-se uma injeção mensal por pelo menos 3 meses, re-injetando quando a doença volta a progredir. A visão do paciente pode melhorar ou apenas estabilizar, dependendo do estágio da doença. O controle com OCT ajuda a indicar o momento de nova aplicação.

Muitos trabalhos científicos buscam entender melhor e tratar esta doença e a cada ano muitas informações novas surgem. Estão sendo testadas novas drogas que agem como as injeções anti-VEGF, mas que permanecem por mais tempo dentro do olho, reduzindo a frequência das injeções – mas estas drogas ainda não estão disponíveis para uso fora de protocolos de pesquisa. Outra linha de pesquisa que pode resultar em tratamento no futuro utiliza células tronco.

Trabalhos científicos indicam que o tratamento mais moderno é capaz de impedir piora de visão em cerca de 90% dos pacientes tratados e melhorar a visão em cerca de 36% dos pacientes tratados.

Além do exame oftalmológico e da utilização da tela de Amsler, alguns exames são utilizados para acompanhar a evolução da doença, como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiofluoresceinografía. Acredita-se que o OCT seja o exame mais importante para detectar a atividade ou recorrência da doença, muitas vezes sendo realizado mensalmente.

A injeção de medicamento dentro do olho é pouco dolorida e apresenta mínimo risco de infecção. Fundamental conversar com seu médico sobre os riscos de infecção e os sinais e sintomas de uma possível complicação.

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517, WhatsApp (11) 95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

Veja mais:

Existe injeção no olho? Para que serve?

 

Doença Relacionada:

Degeneração ocular

 

Exame Relacionado:

Angiofluoresceinografia

OCT

A retina do olho corresponde ao filme da maquina fotográfica; é nela que a luz é absorvida e transformada em um impulso elétrico que faz o cérebro “enxergar”. Ela reveste o olho por dentro como um papel de parede e, em casos raros, pode descolar. Isso geralmente ocorrem em pacientes diabéticos, alto míopes ou que sofreram trauma ocular, mas também pode ocorrer em quem nunca teve doença no olho.

O descolamento de retina do tipo regmatogênico, o mais comum, tem como sintomas flashes de luz (fotopsias) no canto da visão e o aparecimento de “sujeirinhas flutuantes” (moscas volantes) na visão do paciente. Em casos mais grave o paciente pode perceber uma cortina fechando em sua frente.

Frente a estes sintomas é importante um exame oftalmológico detalhado para identificar se há descolamento e tratar imediatamente. Na maioria das vezes trata-se apenas de descolamento do vítreo (e não da retina). O vítreo é um gel especial que ocupa a parte de trás do olho e que, quando descola, pode causar sintomas semelhantes ao do descolamento de retina.

Tratamento

O tratamento do descolamento de retina varia de acordo com o tipo de descolamento e pode incluir aplicação de laser, injeção de gás no olho ou cirurgia.

Infelizmente em muitos casos, especialmente se o descolamento ocorreu há muito tempo a visão do paciente pode não melhorar muito, mesmo que a retina fique colada. Isto ocorre porque as células da retina começam a morrer depois de algumas horas de descolamento.

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

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Doenças Relacionadas:

Descolamento de Retina

Moscas Volantes

 

Exame Relacionado:

Ultrassonografia Ocular

O diabetes é a doença caracterizada pela elevação da glicemia, que é a medida de açúcar no sangue. Dentre os órgãos acometidos pela diabetes estão o coração, os rins e os olhos. O açúcar aumentado no sangue causa uma alteração vascular, danificando os pequenos vasos sanguíneos, que ficam doentes e deixam de ser eficientes. Esta alteração cria áreas de circulação inadequada, as chamadas áreas de isquemia. Após alguns anos de diabetes mal controlado a retina do paciente começa a ficar doente, podendo apresentar sangramentos e edema (“inchaço”). O paciente não sente dor até a doença estar muito avançada e pode não perceber que está doente até estar quase cego.

A principal causa de baixa de visão nos pacientes com doença na retina pela diabetes é chamada de edema macular diabético e deve-se a um edema (ou inchaço) na região da retina responsável pela visão de detalhes. Hoje em dia existem alguns tratamentos que podem ajudar a melhorar este edema, melhorando a visão. Estes tratamentos incluem a aplicação de laser e a aplicação de medicação intra-ocular (corticoide ou anti-VEGF).

Normalmente o oftalmologista solicita alguns exames complementares depois de realizar o exame de fundo de olho com as pupilas dilatadas. Entre estes exames podem ser pedidos uma retinografia, que é uma fotografia do fundo de olho, uma angiofluoresceinografia, que é um exame de contraste e um OCT (tomografia de coerência óptica) que ajuda a determinar áreas de edema da retina e se existe tração (ou seja, componentes do vítreo puxando a retina).

Como regra, todo paciente com diabetes devem ser examinados anualmente, sendo que o paciente com diabetes tipo 2 deve ser examinado assim que descobre-se a doença.

Tratamento do diabetes

Ainda não existe cura para a retinopatia diabética, mas há como evitá-la e evitar que ela piore. O médico clínico geral ou endocrinologista deve orientar o pacientes em relação à dieta, prática de esportes, uso de hipoglicemiantes orais ou insulina para evitar a retinopatia diabética, ou diminuir a chance dela progredir.

Sugerimos que o paciente seja submetido ao exame de fundo de olho no momento do diagnóstico da diabetes e depois anualmente, sendo muito importante manter a glicemia (açúcar no sangue) bem controlada para evitar a doença.

Complicações:

Além do edema de mácula, o paciente com doença na retina pode desenvolver a forma proliferativa da doença, onde vasos anômalos aparecem para tentar substituir os casos doentes, mas acabam causando ainda maior dano, porque são vasos com a parede doente. Esta forma proliferativa da doença pode causar aumento da pressão intra-ocular (glaucoma neovascular) e descolamento tracional de retina.

Tratamento da retinopatia:

Depois que a a diabetes mal compensada causou lesão vascular e doença da retina, o tratamento pode ser realizado com laser (argônio ou Pascal), aplicação de medicamentos dentro do olho (como Avastin – bevacizumab – ou corticoide) ou cirurgia, dependendo do caso.

O tratamento tenta impedir maior perda de visão e as vezes ajuda a recuperar visão, mas é importante manter a glicemia bem controlada.

Um novo laser, chamado Pascal, possibilita tratar os pacientes sem dor e sem a necessidade de realizar diversas sessões de tratamento, como acontece com o laser de argônio tradicional. Este laser permite também tratar crianças, que antes tinham que ser tratadas sob anestesia geral.

Novas pesquisas sendo realizadas estudam novos tratamentos para esta doença.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

Diplopia é a alteração da posição dos olhos que causa visão dupla. A visão dupla pode ser mínima e percebida apenas como visão borrada, ou causar o aparecimento de duas imagens que podem estar lado a lado ou uma em cima da outra.

A diplopia é causada por alteração nos músculos ou nervos ao redor dos olhos e, como regra, não é uma doença do olho propriamente dito, mas da posição dos olhos. Resulta de alteração nos músculos extra oculares, geralmente paralisia temporária ou permanente de um destes músculos. A causa da diplopia pode ser no sistema nervoso central, nos nervos que comandam os músculos ou no músculo propriamente dito.

Por definição a diplopia é sempre binocular, aparece com os dois olhos abertos, tampando um olho de cada vez a visão dupla tem que desaparecer.

Auto exame

Para verificar se existe diplopia o paciente pode fazer um teste rápido e simples: tampar um olho de cada vez. A visão dupla deve desaparecer com um dos olhos tampados e existir apenas com os dois olhos enxergando ao mesmo tempo.

Causas

Existem diversas causas para a diplopia. Examinando o paciente o oftalmologista consegue determinar qual o músculo ou nervo acometidos e, com isso, a causa mais provável para a visão dupla. Algumas destas causas incluem diabetes, pressão alta, trauma, acidente vascular cerebral (derrame) e outras doenças como tumores, aneurismas, doença de graves ou alterações mais raras como esclerose múltipla, miastenia gravis, etc.

Casos de visão dupla precisam ser examinados assim que possível para descartar doenças graves como aneurismas cerebrais, etc Depois do exame oftalmológico costuma ser necessário exame de imagem tipo ressonância nuclear magnética ou angiografia.

Tratamento

O tratamento da visão dupla depende da causa e o mais importante é excluir causar raras, mas graves, de doenças que ameaçam a vida do pacientes. Exemplos destas doenças são aneurisma cerebral e tumores cerebrais. Causas mais comuns são doenças como diabetes e pressão alta.

Depois de descartadas estas doenças o médico pode corrigir a visão dupla com óculos especiais, aplicação de botox® ou até mesmo cirurgia. Um tratamento temporário é ocluir um olho para conseguir enxergar melhor.

Este artigo e vídeo foram produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Estas informações são gerais e não substituem consulta com médico oftalmologista.

A doença de graves é uma doença auto-imune (tipo de doença na qual nosso corpo ataca a si próprio, criando auto-anticorpos). A doença pode acometer todo o corpo, mas classicamente envolve os olhos, a tireoide e as pernas (chamados respectivamente de oftalmopatia de graves, hipertireoidismo e mixedema pré-tibial), apesar de ser raro os pacientes apresentarem estas três ao mesmo tempo. Aproximadamente uma em cada 1.000 mulheres apresenta a doença e os homens são cerca de cinco vezes menos acometidos. Destes pacientes apenas 5% vão apresentar doença grave nos olhos.

Muitas pessoas apresentam a doença nos olhos e exames de tireoide normais, algumas delas vão apresentar alteração nos exames depois de anos da doença e outras sempre terão exames normais. A medicina ainda não tem explicação para isto.

A doença geralmente não afeta diretamente o olho, mas os músculos ao redor dele, chamados de músculos extra-oculares. Estes músculos são responsáveis pelos movimentos dos olhos. Como conseqüência da doença os músculos ficam inflamados e depois retraem, podendo causar limitação da movimentação do olho e visão dupla ou estrabismo (quando um olho parece desalinhado em relação ao outro).

Sintomas:

Exoftalmo (olhos saltados), retração das pálpebras (também dão impressão de olhos saltados ou arregalados), olhos vermelhos, inchaço ao redor dos olhos, sensação de olhos secos ou de pressão nos olhos e, mais raramente, perda de visão e problemas na córnea. Pode envolver apenas um olho ou os dois.

Quando se suspeita de alteração ocular deste tipo são solicitados exames de tireoide e, no caso de alteração o paciente passa a ser acompanhado também por um endocrinologista.

Tratamento:

Depende da fase da doença. Remédios ajudam a controlar a função da tireoide e a inflamação dos músculos extra-oculares. Se houver estrabismo ou os músculos estiverem muito inchados pode ser necessário cirurgia para corrigir o problema. Às vezes o paciente deseja uma correção da aparência e pode ser realizada cirurgia plástica pelo oftalmologista para diminuir a aparência de olhos saltados. Raramente pode ser necessária radioterapia para controlar a glândula tireoide ou o inchaço dos músculos ao redor do olho.

Também é importante deixar de fumar ou ficar perto de pessoas fumando porque o cigarro piora os casos de doença de graves e os problemas oculares.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

O olho não foi feito para durar mais do que 40 anos. No vídeo acima o Prof Rubens Belfort Jr explica como envelhecimento afeta os olhos. Com a idade temos mudanças naturais no olho, mas também o aparecimento de algumas doenças como aumento de pressão e glaucoma, alterações da retina incluindo a degeneração macular relacionada à idade, olho seco, etc.

O prof Rubens Belfort Jr foi o autor do livro “Geriatria Ocular”, que trata das alterações que os olhos apresentam com a idade. O livro recebeu o importante prêmio Jabuti em 2009.

O prof Belfort Jr participa de pesquisa na UNIFESP que atende pacientes com mais de 100 anos de idade e investiga as alterações da idade nos olhos. Catarata, olho seco, glaucoma e doenças da mácula são algumas das alterações avaliadas pelo estudo.

Assista ao vídeo para saber mais sobre envelhecimento e geriatria ocular.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Esclerite é a inflamação da esclera, que é a parte branca do olho. Assista o vídeo para saber mais.

Artigo e vídeo produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

Estrabismo é o desalinhamento dos olhos, também conhecido popularmente como “olho vesgo”. O estrabismo pode ser constante (olho desviado o tempo todo) ou intermitente (somente em parte do tempo).

A criança que apresenta estrabismo em idade precoce (antes dos 4 a 5 anos de idade), não vai apresentar visão dupla (diplopia) devido a supressão do olho não fixador. Neste caso o cérebro da criança escolhe suprimir (não levar em consideração) a visão do olho desalinhado. Isso é importante porque a criança não vai apresentar visão dupla, nem se queixar de problema de visão. Além disso, este supressão não permite que a visão do olho desviado se desenvolva normalmente. A supressão é um mecanismo de defesa, para evitar a diplopia e confusão de imagens, e interrompe o desenvolvimento binocular com perda da fusão e estereopsia. Se o estrabismo começa a ocorrer em uma criança com mais de 7 anos de idade ou em um adulto, o paciente percebe a visão dupla porque já não consegue realizar supressão.

Ao nascimento o alinhamento ocular é variável, 70% dos bebês apresentam uma pequena e variável exotropia (um dos olhos desviados para fora, chamado desvio divergente), 30% olhos alinhados e esotropia (olho desviado para fora, chamado desvio convergente) é mais raro. Isso ocorre porque nos primeiros meses de vida a visão ainda é pouco desenvolvida. Com o crescimento os olhos deixam de desviar e isso deve ocorrer até os primeiros meses de vida.

Crianças com exotropia (olho desviado para fora) após 6 meses de vida ou esotropia (olho desviado para dentro) após 2 meses de vida devem ser encaminhados ao oftalmologista. Rápidos episódios de adução simultânea (espasmo de convergência) são freqüentes até os 4 meses de idade. Neste caso o oftalmologista vai medir o desvio e garantir que não exista uma causa mais grave para o estrabismo (como doença de retina, catarata ou tumor no olho da criança).

O pseudo-estrabismo é uma condição muito comum na qual a criança parece ter os olhos desalinhados, com falsa aparência de estrabismo. Neste caso o exame com oftalmologista e acompanhamento da criança é importante para acalmar os pais e garantir que a criança vai apresentar desenvolvimento normal da visão dos dois olhos.

Tratamento

O tratamento consiste em garantir que não exista uma doença causando estrabismo que deva ser tratada (como catarata, doenças da retina, tumores, alta miopia ou hipermetropia, etc), seguido do tratamento da ambliopia. Ambliopia é conhecido popularmente como “olho preguiçoso”, quando estrabismo ou alguma outra alteração nos primeiros anos de vida da criança impedem que a visão deste olho se desenvolva. Neste caso o oftalmologista costuma prescrever uso de tampão ou colírios especiais para “forçar” a criança a desenvolver a visão no olho preguiçoso. Normalmente é um tratamento difícil, porque a criança não entende sua importância e reclama. Os pais devem estar bem informados para que o tratamento tenha sucesso.

O tratamento da ambliopia é muito importante porque só pode ser tratado em crianças pequenas. Quando um adulto descobre que tem um olho ambliope, não há como tratar e melhorar sua visão. Apesar de algumas drogas poderem ser utilizadas para tratar a ambliopia em adultos, acredita-se que esta doença deva ser tratada em crianças o mais cedo possível, até no máximo os 7 anos de idade.

Paralelamente ao tratamento da ambliopia, o oftalmologista acompanha o estrabismo. As vezes o uso de óculos ajuda a corrigir parte do desvio e quando a criança crescer a cirurgia ajuda a alinhar os olhos. Vale relembrar que a cirurgia não trata a ambliopia, apenas alinha os olhos.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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Veja mais dúvidas:

O que é estrabismo?

Quais são os tipos de estrabismo?

Quais são os sintomas do estrabismo?

Como tratar o estrabismo?

O estrabismo é um problema apenas de “olho torto”?

 

Doenças Relacionadas:

Estrabismo

Ambliopia

Catarata

Alta miopia

Hipermetropia

Diplopia

Fotofobia é uma sensibilidade muito grande à luz. Depende de fatores pessoais, mas as vezes pode indicar uma doença como olho seco ou alergia.. Assista ao vídeo para saber mais.

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Foto de olho com Glaucoma

O glaucoma é uma doença do nervo óptico (nervo que leva informação do olho até o cérebro). Nesta doença o paciente perde campo visual (visão periférica) pela morte das células do nervo óptico – causando o chamado “aumento da escavação” do nervo (espaço “vazio” no nervo óptico, pela morte das fibras nervosas, os axônios).

A pressão ocular normal para uma pessoa que não tenha glaucoma é abaixo de 21 mmHg. A pressão intra-ocular não está relacionada com a pressão sanguínea. A maioria dos pacientes com glaucoma apresenta a pressão dos olhos aumentada e a única maneira de impedir que a doença avance é baixando a pressão. O melhor método para medir a pressão é a “tonometria de aplanação de Goldmann” – o paciente recebe uma gota de anestésico com um corante especial chamado fluoresceína e é medica a pressão com o tonômetro. Existem outros métodos de medida, como pelo tonômetro de sopro, que usa ar na medida, mas não é uma técnica precisa e não deve ser utilizada nos casos de glaucoma.

Infelizmente o nervo do olho ainda não pode ser reparado, depois que as fibras morrem não temos como curar o paciente. Desta maneira percebemos a importância de EVITAR a perda da visão pelo glaucoma, porque ao contrário do que ocorre com outras causas de perda de visão, como a catarata, no caso do glaucoma a perda é irreversível. Em nenhum lugar do mundo existe tratamento para devolver a visão a estes pacientes.

Prevenção é a única maneira de impedir a perda de visão com glaucoma.

Existem diferentes tipos de glaucoma: glaucoma primário de ângulo aberto, glaucoma primário de ângulo fechado, glaucoma pigmentar, glaucoma de pressão normal, glaucoma pseudo-exfoliativo, etc.

O tipo mais comum de glaucoma é o primário de ângulo aberto (ou glaucoma crônico simples), que não tem causa conhecida e não causa dor nem baixa de visão até que esteja num estagio muito avançado, quando o paciente já perdeu grande parte da visão.

Alguns pacientes têm uma chance maior de ter glaucoma: os acima dos 40 anos, as pessoas com irmãos ou pais com glaucoma, os pacientes que usam colírio de corticoide por tempo prolongado, que tenham sofrido um trauma (pancada) no olho, os negros e os pacientes com outras doenças no olho, como diabetes, uveíte ou cirurgias complicadas.

Uma vez diagnosticada a doença, o médico oftalmologista controla a pressão com o uso de colírios especiais. A pressão ideal deve ser determinada para cada paciente com glaucoma pelo médico oftalmologista e depende de vários fatores como a gravidade da doença, a idade do paciente, o tipo e glaucoma, etc. para alguns pacientes com glaucoma a pressão de 16 mmHg pode ser adequada, enquanto para outros haja necessidade de baixar a pressão para 11 mmHg.

Alguns exames são importantes para documentar o estado da doença e garantir que o tratamento está sendo efetivo. Alguns destes exames são: campo visual, fotografia da papila, paquimetria de córnea e tomografia de coerência óptica (OCT). Outros exames mais específicos que podem ser solicitados são campo visual “azul no amarelo”, etc.

Em casos mais raros os colírios não são suficientes para manter a pressão baixa o suficiente para que a doença não avance e pode ser necessário cirurgia.

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

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Doenças relacionadas:

Glaucoma

Catarata

Uveíte

 

Exames relacionados:

Mapeamento de Retina

Tonometria de Aplanação

Curva Tensional Diária

Campimetria

Gonioscopia

Fundoscopia (Fundo de Olho)

 

Cirurgia relacionada:

Cirurgia de Glaucoma

GVHD, (da sigla em inglês “graft versus host disease”) é a doença do enxerto contra o hospedeiro, que pode ocorrer como uma complicação em pacientes que fizeram transplante de medula óssea para tratar um câncer ou uma doença auto-imune. Ocorre em transplantes alogênicos, quando o paciente recebeu a medula de um doador e não quando o paciente recebe a própria medula, chamado transplante autólogo. O exame de compatibilidade realizado entre o doador e o receptor antes do transplante indica o risco do GVHD ocorrer, quanto mais compatível for a medula menor a chance de GVHD.

Esta doença é imunológica e caracterizada pelo “ataque” das células da nova medula contra o paciente.

O GVHD pode ser agudo ou crônico, dependendo do tempo em relação ao transplante. Se ocorrer até 100 dias do transplante de medula óssea é chamado agudo, podendo ser dividido nas formas clássica ou persistente. A forma crônica costuma aparecer depois de 3 meses e pode durar a vida toda do paciente e pode afetar as mucosas, incluindo os olhos, boca, pulmão e intestino, além da pele.

GVHD ocular

Cerca de 60 a 90% doa pacientes com GVHD apresentam alterações oculares. Além de causar piora da visão o GVHD ocular é responsável por piora da qualidade de vida dos pacientes.

Sintomas

Os sintomas do GVHD ocular incluem olhos dolorosos, sensibilidade aumentada à luz (chamada de fotofobia), dificuldade de abrir os olhos pela presença de secreção mucosa ressecada, excesso de lacrimejamento, olhos muito vermelhos (chamado de episclerite), aumento da pigmentação da pele ao redor dos olhos, inflamação das pálpebras (blefarite), cicatrização anormal da conjuntiva (simbléfaro), olho seco, erosão da córnea (ceratite), inchaço da conjuntiva (edema conjuntival) e conjuntivite.

Os sintomas mais comuns são olho seco ou lacrimejamento, sensação de corpo estranho e olho vermelho e acometem até 80% dos pacientes com GVHD.

Apesar de todas as partes do olho poderem ser afetadas pelo GVHD são muito raros os problemas na retina, sendo que a superfície do olho e as glândulas lacrimais são frequentemente afetadas.

Exames especiais

O médico oftalmologista tem alguns exames especiais para determinar se o paciente tem olho seco. Entre os testes estão o uso de colírios de corante que ajudam a determinar quanto o olho está mal lubrificado (colírio de fluoresceína e rosa bengala), além de testes para medir a quantidade de lágrima que o paciente produz (teste de Schimmer).

Estes testes ajudam a determinar o melhor tratamento, além de servirem para avaliar se o tratamento está sendo eficiente.

Tratamento

O tratamento do GVHD ocular não é curativo, mas costuma melhorar a visão e a qualidade de vida do paciente. Fazem parte do tratamento desde medidas ambientais como uso de óculos protetores e de umidificadores de ar ambiente até o uso de colírios imunossupressores, passando pelos colírios lubrificantes e a colocação de plugs de ponto lacrimal.

Colírios lubrificantes ajudam a manter o olho molhado e as vezes são necessários colírios “sem conservantes” já que o conservante que impede que o frasco do colírio contamine pode irritar os olhos. No mercado brasileiro existem algumas opções que podem ser comprados na farmácia como Hyabak® ou Optive UD®, mas lubrificantes comuns muitas vezes resolvem.

Para ajudar a manter os olhos bem lubrificados costumamos utilizar plugs que são utilizados para tampam a via de drenagem da lágrima e represar a água na superfície do olho. Este tratamento é seguro, realizado no consultório sem grande desconforto e costuma melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes com GVHD ocular.

Os colírios com corticoide tem importância para controlar a inflamação e a secura, mas devem ser utilizados com supervisão médica.

Em casos mais graves podem ser utilizadas medicações como ciclosporina, tacrolimus e soro autólogo. Lentes de contato gelatinosas e esclerais podem ser utilizadas em algumas fases do tratamento.

Óculos com proteção lateral que criam uma “câmara úmida” e protegem os olhos do ressecamento podem ajudar nos casos de difícil controle:

Óculos com proteção lateral - Auxiliam a evitar o ressecamento dos olhos

O médico oftalmologista deve ficar em contato com o médico hematologista, já que algumas vezes é necessário mudar a imunossupressão do paciente para manter a doença ocular sob controle.

Artigo e vídeo produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este página contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

O herpes é uma doença causada por dois tipos de vírus, o herpes simples e o herpes zoster. São dois tipos diferentes de vírus e causam doenças diferentes nos olhos e na pele.

O herpes simples é mais comum, como regra afeta apenas um dos olhos e pode ser tratado, melhorando a visão e impedindo novas crises de infecção. O paciente pode ter lesão na córnea na infecção pelo vírus e depois pode ter inflamação ocular depois que a infecção termina, mais raramente o herpes pode afetar a retina. O Herpes simples é o tipo de herpes que também causa infecção nos lábios de muitos pacientes e, da mesma maneira, pode “voltar” em novas infecções chamadas de recidivas.

No tratamento são utilizados remédios que combatem o vírus, geralmente por via oral, mas raras vezes pode ser necessário medicamente administrado por via endovenosa. Cremes e pomadas hoje são menos utilizados no olho, já que o remédio por via oral funciona muito melhor e é muito seguro. Como exemplo de remédios utilizados nestes casos estão o Aciclovir e o Valaciclovir. Além do remédio para combater o herpes também podem ser necessários corticoides para diminuir a inflamação.

Muitas vezes o herpes ocular afeta pacientes com outras doenças nos olhos, como por exemplo pacientes alérgicos ou que fizeram transplante de córnea. Desta maneira o oftalmologista precisa suspeitar do herpes e muitas vezes o diagnóstico não é fácil.

O Herpes zoster é causado pelo vírus Varicela Zoster e causa tanto a catapora quanto o herpes zoster. No caso do herpes zoster costuma afetar pacientes mais velhos e atinge regiões específicas da pele, sempre respeitando a linha média, atacando metade do corpo ou da face. Pode afetar a face e um dos olhos e raramente pode afetar a retina no fundo do olho. Depois que a infecção passa o paciente pode ficar com dor, pela acometimento do nervo pelo vírus. Existem remédios que ajudam a tratar esta dor, chamada de “neuropatia” pós herpes. Para o Herpes zoster já existe vacina e pacientes acima dos 60 anos devem conversar com seu médico para considerar a vacinação, desta maneira diminuindo o risco de ter a doença.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em Agosto de 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Foto de Hipoasfagma (derrame ocular)

O tipo mais frequente de sangramento na superfície do olho é chamado de hiposfagma, ou popularmente como “derrame ocular”. Este sangramento ocorre na superfície do olho, abaixo da conjuntiva (entre a esclera, que é a parte branca do olho e a conjuntiva, que é fina membrana transparente que recobre a esclera). Este tipo de sangramento aparece como uma mancha na superfície do olho, de cor vermelho vivo. Este sangramento não deve ser confundido com o sangramento intra-ocular, geralmente associado a lesão de retina como retinopatia diabética, trauma ou descolamento de retina. No caso do sangramento intra-ocular o paciente apresenta baixa de visão e deve ser examinado por um oftalmologista com experiência em retina assim que possível.

No caso da foto acima, o sangramento superficial, ou hiposfagma o paciente não costuma ter piora da visão. Na maior parte das vezes não se identifica uma causa para o sangramento, mas as vezes pode ser causado por um aumento súbito da pressão arterial, crise de vômitos ou alteração na coagulação sanguínea. Causas mais raras incluem cistos de conjuntiva, amiloidose conjuntival e tumores de conjuntiva.

O que o paciente sente

Normalmente o paciente acorda e não tem sintoma nenhum, além do sangramento, apenas identifica o sangramento quando se olho no espelho. A visão está normal, não costuma sentir dor ou outros sintomas. O paciente percebe a hemorragia ao olhar no espelho ou é avisado por outra pessoa. Geralmente este sangramento causa preocupação pela cor forte do sangue através da conjuntiva transparente. Com o passar dos dias o sangramento pode aumentar um pouco ou “espalhar” na parte branca do olho. Pacientes que fazem uso de aspirina ou anti-coagulantes podem ter sangramentos maiores.

Como tratar

Um exame oftalmológico garante que o sangue está apenas do lado de fora do olho, então o médico acompanha o paciente para garantir que o sangue é reabsorvido sem deixar sequelas. Muito raramente o paciente apresenta crises repetidas de sangramento e pode ser necessário algum exame mais sofisticado ou até uma biópsia para tentar identificar a causa do sangramento.

Além disso garanta que sua pressão arterial está boa e avise o médico oftalmologista se tiver qualquer outro tipo de sangramento ou hematomas pelo corpo.

Observação: Claro que no caso da hemorragia espontânea mencionada acima o paciente não teve nenhum trauma no olho. Quando existe quadro semelhante depois de um acidente, pancada, etc é muito importante ser examinado assim que possível porque podem existir lesões graves dentro do olho.

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Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517 ; Whattsapp (11)95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

A injeção intra-ocular de medicamentos é o tratamento atual para muitas doenças do olho, entre elas a degeneração macular relacionada à idade e alguns casos de doença da retina pelo diabetes e pela oclusão vascular venosa.

Alguns remédios podem ser injetados dentro do olho, como corticoides ou drogas que inibem o VEGF, uma molécula produzida dentro do olho em alguns tipos de doenças. Hoje em dia existem três drogas que atuam como “anti-VEGF” no Brasil: Avastim® (bevacizumab), Lucentis ® (ranibizumab) e Eylea® (aflibercept). Estas drogas revolucionaram a oftalmologia e hoje em dia ajudam a salvar a visão de milhares de pacientes todos os anos.

Tanto o corticoide quanto os “anti-VEGF” podem ajudar em doenças que apresentam “edema macular” e “neovasos”, como a diabetes, as oclusões venosas da retina e a degeneração macular relacionada à idade. Ambos apresentam algumas vantagens e desvantagens e teu médico pode explicar detalhes no teu caso. Muitas vezes o médico precisa, além do exame de pupila dilatada, de outros exames mais sofisticados como a tomografia de coerência óptica (também chamado de OCT) e a angiofluoresceinografia para determinar se o paciente precisa receber a injeção. Estes exames também ajudam a determinar a chance de recuperar visão com o tratamento.

Apesar de parecer assustador é um tratamento pouco doloroso e muito seguro. Não é necessária anestesia geral para a aplicação, a não ser que o paciente seja criança.

Este vídeo explicar algumas informações sobre a injeção intra ocular (também chamada de intra-vítrea) e também descreve as complicações mais comuns deste tratamento. A complicação mais temida é a infecção relacionada à injeção, que apesar de rara pode acontecer com qualquer paciente e deve ser tratada assim que possível para tentar evitar maior perda de visão.

Sinais de alerta

Se apresentar baixa de visão, dor ou olho vermelho nos dias depois da injeção ligue para teu oftalmologista imediatamente. Apesar de rara, a infecção pode acontecer com qualquer paciente e o tratamento rápido diminui a chance de perder visão.

Este vídeo foi produzido pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este vídeo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

Lentes de contato são utilizadas para corrigir o grau dos olhos e tratar miopia, astigmatismo, hipermetropia ou presbiopia (baixa de visão para perto depois dos 40 anos de idade). Existem diferentes tipos de lentes de contato: rígidas, gelatinosas, tóricas (que corrigem o astigmatismo), coloridas, estéticas e até lentes de contato terapêuticas, que são utilizadas no tratamento de algumas doenças do olho.

As lentes de contato mais comuns são as monofocais, mas para tratar a presbiopia, ou vista cansada, pode ser utilizadas lentes de contato comuns, bi ou multifocais.

Em geral, todos podem usar lentes de contato, poucas são as doenças que as contra-indicam. Basta ser examinado por um oftalmologista e orientado em relação à lente adequada (marca, grau e modelo) e os cuidados necessários para colocar, tirar e limpar a lente.

Como regra, a lente de contato deve ser retirada antes de dormir, porque isto diminui a chance de complicações raras, mas graves, como infecções na córnea. Hoje existem lentes de contato aprovadas para uso contínuo inclusive durante a noite, mas deve-se levar em conta as vantagens e riscos deste uso em cada paciente.

Lentes rígidas gás permeável

Alguns pacientes apresentam astigmatismo irregular, que não pode ser corrigido de maneira satisfatória com uso de óculos ou lente de contato gelatinosa, mesmo tórica. Estes pacientes podem apresentar irregularidades da córnea por causa de uma cicatriz por trauma ou cirurgia, ou por alguma doença, como o ceratocone.

Uso e cuidados com a lente de contato

Alguns pacientes podem ter dificuldade em manusear as lentes de contato, porém com algumas dicas e orientações o ato de colocar e tirar as lentes acaba se tornando simples e fácil, mesmo para aqueles que não enxergam bem de perto.

Para cuidar das lentes de contato deve-se usar um produto multi-ação, que serve para lavá-las e desinfetá-las com segurança, diminuindo a chance de uma infecção por bactérias, fungos ou acantamébas. Recomenda-se não colocar as lentes em contato com água da torneira ou soro fisiológico, a não ser que seu oftalmologista oriente de outra maneira.

Os cinco passos básicos para diminuir o risco de ter problemas com as lente de contato são: – Lave as mãos com água e sabão antes de manuseá-las – Use um produto multi-ação para lavar e guardar as lente no estojo – Mantenha o estojo limpo – Evite dormir com a lente de contato – Não use água de torneira para lavar as lentes de contato

Nós da Clínica Belfort temos uma equipe para cuidar dos seus olhos e escolher a melhor opção de lentes de contato para você.

Quando não devo usar lentes de contato?

Quando seus olhos estiverem vermelhos ou irritados e quando a visão com a lente de contato estiver ruim. Nestes casos deve-se usar o óculos e observar se os sintomas desaparecem antes de voltar a usar a lente de contato. Em caso de dúvida entre em contato com seu oftalmologista.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Linfoma é um tipo de câncer causado pela proliferação de linfócitos, células de defesa que fazem parte do sistema imunológico. Os linfomas que acometem a região ao redor dos olhos, chamadas de estruturas peri oculares, ou anexos oculares, representam 8% dos linfomas extranodais e 2% de todos os linfomas não Hodgkin. Isso quer dizer que são mais raros do que no resto do corpo. Dependendo do tipo de célula de linfócito os linfomas são classificados em B ou T. Os linfomas que costumam acometer os anexos oculares (pálpebras, órbita, glândula lacrimal, conjuntiva ou úvea) são de células B, sendo que os mais comuns são o linfoma de zona marginal, o linfoma folicular e o linfoma de grandes células B. O linfoma do tecido linfoide associado à mucosa, chamado de MATL pela sigla em inglês é classificado como linfoma de zona marginal.

Apesar de serem um câncer, os linfomas que acometem anexos oculares costumam ser curáveis e, dependendo do tipo de linfoma trata-se de uma doença de avanço lento e que não causa muitos danos à visão do paciente.

A conjuntiva é acometida em 30% dos casos, a pálpebra em 20% e a órbita / glândula lacrimal em cerca de 50%.

O que o paciente sente

Normalmente o paciente percebe que um olho está mais saltado do que o outro (chamada proptose), percebe uma mancha rosa na superfície do olho (na conjuntiva, parte branca do olho) ou sente uma massa / bolinha na pálpebra. Em raros casos o paciente sente dor, tem olho vermelho ou visão dupla.

O que causa o linfoma

Ainda não sabemos ao certo o que causa o linfoma, alguns trabalhos científicos sugerem que uma bactéria chamada Chlamydia psittaci cria uma inflamação crônica na conjuntiva que pode levar à perda de controle dos linfócitos, dando origem ao linfoma.

Diagnóstico

No caso de linfomas que acometem a conjuntiva, normalmente realiza-se uma biópsia para confirmar o diagnóstico e em seguida são solicitados exames de imagem e de estadiamento. Quando o linfoma acomete a órbita (que são estruturas profundas, que se encontram atrás do olho) primeiro solicitamos ressonância nuclear magnética e em seguida fazemos a biópsia para confirmar o diagnóstico.

O médico patologista tem importância fundamental no diagnóstico de linfoma, já que colorações especiais (chamadas de imuno-histoquímica) realizadas na lâmina do material biopsiado que revelam qual o tipo de linfoma, informação que ajuda o médico oncologista a determinar o melhor tratamento. Anticorpos monoclonais como CD20 e colorações para cadeias lambda e kappa são utilizados pelo patologista.

O estadiamento é muito importante, porque revela se a doença acomete outras partes do corpo, ou está limitada aos anexos oculares. Fazem parte deste estadiamento exames de sangue, medula óssea e de imagem (como ressonância magnética, tomografia e PET CT). Geralmente um médico hematologista ou oncologista cuida dos exames de estadiamento e nos ajuda a tratar o paciente.

Tratamento

O tratamento costuma ser realizado com radioterapia local, que em quase todos os casos cura a doença com mínimos efeitos colaterais. A dose total da radioterapia é dividida em doses menores para diminuir os efeitos colaterais do tratamento. Algumas formas mais agressivas de linfoma são tratados com radioterapia associada à quimioterapia. Alguns trabalhos científicos sugerem que linfomas de anexos oculares do tipo MALT tratados com dose acima de 30Gy de radiação são curados em quase 100% dos casos. Hoje existem tratamentos com dose super baixa de radiação, que parecem funcionar muito bem (doses de 4 ou 6Gy, ao inves do tratamento clássico com 30Gy)

Novos tratamentos incluem uso de anticorpos monoclonais, que são drogas capazes de afetar apenas os linfócitos alterados. Exemplos destas medicações incluem o Rituximab (Mabthera, Roche). Geralmente usamos o tratamento com monoclonais, pelo sangue, quando a doença afeta os dois olhos ou outras partes do corpo. Quando afeta apenas um olho a radiação é tratamento seguro e excelente.

Prognóstico

Apesar de serem um câncer, os linfomas que acometem anexos oculares costumam ser curáveis. Os pacientes tratados são acompanhados pelo médico oftalmologista especializado em oncologia e pelo médico oncologista por muitos anos, geralmente tendo boa qualidade de vida e baixa mortalidade.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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A mácula é uma parte da retina, responsável pela visão central, de detalhes.

A mácula pode ser afetada por doenças como o diabetes, ou pela própria idade. Doenças na mácula costumam causar diminuição da visão ou distorção da visão e, ao sentir estes sintomas o paciente deve procurar o oftalmologista que vai diagnosticar e tratar o problema.

Assista ao vídeo para ter mais informações sobre a mácula.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

(Perda dos cílios)

Madarose é o termo médico para a perda de cílios ou da sobrancelha. Pode ser causado por uma série de condições como blefarites (inflamação da borda da pálpebra), dermatite atópica, dermatite seborreica, tumores da pálpebra, radioterapia prévia, hipotireoidismo, hipertireoidismo, Vogt-Koyanagi-Harada, lúpus, infecções por herpes zoster, sífilis, lepra e tracoma. Algumas destas doenças podem ser sérias e oferecer risco de perda da visão, sendo importante o correto diagnóstico e tratamento.

Os cílios estão localizados em folículos pilosos na borda palpebral em 2 ou 3 fileiras, sendo 100 a 150 cílios por pálpebra. Os folículos pilosos são formados entre o segundo e quinto meses de gestação e não depois do nascimento. A vida média de cada cílio é de aproximadamente 3 a 5 meses.

A possibilidade dos cílios voltarem a crescer está relacionada com a causa da madarose e se ela é do tipo cicatricial ou não cicatricial. No caso da madarose não cicatricial, tipo que ocorre nas dermatites, por exemplo, os cílios podem voltar a crescer. Já na forma cicatricial os folículos pilosos são destruídos e não voltam a crescer.

A causa da madarose deve ser determinada e tratada assim que possível para evitar maior perda e tentar reverter o processo se possível.

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Foto de Melanocitose Oculo Dermal

A melanocitose óculo dermal é caracterizada pela pigmentação anormal do olho e da pele ao redor do olho. Esta alteração pode ser dividida em três tipos, dependendo das estruturas do rosto que afeta: forma ocular (apenas o olho apresenta a pigmentação excessiva), a forma cutânea (só a pele está com pigmentação a mais) e a forma óculo-cutânea (pele e olho com pigmentação anormal). A forma óculo cutânea é chamada de “Nevus de Ota”. Esta alteração é congênita (paciente já nasce com ela), mas apenas 50% dos pacientes apresentam a lesão ao nascimento, a outra metade dos pacientes apresenta a lesão na adolescência porque a quantidade de pigmento vai aumentando. A mancha na pele poder ter coloração azulada ou acinzentada, dependendo da cor da pele do paciente.

Hoje sabemos que o pigmento aumentado também pode ser encontrado em estruturas mais profundas ao redor do olho e até nas meninges (membranas que envolver o cérebro). Alguns pacientes apresentam o pigmento no céu da boca, chamado de palato.

Não se sabe a causa desta alteração, mas acredita-se que pode ser causada por migração anormal dos melanócitos da crista neural (melanócitos são as células pigmentadas da pele que, nas primeiras semanas de gestação). Estas lesões geralmente aparecem durante a infância ou adolescência, sugerindo que seu aparecimento esteja relacionado à variação hormonal.

Geralmente os pacientes procuram tratamento por causa da alteração estética da pele, hoje existem lasers dermatológicos capazes de remover o pigmento da pele. No olho, o pigmento em excesso pode causar aumento da pressão (glaucoma) que ocorre em aproximadamente 10% dos pacientes. A pigmentação também aumenta o risco de melanoma maligno de coróide, que ocorre em 1 a cada 400 pacientes com melanocitose óculo dermal.

Outra associação a esta doença, ainda mais rara, são os tumores melanocíticos das meninges, como o melanocitoma e melanoma.

Acompanhamento

Pelo risco de glaucoma e melanoma no olho, os pacientes com melanocitose óculo dermal devem ser acompanhados por um oftalmologista. A medida da pressão intra ocular garante que o paciente não apresenta glaucoma e o exame de fundo de olho busca alterações de retina ou melanoma de coróide. O paciente deve ser examinado anualmente ou a cada 2 anos no máximo.

Tratamento

No caso de aumento da pressão pode ser necessário uso de colírios ou cirurgia para impedir a perda de visão pelo glaucoma e, no caso de tumor de coróide (melanoma) pode-ser tratar com braquiperapia ou enucleação. Para maiores detalhes leia “Melanoma de coróide” no menu ao lado.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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O melanoma de conjuntiva é um cancer que acomete a superfície do olho. Geralmente surge de uma pinta que virou câncer ou de uma doença chamada “melanose primária adquirida”. O paciente percebe que uma pinta na superfície do olho apareceu ou começou a aumentar e deve procurar um especialista imediatamente. O médico faz uma cirurgia que tem como objetivo remover todo o tumor. A partir deste momento o paciente deve ser acompanhado por médico oftalmologista especialista em câncer e por médico oncologista especialista em melanoma, para controlar a doença e diminuir a chance do tumor espalhar pelo corpo, o que coloca em risco a vida do paciente.

Tratamento

Sempre cirurgia. Nenhum colírio ou outro tratamento deve ser utilizado, é fundamental remover todo o tumor com técnica adequada para diminuir o risco do tumor voltar. A avaliação pelo patologista traz informações adicionais, inclusive estudo genético que permite saber que drogas podem ser utilizadas no caso do tumor dar metástases (espalhar pelo corpo). O objetivo da cirurgia é remover todo o tumor, com “margens livres”.

Infelizmente se espalhar para outras partes do corpo há risco de vida, daí a importância de fazer o diagnóstico rápido e tratar de maneira adequada.

Se for confirmado que o tumor surgiu de melanose primária adquirida todo o pigmento da superfície do olho deve ser tratado ou com crioterapia ou com colírio de quimioterapia (mitomicina). Estamos estudando tratamento com raio laser para estes casos.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em Novembro de 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

 

Veja mais:

Melanoma de Coroide

 

Exames relacionados:

Ultrassonografia Ocular

OCT

 

Cirurgias:

Braquioterapia Ocular

Enucleação e Evisceração

Melanoma de coroide é o câncer mais comum a acometer o olho nos adultos. Também é chamado de melanoma ocular ou melanoma uveal. A incidência anual de melanoma ocular é de aproximadamente 10 casos para cada milhão de habitantes, isso quer dizer que a cada milhão de pessoas temos 10 casos por ano. No Brasil temos aproximadamente 2 mil casos desta doença por ano.

O melanoma pode acometer diferentes partes do olho, desde a parte mais externa (pálpebra e conjuntiva), até as estruturas internas, como a iris, o corpo ciliar e a coroide. A parte do olho mais acometida pelos melanomas é a coroide, camada do olho entre a esclera e a retina, no “fundo do olho”. Esta parte do olho não é visível a olho nu, sendo necessário dilatar a pupila e examinar com equipamentos especiais para ver as doenças que afetam esta parte do olho.

Os fatores de risco para esta doença são: os pacientes de raça branca com cabelos loiros e olhos claros, idade avançada, presença de nevus (pintas) no fundo de olho e melanocitose óculo-dermal (nevus de Ota). Nevus são como pintas, presentes desde o nascimento e que podem sofrer transformação maligna e dar origem a um melanoma.

Acredita-se que fatores ambientais como exposição ao sol não tenham importância como fator de risco para o aparecimento do melanoma intra ocular, em oposição aos casos de melanoma de pele, nos quais a exposição ao sol é fator de risco. No melanoma de conjuntiva e de pálpebra o sol parece ser um dos causadores.

Sintomas

Os sintomas que o paciente apresenta vão depender da localização do tumor dentro do olho e do seu tamanho. Se o tumor estiver perto do centro da visão, chamado de mácula, o paciente pode ter visão embaçada, mas se estiver na periferia pode crescer muito até que o paciente perceba que alguma coisa está errada. Por este motivo muitas vezes o tumor é descoberto durante um exame de rotina, quando o médico examina o fundo de olho com as pupilas dilatadas. Para o diagnóstico o mais importante é o exame por um oftalmologista experiente, e geralmente são pedidos exames complementares como ultra-som ocular e OCT. Também são pedidos exames para garantir que o tumor não afetou outras partes do corpo.

Tratamento

O primeiro objetivo no tratamento do melanoma de coroide é salvar a vida do paciente. A escolha do tratamento depende do tamanho do tumor. São possíveis três tratamentos: Enucleação (remoção do olho), braquiterapia (aplicação de radiação com Iodo ou Ruthenio) ou endo-resseção (nova técnica que remove o tumor de dentro do olho por micro cirurgia). Se o tamanho for pequeno ou médio é possível tratar com qualquer uma das três técnicas. No caso da braquiterapia, um pequeno implante radioativo é colocado do lado de fora do olho através de uma cirurgia, liberando energia responsável pela destruição das células cancerosas minimizando a radiação a órgãos saudáveis, como o outro olho, o cérebro, etc. Depois de um ou dois dias a placa de braquiterapia é retirada e o paciente retorna à vida normal.

A desvantagem desta técnica é o alto custo e a possibilidade de piora da visão, porque a radiação afeta a retina e o nervo óptico. Em alguns pacientes a visão não piora depois do tratamento. A braquiterapia é o tratamento mais indicado para casos de tumores pequenos e médios. Quando o tumor é muito grande a braquiterapia deixa de ser uma opção segura para tratar o paciente e somos obrigados a enuclear (remover o olho) ou fazer a endo resseção. Infelizmente a técnica cirúrgica da endo-resseção também causa grande piora da visão. Apenas o médico e o paciente depois do exame e de uma longa conversa podem saber qual a técnica mais adequada para cada caso.

Estudos científicos recentes (2014) sugerem que não existe alteração na mortalidade dos pacientes quando tratados por braquiterapia, retirada do olho (enucleação) ou a cirurgia de endo resseção. O mais importante é escolher uma técnica que controle o tumor de maneira adequada, impedindo que ele continue a crescer.

Medicamentos especiais podem ser utilizados pata diminuir a chance do paciente perder a visão como complicação da radioterapia (o uso experimental do Avstin está sendo avaliado para este propósito).

No caso de tumores grandes (maiores de 9 milímetros) geralmente é necessário retirar o olho (cirurgia chamada de enucleação) ou, recentemente, podemos fazer a remoção cirúrgica apenas do tumor (endo resseção). A remoção do olho, apesar de parecer terrível, é uma cirurgia sem dor e depois de adaptada uma prótese ocular que parece com o olho real a aparência estética é muito satisfatória e o paciente segue sua vida normalmente.

O tratamento visa controlar o tumor e diminuir a chance do paciente apresentar metástases (desenvolvimento de melanomas em outros órgãos do corpo derivados do tumor dentro do olho). Claro que a preservação da visão e do globo ocular também são preocupações importantes, mas a vida do paciente é a prioridade número um.

O órgão mais acometido pelas metástases do melanoma de coroide é o fígado. Outros exames que o médico pede garantem que não existam metástases em outras partes do corpo no momento do diagnóstico do tumor ocular.

Hoje em dia acredita-se que o tratamento com laser, seja fotocoagulação ou termoterapia trans-pupilar (TTT) não são maneiras adequadas para tratar o melanoma, como se acreditava no passado. O laser pode ser utilizado em casos específicos, geralmente associado a outras maneiras de tratar, mas não deve ser o único tratamento pelo risco do câncer continuar a crescer.

Acompanhamento

Os pacientes com melanoma ocular são acompanhados em conjunto pelo oftalmologista especializado em tumores e, se necessário, pelo médico oncologista. Sabemos que nos primeiros 5 anos após tratamento existe maior chance do paciente desenvolver metástases e o principal órgão a ser afetado é o fígado e durante este período o paciente deve ser examinado a cada seis meses.

Geralmente o acompanhamento é realizado a cada seis meses, com exame oftalmológico para garantir que o tumor esteja controlado e exames de imagem do fígado, além de exames de sangue para verificar que não existam metástases em outros órgãos.

 

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Veja mais:

Melanoma de Conjuntiva

 

Exames relacionados:

Ultrassonografia Ocular

OCT

 

Cirurgias:

Braquioterapia Ocular

Enucleação e Evisceração

Também chamada de PAM (do Inglês – Primary Acquired Melanosis), é fator de risco para desenvolvimento de melanoma ocular.

A melanose primária adquirida é uma doença que afeta a conjuntiva de pacientes mais idosos e geralmente de pele clara. Trata-se de uma proliferação dos melanócitos da conjuntiva, que são as células pigmentadas, causando uma coloração marrom na parte branca do olho (aparece como uma pequena mancha marrom na superfície do olho).

Existem dois tipos de melanose primária adquirida: com células atípicas e sem células atípicas. A diferenciação entre estas formas é muito importante porque a melanose primária adquirida com atipia é o mais importante fator de risco para o desenvolvimento de melanoma de conjuntiva, que é um câncer que pode causar perda de visão e ameaçar a vida do paciente.

Sinais e sintomas:

Aumento de pigmentação da conjuntiva, que recobre a região branca do olho por fora. O paciente percebe pequenas áreas marrons na conjuntiva, mas o oftalmologista consegue ver com muito mais detalhes com uso de equipamento especial.

Tratamento:

O tratamento da melanose primária adquirida depende da presença ou não de atipias. Desta maneira deve ser feita biópsia da conjuntiva (membrana superficial que recobre o olho). Se o resultado comprovar células atípicas deve-se tratar a melanose com mais cirurgia e colírios especiais – geralmente usamos crioterapia ou colírio de quimioterapia chamado de mitomicina. No caso de resultado da biópsia sem células atípica pode-se acompanhar a melanose com fotografias periódicas.

Muitas vezes a melanose primária adquirida é encontrada ao redor de um melanoma de conjuntiva, já tendo virado um câncer. Para saver mais sobre melanoma de conjuntiva clique aqui.

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Foto de Metástase ocular

Baixa de visão durante o tratamento de câncer é um problema relativamente frequente e merece um exame oftalmológico bem detalhado. As causas podem incluir olho seco, catarata ou problemas mais sérios como infecção ou metástases, que é o tema deste post.

Metástases são pequenos tumores que aparecem em outros órgãos, disseminados pela corrente sanguínea. Desta maneira um câncer de mama, pulmão ou próstata pode dar metástase em outros órgãos, inclusive os olhos – neste caso chamada de “metástase de coroide”. As vezes a metástase é o primeiro sinal do câncer e o oftalmologista tem papel fundamental salvando a vida do paciente pensando neste diagnóstico e encaminhando para o oncologista.

No olho a metástase costuma ocorrer na coroide, que é a parte mais vascularizada por dentro do olho. Desta maneira a metástase não costuma causar alteração estética, mas piora a visão do paciente. Raras vezes a metástase pode causar olho vermelho, inflamado e doloroso. No exame destes casos o oftalmologista mede a visão, examina o paciente com as pupilas dilatadas e pede um ultrassom ocular. É fundamental que o exame seja feito com um médico muito experiente em ultrassonografia ocular, para confirmar o diagnóstico e medir o tumor. Esta medida é fundamental no seguimento do paciente e precisa ser muito precisa.

As metástases do olho costumam ser tratadas junto com o tratamento de quimioterapia e, como regra não precisam de tratamento adicional com radioterapia externa ou braquiterapia ocular. O oftalmologista segue o paciente de perto e, com a ajuda de exames de ultrassom, acompanha a regressão das metástases do olho.

Costuma haver muita confusão quando aparece uma metástase no olho. O paciente e as vezes o médico ficam confusos, já que são casos relativamente raros. É importante insistir no tratamento para o câncer primário (o de mama, por exemplo), com a quimioterapia. Só realizamos tratamento localizado no olho se a resposta a quimioterapia não for boa.

Outra dúvida frequente é a necessidade de fazer biópsia neste casos. Geralmente o exame do oftalmologista e o ultrassom são suficientes para o diagnóstico, ficando a biópsia reservada para casos muito atípicos.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Alguns pacientes apresentam opacidades, “sujeirinhas” ou “mosquinhas” na visão. É comum que o paciente veja estas opacidades flutuando de um lado para o outro, principalmente quando está em ambiente claro e bem iluminado. Estas opacidades recebem o nome de “moscas volantes” (ou floatters, em inglês).

Estas opacidades estão localizadas no fundo do olho, que é preenchida por um gel transparente chamado vítreo. Este gel fica em contato com a retina, que é a estrutura que reveste o olho por dentro, como um papel de parede. Com a idade e outros fatores como miopia, trauma ou inflamação este vítreo se descola da retina. Este é um processo natural, que acontece em todos os pacientes. Com o descolamento do vítreo, pode haver deposição de pigmento ou sangue que ficam flutuando no vítreo e são percebidos pelo paciente como uma “sujeira” ou “mosquinha”, daí o nome moscas volantes.

Este pigmento fica flutuando dentro do olho e pode causar desconforto para o paciente. Raramente, quando o vítreo descola da retina ele pode causam um pequeno machucado que, se não tratado, pode causar descolamento de retina, que é uma doença grave e com potencial de cegar. Por isso recomenda-se que pacientes que apresentem moscas volantes ou piora das moscas volantes sejam examinados, para garantir que não exista lesão de retina.

Outro sintoma de tração retiniana que merece destaque é a visão de “flashes de luz” pelo paciente. Alguns pacientes descrevem este sintoma como uma chuva luminosa na periferia da visão. Este sintoma sugere que o vítreo esteja descolando e puxando a retina, sendo recomendado que o paciente seja examinado para garantir que a retina não tenha sido rasgada pelo vítreo.

Normalmente nossos pacientes com estes sintomas são examinados com a pupila dilatada e, se for observada lesão de retina pode ser necessária aplicação de laser, para diminuir a chance de descolamento da retina. No caso de exame normal os pacientes são orientados sobre os sinais de piora e riscos de descolamento.

 

Veja mais dúvidas:

 

Qual o motivo de enxergar um pontinho preto ou “mosquinha” na visão?

 

Doenças Relacionadas:

Moscas Volantes

Miopia

 

Exame Relacionado:

Mapeamento de Retina

 

Cirurgia Relacionada:

Descolamento de Retina

A neurite óptica é uma inflamação do nervo óptico. O nervo óptico é o responsável por levar a informação do olho até o cérebro. A inflamação causa desmielinização, uma alteração na camada mais externa do nervo, impedindo que a informação seja transmitida de maneira eficaz.

O paciente pode apresentar baixa de visão em um olho ou defeito no campo visual. O exame oftalmológico vai medir esta baixa de visão e o exame das pupilas do paciente ajudam a confirmar o diagnóstico, pela alteração no reflexo pupilar.

O paciente, geralmente jovem, com idade entre 18 e 45 anos, percebe piora da visão em um olho. Além da baixa de visão o paciente costuma sentir dor com a movimentação do olho, mas não apresenta olho vermelho. O exame do fundo de olho do paciente pode mostrar edema (inchaço) do nervo ou ser normal (no caso da região do nervo afetado ser mais posterior, longe do olho. Esta forma é chamada retro-bulbar).

Causas de neurite óptica nem sempre são identificadas (estas são chamadas idiopáticas), outras causas incluem esclerose múltipla, infeções virais (como varicela, caxumba, mononucleose e herpes) e outras doenças inflamatórias ou infecciosas (sífilis, tuberculose, sarcoidose).

Diagnósticos diferenciais (outras causas para o mesmo sintoma do paciente) Neuropatia óptica isquêmica, papiledema (edema do nervo causado por aumento da pressão intracraniana), hipertensão sistêmica maligna (apresenta edema de disco bilateral e hipertensão arterial).

Tratamento:

Os pacientes devem ser submetidos à um exame oftalmológicos completo e, no caso de suspeita de neuropatia óptica, pode ser necessário realizar uma ressonância nuclear magnética do cérebro. A ressonância ajuda a investigar sinais de doença desmielinizante no cérebro e nos ajuda a prever a probabilidade do paciente desenvolver esclerose múltipla no futuro.

O tratamento é realizado com corticoide para diminuir a inflamação, acelerar a recuperação visual e, no caso de alteração na ressonância magnética, diminuir a chance de outras crises no futuro. Há maior benefício no tratamento precoce, até sete dias do início dos sintomas.

A recuperação costuma ser boa e a visão retorna a valores quase normais depois de alguns meses.

Em alguns casos pode haver benefício no tratamento da esclerose múltipla com interferon e um neurologista deve acompanhar o paciente, o tratamento pode impedir ou diminuir a chance de outras crises no futuro.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista

A neuropatia óptica isquêmica é causada por insuficiência vascular e classificada de acordo com sua localização (anterior – mais perto do olho, ou posterior – mais perto do cérebro). Existem dois tipos de neuropatia óptica: as causadas por artrerite temporal e as causadas por outras causas (diabetes, pressão alta, etc). São mais freqüentes em pacientes acima dos 50 anos.

A forma arterítica representa uma emergência e deve ser diagnosticada e tratada assim que possível.

A) Neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica

Relativamente freqüente, afeta pacientes de meia idade e idosos (55-65 anos). Sua causa não é bem explicada, acredita-se que seja causada por vários fatores e que a hipotensão arterial tenha papel importante, especialmente em pacientes que usam hipotensores antes de dormir. Doença das artérias carótidas ou embulos não costumam estar implicados na causa desta doença.

Quadro clínico

Baixa de visão de apenas um olho, sem dor. Um terço dos pacientes continuam a apresentar piora da acuidade visual por 10 dias. Meses após a crise pode haver discreta melhora na acuidade visual, mas os defeitos no campo visual costumam ser permanentes. 15 a 40% dos pacientes apresentam crise semelhante no outro olho.

Tratamento:

É importante identificar possíveis fatores que contribuíram para a primeira crise para tentar impedir que o outro olho seja acometido. Normalmente evita-se uso de hipotensores e diuréticos ou altera-se o horário de administração. Apneia obstrutiva do sono foi considerada fator de risco e deve ser investigada. Ainda não existe tratamento efetivo para a NOIA não arterítica. Alguns pacientes recebem aspirina na esperança de prevenir outros eventos vasculares.

B) Neuropatia óptica isquêmica anterior arterítica (NOIA arterítica)

Arterite de células gigantes é uma doença auto-imune que afeta as artérias de tamanho médio e grande, levando à alteração na irrigação sanguínea. A média de idade dos pacientes que apresentam esta doença é de 70 anos e eles costumam manifestar sintomas como perda de apetite, febre baixa e sudorese noturna. Alguns pacientes também têm dificuldade para mastigar, chamada “claudicação de mandíbula” e/ou perdas temporárias de visão (amaurose fugaz).

Quadro clínico

Baixa de visão unilateral muito grande (alguns pacientes não enxergam nem luz). O paciente percebe a perda de visão de uma hora para outra e, se não for tratada, pode acometer o segundo olho em algumas semanas.

Exames de laboratório: No caso da NOIA arterítica costuma haver alteração de alguns exames de sangue e eles são importantes para o diagnóstico e controle do tratamento.
O diagnóstico é confirmado pela biopsia de artéria temporal, mas o tratamento não deve esperar até a biopsia (apenas os exames de sangue devem ser colhidos antes do tratamento).

Tratamento:

O tratamento de pacientes com forte suspeita clínica de arterite temporal deve ser instituído imediatamente assim que os exames de sangue forem colhidos. O tratamento é realizado com corticoides por boca ou pela veia, dependendo da idade do paciente e se ele apresenta outras doenças como diabetes. O tratamento costuma durar por meses ou até anos.

A visão do primeiro olho ainda não pode ser reparada pelos tratamentos disponíveis hoje em dia, mas a perda da visão do segundo olho pode ser salva, além de controlar a doença que pode gerar outros problemas sérios no corpo.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Fotos de Nevus de conjuntiva

Nevus são pequenos tumores benignos, que geralmente conhecemos como “pintas”. Estas pintas podem estar na conjuntiva, que é a membrana que cobre a parte branca dos olhos. Estas pintas são congênitas (desde que o paciente nasce), mas as vezes só aparecem depois de alguns anos, quando a pinta fica maior e mais escura. As vezes só são percebidas na adolescência. O exame com médico experiente na imensa maioria das vezes permite diferenciar os nevus de tumores malignos (câncer), que também pode afetar a conjuntiva. Esta diferença é fundamental já que nevus geralmente não precisam ser tratados, mas os melanomas se não tratados ameaçam a vida dos pacientes.

Apesar de não serem cancer, os nevus de conjuntiva podem acometer crianças, adolescentes e adultos e em alguns casos podem trazer prejuízo psicológico para o paciente e, pela questão estética, as vezes contribuindo até para bullying. Neste caso, há vantagem na remoção cirúrgica.

Raramente os nevus de conjuntiva podem ser tornar melanomas, nestes casos eles crescem de tamanho e devem ser avaliados com muito cuidado. Em adulto estas pintas não devem crescer!! Se crescer a lesão deve ser removida utilizando os princípios mais modernos da cirurgia oncológica ocular. A pinta retirada é enviada para um bom patologista experiente em câncer ocular para ter o diagnóstico adequado.

Sintomas

Geralmente o paciente ou seus familiares enxergam o nevus na superfície do olho. É muito comum que os pais dos pacientes digam que a pinta era pequena e cresceu e ficou mais escura na primeira década de vida da criança ou na adolescência. As vezes a pinta pode ficar inflamada e o olho da criança ficar vermelho ou incomodar. Crianças com alergia nos olhos também podem ter mais coceira no olho com o nevus.

Tratamento

O oftalmologista examina o olho e, pelas características da pinta faz o diagnóstico de nevus. A pinta é uma lesão benigna, ou seja: não é câncer. Desta maneira geralmente não é necessário remover a pinta e tentamos esperar até que a criança seja mais velha para operar. Se a pinta começa a crescer muito é recomendado que seja removida tanto por questão estética quanto para confirmar que é apenas um nevus benigno sem nenhuma célula de câncer. Melanomas de conjuntiva, um câncer muito grave desta parte do olho pode surgir de nevus, sendo fundamental diferenciar as duas lesões.

Não existem colírios para resolver o problema, apenas cirurgia. No caso da pinta ser grande e causar problema estético ou problemas psicológicos para a criança, ela deve ser removida. Depois da cirurgia a pinta é enviada para o patologista que confirma o diagnóstico. Depois de removida a pinta não costuma voltar.

Na cirurgia utilizamos técnicas especiais que aumentam a chance da pinta toda ser removida, diminuindo o risco dela voltar ou de ficarem células malignas na superfície do olho.

Hoje em dia a aplicação de laser especial pode diminuir a pigmentação do nevus diminuindo a necessidade de cirurgia. Isso não deve ser feito na suspeita de melanoma, apenas da pinta benigna.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517 ; Whattsapp (11)95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em Novembro de 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

Foto de Nevus de coróide

Nevus de coroide (fundo do olho)

O nevus é uma pinta do fundo do olho. Ele não pode ser visto a olho nu, o médico precisa dilatar as pupilas e usar equipamento especial para identificar a pinta. Esta pinta é benigna e não causa doença na imensa maioria das vezes, mas em alguns casos pode crescer e se transformar em um câncer chamado melanoma.

Geralmente a pinta é identificada em um exame de rotina, quando o oftalmologista examina a retina. Se for identificada a pinta o oftalmologista pode escolher encaminhar o paciente para um oncologista ocular. Podem ser solicitados exames como fotografia do fundo do olho (retinografia), além de ultrassom e tomografia de coerência óptica (OCT).

Tratamento

O tratamento é acompanhar o nevus, a não ser que ele comece a crescer. Um pequeno número de nevus (menos de 1%) pode crescer e dar origem ao câncer chamado melanoma. Por isso os pacientes com nevus devem ser examinados anualmente, para garantir que a pinta não está crescendo.

Apesar de muito raro, no caso de crescimento existe risco de transformação maligna em câncer (melanoma de coroide) e pode ser necessário tratamento com cirurgia ou radioterapia, na forma de placa de braquiterapia.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

A maior parte dos adultos precisa de óculos para enxergar bem de perto e de longe. Quando o olho é capaz de focar a imagem na retina, a visão é boa, mas alterações no formato do olho podem causar problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Estas alterações pioram a visão, mas podem ser corrigidas com uso de óculos, lentes de contato ou cirurgia. O óculos é maravilhoso e melhora a visão com segurança, mas alguns pacientes não gostam de óculos ou sentem que ele atrapalha para atividades esportivas ou de trabalho, nestes casos podemos considerar lentes de contato ou até tratamento com laser para corrigir o problema de visão.

Miopia

Miopia é uma alteração do olho que faz com que a imagem seja focada antes da retina, como se o olho fosse mais comprido do que o normal. Desta maneira o paciente enxerga bem objetos que estão perto, mas têm dificuldade para enxergar de longe. Quanto maior a miopia, mais perto deve estar o objeto para ficar em foco.

A melhor maneira de corrigia miopia é com uso de óculos. Esta lente diverge os raios de luz e faz com que o foco seja deslocado para o fundo do olho, sobre a retina (que é o equivalente do filme da máquina fotográfica). Lentes de contato, quando usadas de maneira correta, também são uma maneira segura de corrigir a miopia.

Miopias até 6 graus (dioptrias) não são consideradas doença e não aumentam a chance de ter problemas nos olhos, enquanto miopias de mais de 6 graus aumentam a chance de descolamento de retina, glaucoma e catarata e por isso estes pacientes devem acompanhados anualmente por um oftalmologista ou avaliados se apresentarem baixa de visão, moscas volantes ou fotopsias.

A miopia normalmente surge na adolescência e aumenta até aproximadamente 21 anos de idade.

Para receitar óculos para crianças e para a maioria dos pacientes pela primeira vez, muitas vezes é necessário utilizar colírio que causa cicloplegia e dilata as pupilas. Esta é a maneira mais segura de garantir que o grau calculado esteja correto.

Hipermetropia

A hipermetropia é o oposto da miopia, o olho é mais “curto” do que o normal, sendo que a imagem é focada depois da retina. Ao contrário da miopia, nosso olho é capaz de compensar a hipermetropia mudando o formato da lente dentro do olho, este processo é chamado acomodação. Quase todas as crianças  são hipermetropes, mas não precisam usar óculos porque conseguem acomodar e focar a imagem (em alguns casos a criança tem astigmatismo, miopia ou estrabismo, necessitando uso de óculos). Geralmente dilata-se a pupila para calcular o grau total de hipermetropia de um paciente e depois volta-se a examinar num outro dia para descobrir quanto do grau total o paciente precisa para enxergar bem.

Muitos pacientes perguntam porque o grau de hipermetropia aumenta depois dos 40 anos de idade e fizemos um vídeo para explicar o porquê:

Astigmatismo

O astigmatismo é causado pelo formato da córnea que, em vez de ser uma meia esfera têm formato mais parecido com uma bola de futebol americano. Desta maneira, uma parte da imagem é focada em local diferente da outra. Existem dois tipos de astigmatismo: regular e irregular. O regular pode ser corrigido com óculos e lentes de contato gelatinosas, enquanto o irregular precisa ser corrigido com lente de contato rígida.

Sobre os óculos

Receitar óculos é uma arte, requer conhecimento técnico, experiência e paciência. Cada paciente se adapta de uma maneira. Às vezes é necessário examinar crianças e alguns adultos com as pupilas dilatadas e, em outro dia, re-examinar sem as pupilas dilatadas para calcular o grau adequado dos óculos. Geralmente crianças e adolescentes se adaptam com facilidade a novos óculos enquanto alguns adultos podem demorar alguns dias para se adaptar. O mesmo pode ocorrer quando um paciente passa a usar ou muda o grau de seus óculos multifocais – por isso é importante fazer seus óculos em uma ótica com qualidade e onde você conte com a dedicação do óptico para adequar seus óculos e mudar as lentes se necessário.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517, WhatsApp (11) 95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

A superfície do olho é lubrificada constantemente por uma fina camada chamada de filme lacrimal que contem água, muco e óleo, além de substancias responsáveis pela defesa de nosso olho contra infecções. Em alguns casos este filme lacrimal se torna instável, sendo incapaz de lubrificar efetivamente a superfície do olho. Esta alteração é chamada de “olho seco”.

O olho seco pode aparecer sem causa aparente, sendo mais comum em mulheres acima dos 40 anos de idade. Muitas vezes o olho seco é secundário a doenças do corpo, como doença reumatológica, doença da tireoide ou transplante de medula óssea.

O que o paciente sente:

O paciente com olho seco pode ter uma série de sintomas, mas normalmente sente desconforto nos olhos. Também pode apresentar olho vermelho, a luz pode incomodar e a visão flutuar. Em alguns casos pode haver coceira ou dor leve, além de aumento do muco ocular (remela). Muitas vezes ao fim do dia o olho está vermelho. Lacrimejamento também pode ocorrer, sendo uma reação dos olhos tentando melhorar sua lubrificação, o que confunde os pacientes que acham que tem “olhos molhados” e não secos, apesar desta ser a causa do lacrimejamento.

Causas

As causas de olho seco são muitas, acredita-se que até o ambiente onde o paciente vive e até sua alimentação podem piorar o olho seco, mas não se sabe qual sua causa específica.

Algumas doenças do corpo podem causar olho seco, como artrite reumatoide, tratamento com quimioterapia, doença da tireóide, assim como o uso de alguns medicamentos como antidepressivos, além de stress, etc. O tratamento de transplante de medula óssea geralmente causa algum grau de olho seco.

Mulheres acima dos 40 anos apresentam maior chance de apresentar olho seco. Muitas vezes não é possível identificar uma única causa para a doença, sendo importante tratar de maneira adequada, mesmo sem causa específica.

O diagnóstico de olho seco é realizado examinando o olho com o uso de alguns colírios especiais (fluoresceína, rosa bengala e/ou lisamina verde). Em alguns casos são utilizados métodos que nos indicam quanto de lágrima está sendo produzida (teste de Schirmer).

Tratamento

O tratamento do olho seco depende da causa e de sua gravidade, sendo geralmente realizado com colírios de lagrima artificiais. As vezes a doença que causa olho seco pode ser tratada (por exemplo a doença da glândula tireóide), ou remédios que causam olho seco podem ser tratados (como alguns antidepressivos). Os colírios de lágrima artificial, também chamados de colírios lubrificantes não tratam a doença propriamente dita, mas repõe a lágrima, melhorando os sintomas.

Em casos mais graves são indicados colírios especiais, chamados “sem conservante” – nos casos que o paciente precisa usar mais do que 5 gotas por dia. No mercado brasileiro existem algumas opções de lubrificantes sem conservantes, que podem ser comprados na farmácia, como Hyabak® ou Optive UD®, mas lubrificantes comuns muitas vezes resolvem e são mais baratos.

Em casos com sintomas piores para ajudar a manter os olhos bem lubrificados costumamos utilizar plugs que são utilizados para tampar a via de drenagem da lágrima e represar a água na superfície do olho. Este tratamento é seguro, realizado no consultório sem grande desconforto e costuma melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes com olho seco.

Também ajudam no tratamento medidas ambientais como uso de umidificadores de ar ambiente, além do paciente se manter hidratado.

Os colírios com corticoide tem importância para controlar a inflamação e a secura, mas devem ser utilizados com supervisão médica porque podem causar efeitos colaterais como o aumento da pressão dos olhos.

Em casos raros, de olho seco muito grave com lesão da córnea, pode ser necessário cirurgia para preservar o olho.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

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Presbiopia é a baixa de visão para perto (para leitura) depois dos 40 anos. Alguns pacientes chamam esta alteração normal da idade de “braço curto” ou “vista cansada”. Todo paciente depois dos 40 anos de idade apresenta dificuldade para leitura (visão para perto). Os pacientes míopes têm vantagem porque se tirarem os óculos para longe a visão de perto melhora.

Este problema acontece com todos e nem é considerado uma doença. Com a idade o problema piora, até estabilizar com cerca de 55 anos de idade. A melhor maneira de corrigir esta dificuldade para perto é com óculos ou lentes de contato. Tanto faz usar óculos para perto ou óculos multifocais. Inclusive óculos prontos, “genéricos”, podem ser utilizados em pacientes que não precisam de óculos para longe e nem grande diferença entre os graus dos dois olhos. Estes óculos prontos vendidos em farmácias, camelôs ou em qualquer loja nos Estados Unidos e Europa não fazem mal para a saúde, mas podem ser mais feios ou menos confortáveis do que os óculos feitos sob medida numa ótica.

A lente de contato pode ajudar a ter independência dos óculos. Ainda não existe cirurgia que corrija de maneira satisfatória a visão para perto e para longe depois dos 40 anos de idade, mas teu médico pode explicar das opções que existem.

Depois dos 40 anos de idade ficamos mais dependentes de boa luz e bom contraste para enxergar bem para perto. Além dos óculos procure ambiente bem iluminado ou com um foco de luz iluminando o texto para tornar sua leitura mais agradável.

Este texto e vídeo foram produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este texto e vídeo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares além de orientações para pacientes da Clínica Belfort e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

Neste vídeo do Prof Rubens Belfort entenda sobre coceira ocular e quando isso é sinal de alergia.

Artigo e vídeo produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

O olho é muito sensível a queimaduras por calor ou produtos químicos. Não se deve permitir que crianças fiquem perto do fogão ou de produtos químicos como cândida, soda caustica, etc. Quando um deste produtos cai no olho, o mais importante é LAVAR imediatamente com água limpa (água de torneira, não precisa ser soro fisiológico nem outro produto) por pelo menos 10 minutos.

Deve-se abrir as pálpebras e deixar escorrer bastante água para tirar o máximo do produto químico, com o a pessoa queimada olhando para cima e depois para baixo, repetindo varias vezes mesmo que a pessoa esteja com dor porque isto que vai determinar o quanto o olho será prejudicado. Esta lavagem inicial pode salvar a visão do paciente e deve ser realizada antes de ir para o pronto socorro.

Após lavar o olho por no mínimo 10 minutos com água corrente a pessoa deve ser levada imediatamente para uma consulta com médico oftalmologista. Ele vai determinar se todo o produto químico foi removido e a extensão da queimadura, além de medicar com colírios anti inflamatórios e cicatrizantes.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

O tipo mais comum de tumor ocular a acometer crianças chama-se retinoblastoma e acomete crianças desde o nascimento até aproximadamente os 5 anos de vida. Este câncer acomete 1 criança em cada 15 mil nascidas vivas.

Ele é causado por uma alteração genética (no cromossomo 13) e pode ser transmitido por um dos pais que já apresentava a mutação (gene com defeito), ou surgir de uma mutação nova. Esta diferença é importante porque vai indicar qual a probabilidade da criança apresentar tumores nos dois olhos e de transmitir a doença para seus filhos.

No caso da criança ser filha de um pai ou mãe com a doença, o caso é chamado de retinoblastoma familial. No caso de crianças que não têm pais acometidos pode tratar-se de uma mutação presente em todas as células da criança (chamado de esporádico hereditário) ou só no olho (esporádico não hereditário).

No caso esporádico hereditário a mutação ocorre antes da fecundação, então todas as células da criança são afetadas. Tanto neste caso quanto na herança familiar a criança tem 90% de chance de desenvolver tumor nos dois olhos, além da chance de desenvolver outros cânceres em outras partes do corpo (principalmente osteossarcomas e sarcomas de partes moles). Estas crianças também apresentam 50% de chance de, quando adultas, transmitirem a doença para um de seus filhos.

O retinoblastoma esporádico não hereditário é o mais comum e corresponde a cerca de 60% dos casos. Estas crianças apresentam tumor em apenas um olho e não têm chance de passar a doença para seus filhos.

Hoje existem testes genéticos que podem ser realizados nestas crianças para determinar a chance de outros canceres e de outros irmãos apresentarem o tumor.

Sintomas

As crianças com história de família são examinadas desde pequenas e o tumor é descoberto pelo oftalmologista ainda em estágio inicial. Já nos casos não familiares, os pais descobrem os tumores mais avançados, geralmente com meses ou até anos de idade. Geralmente os pais percebem o tumor porque a criança apresenta reflexo branco do olho em uma foto, ao contrario do reflexo vermelho esperado. Em outros casos a criança tem um olho torto em relação ao outro (estrabismo). Nestes casos é preciso que um especialista examine a criança.

No caso de suspeita a criança é examinada sob anestesia, e no caso do tumor confirmado, a criança é tratada dependendo do tamanho do tumor, número de tumores, acometimento de um ou dois olhos, etc. Os pacientes com retinoblastoma devem ser acompanhados pelo resto da vida para verificar que não apareçam outros tumores.

Tratamento

O tratamento depende de alguns fatores como doença ser hereditária (bilateral) ou não hereditária (acometendo apenas um olho) e do estágio em que o tumor é diagnosticado. O tratamento do tumor dentro do olho pode ou não ser acompanhado de quimioterapia sistêmica (pela veia).

O tratamento local pode ser realizado com aplicação de laser, crioterapia (congelamento dos tumores), placa de radioterapia ou cirurgia (enucleação). Em caso de tumores bilaterais, de doença avançada ou de características de alto risco observadas na histologia pós enucleação pode ser necessário fazer quimioterapia.

Infelizmente em muitos casos ainda é necessário retirar o olho da criança (procedimento chamado de enucleação). A retirada do olho parece horrível, mas às vezes é necessária para salvar a vida da criança. Algumas semanas depois da enucleação é feita uma prótese que permite que a criança tenha aparência normal e uma infância feliz. Quanto mais cedo o tumor é identificado, menor a chance de ser necessário retirar o olho e maior a chance da criança apresentar boa visão pelo resto da vida.

Sendo assim, o sucesso no tratamento deste câncer depende do diagnóstico precoce. Qualquer criança com reflexo branco das pupilas, estrabismo ou qualquer outro sinal de anormalidade ocular deve ser examinada por um oftalmologista e realizar exame de fundo de olho com as pupilas dilatadas.

O tratamento destas crianças é realizado pelo oftalmologista especializado em tumores e pelo pediatra especialista em câncer. É importante que todos os irmãos de crianças com retinoblastoma sejam examinados porque têm chance maior de ter a doença.

Se o tumor sair do olho pode ir para outros lugares do corpo e ameaçar a vida das crianças, por isso seu tratamento é tão importante e sério.

Novos tratamentos:

Novos tratamentos estão sendo avaliados em protocolos de pesquisa em alguns centros de excelência pelo mundo. No Brasil, a Universidade Federal de São Paulo oferece tais protocolos, estudando novas drogas e lasers no tratamento deste câncer. Entre eles, a quimioterapia intra arterial, que utiliza um pequeno cateter que libera a quimioterapia dentro da artéria que leva circulação sanguínea para o olho. Desta maneira garante-se grande concentração de medicamento para tratar o tumor, minimizando efeitos colaterais comuns à quimioterapia (como sangramentos e infecções).

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato por e-mail ou ligar em um dos nossos telefones.

 

Veja mais:

Estrabismo

Melanoma de Conjuntiva

Melanoma de Coroide

 

Cirurgias:

Enucleação e Evisceração

O diabetes é a doença caracterizada pela elevação da glicemia, que é a medida de açúcar no sangue. Dentre os órgãos acometidos pela diabetes estão o coração, os rins, os pés e os olhos. O açúcar aumentado no sangue causa uma alteração vascular, danificando os pequenos vasos sanguíneos, que ficam doentes e deixam de funcionar de maneira adequada. Esta alteração cria áreas com problema de irrigação sanguínea, as chamadas áreas de isquemia. Os pacientes diabéticos podem ter problemas nos rins, doença chamada de nefropatia, além de problemas vasculares e de sensibilidade nos pés, o chamado pé diabético.

Após alguns anos de diabetes mal controlado podem aparecer problemas nos olhos, como catarata e alterações na retina. A retinopatia diabética, como é chamada, podendo apresentar sangramentos e edema (“inchaço”). O paciente não sente dor e muitas vezes só tem sintomas na visão quando a doença está muito avançada, com risco de ficar cego.

A principal causa de baixa de visão nos pacientes com doença na retina pela diabetes é chamada de edema macular diabético e deve-se a um edema (ou inchaço) na região da retina responsável pela visão de detalhes. Hoje em dia existem alguns tratamentos que podem ajudar a melhorar este edema, melhorando a visão e prevenindo a cegueira. Estes tratamentos incluem a aplicação de laser e a aplicação de medicação intra-ocular (corticoide ou anti-VEGF). O tratamento mais moderno usa esta nova classe de remédios, chamados de “anti-VEGF”. O nome da droga e comercial destes remédios é Avastin, Lucentis & Eylea (Aflibercept). Estes remédios muitas vezes devem ser aplicados todo mês, mas o uso combinado com laser ajuda a diminuir a frequência das injeções.

O diabetes também pode causar alteração no resto da retina, que chamada retinopatia proliferativa, onde aparecem vasos anômalos que podem causar sangramentos dentro do olho e até descolamento de retina. Nestes casos o paciente pode ser tratado com medicação dentro do olho ou com aplicação de laser.

Como é o exame ocular do paciente diabético?

O médico vai medir a visão do paciente, saber há quantos anos ele apresenta diabetes e se a doença está bem controlada pelo valor da glicemia e da hemoglobina glicosilada. Em seguida o médico vai dilatar a pupila do paciente e realizar o “exame de fundo de olho” que permite ver a retina.

As vezes são necessários exames complementares depois de realizar o exame de fundo de olho com as pupilas dilatadas. Entre estes exames podem ser pedidos uma retinografia, que é uma fotografia do fundo de olho, uma angiofluoresceinografia, que é um exame de contraste e um OCT (tomografia de coerência óptica) que ajuda a determinar áreas de edema da retina e se existe tração (ou seja, componentes do vítreo puxando a retina). Hoje existem aparelhos super modernos que permitem examinar a periferia da retina, onde costumam estar os vasos doentes dentro do olho, os aparelhos antigos não permitiam ver estas áreas e isso faz toda a diferença.

Como regra, todo paciente com diabetes devem ser examinados anualmente, desde o momento do diagnóstico.

Tratamento do diabetes

Ainda não existe cura para a retinopatia diabética, mas há como evitá-la e evitar que ela piore. O médico clínico geral ou endocrinologista deve orientar o pacientes em relação à dieta, prática de esportes, uso de hipoglicemiantes orais ou insulina para manter os níveis de glicemia bem controlados e diminuir a chance de retinopatia diabética, ou diminuir a chance dela progredir.

Sugerimos que o paciente seja submetido ao exame de fundo de olho no momento do diagnóstico da diabetes e depois anualmente, desta maneira se forem identificadas alterações na retina o tratamento pode ser rápido, melhorando o chance do paciente continuar enxergando bem. Apesar de todas a tecnologia moderna e os tratamentos disponíveis, o controle do diabetes ainda é o mais importante para que o paciente diminua o risco de ter problemas de visão pela doença.

Complicações:

Além do edema de mácula, o paciente com doença na retina pode desenvolver a forma proliferativa da doença, onde vasos anômalos aparecem para tentar substituir os vasos doentes, mas acabam causando ainda maior dano. Esta forma proliferativa da doença pode causar hemorragias dentro do olho, aumento da pressão intra-ocular (glaucoma neovascular) e descolamento tracional de retina.

Tratamento da retinopatia:

Depois que a a diabetes mal compensada causou lesão vascular e doença da retina, o tratamento pode ser realizado com laser (argônio ou Pascal), aplicação de medicamentos dentro do olho (como Avastin® – bevacizumab, Lucentis® – Ranibizumab, Eylea – Aflibercept) ou corticoide como triancinolona ou implantes intra vítreos como Ozurdex®, dependendo do caso. Também pode ser necessário cirurgia em casos de sangramento intra-ocular, tração macular e descolamento de retina.

O tratamento tenta impedir maior perda de visão e as vezes ajuda a recuperar visão, mas é fundamental manter a glicemia bem controlada.

Um novo laser, chamado Pascal, possibilita tratar os pacientes com menos dor e sem a necessidade de realizar diversas sessões de tratamento, como acontece com o laser de argônio tradicional. Este laser permite também tratar crianças maiores, que antes tinham que ser tratadas sob anestesia geral.

Novas pesquisas sendo realizadas estudam novos tratamentos para esta doença.

 

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517, WhatsApp (11) 95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

 

 

Doenças relacionadas:

Retinopatia Diabética

 

Exames relacionados:

 

Fundoscopia (Fundo de Olho)

Angiofluoresceinografia

OCT

 

A hipertensão arterial sistêmica, doença extremamente comum no idoso, pode acometer os olhos. Geralmente a parte mais afetada do olho é a retina, parte responsável pela transformação da luz em impulso nervoso, que é captado pelo cérebro, permitindo enxergar. A doença de retina causada pela hipertensão arterial, chamada de retinopatia hipertensiva, e a doença do nervo óptico, que também pode ser acometido, podem causar baixa de visão nestes pacientes.

As alterações vasculares causadas pela hipertensão arterial no olho dependem da rapidez de instalação da mesma, tempo e duração da doença e da idade do paciente. As alterações que ocorrem nos vasos retinianos ocorrem de forma semelhante nos rins, cérebro e outros órgãos. Ao contrário dos outros órgão, a realização de um exame oftalmológico da retina permite que o especialista observe esses vasos ao vivo, determinando a gravidade da doença. Este é o chamado exame do fundo de olho direto e/ou indireto.

Classificamos as alterações vasculares da retina decorrentes da hipertensão arterial como arterioscleróticas ou hipertensivas, agudas ou crônicas. Tais alterações são basicamente decorrentes da vasoconstrição e modificações estruturais na camada muscular e íntima dos vasos mais finos.

As alterações arterioscleróticas ocorrem de maneira lenta e gradual, geralmente ao longo dos anos. No exame de fundo de olho o médico observa: mudança no reflexo arteriolar (chamadas artérias em “fio de cobre” ou “fio de prata”), cruzamentos patológicos artério-venosos (chamados “sinal de Gunn” e “sinal de Salus”), dilatação e tortuosidade dos vasos, embainhamento dos vasos, alteração da permeabilidade vascular retiniana resultando na formação de exsudatos duros (formados por lipídeos e lipoproteínas).

As alterações classificadas como “hipertensivas” estão relacionadas a modificações mais agudas, que podem surgir com certa rapidez, sendo causadas pela doença “sair do controle”. No exame oftalmológico o médico observa alterações como: espasmo ou estreitamento arteriolar, manchas algodonosas, hemorragias superficiais (“chama de vela”) ou profundas (puntiformes, arredondadas) e edema de papila.

Uma das causas de baixa de visão nos pacientes com hipertensão arterial é decorrente do acometimento da mácula, por micro sangramentos ou edema (inchaço). A mácula é região da retina responsável pela visão de detalhes. É importante lembrar que estas alterações (sangramento e edema) não são observadas do lado de fora do olho do paciente, apenas pelo exame de fundo de olho e podem ser confirmadas por exames como angiofluoresceinografia e OCT (tomografia de coerência óptica).

Outra causa de baixa de visão nos pacientes hipertensos são os quadros de oclusão tanto arteriais como venosas. Já que a parede dos vasos é alterada pela doença, aumenta a chance do fluxo sanguíneo ser interrompido e o vaso “entupir”. Tais oclusões podem acometer vasos centrais da retina ou ramos, responsáveis pela irrigação de áreas mais afastadas do centro da visão. Dependendo da região acometida o paciente vai apresentar perda de visão.

Acompanhamento

Desta maneira, deve-se examinar o paciente e tentar identificar alterações relacionadas à hipertensão arterial. As alterações podem ser detectadas precocemente e o paciente pode ser encaminhado ao tratamento adequado com boas chances de controle do quadro e até regressão de parte das alterações. A realização do exame da retina pelo oftalmologista mediante a dilatação da pupila deve ser indicada não apenas para diagnóstico, mas também como parâmetro de prognóstico. É importante lembrar que no começo o paciente não sente alteração na visão, até a retina estar comprometida, quando é mais difícil tratar e impedir perda da visão.

Tratamento

Ainda não existe cura para a retinopatia hipertensiva, mas há como evitá-la, evitar a sua evolução e em alguns casos recuperar parte do dano. Pacientes com hipertensão arterial sistêmica devem realizar um exame de fundo do olho no momento do diagnóstico da hipertensão, seguido de exames anuais. Já que estes pacientes costumam ter mais de 40 anos e podem apresentar outras doenças associadas como glaucoma ou diabetes, o exame serve para garantir que não somente a hipertensão, mas estas outras doenças não ameaçam a visão.

Manter os níveis pressóricos bem controlados associado à prática de exercícios e boa alimentação podem evitar ou controlar melhor a doença.

Nos casos das oclusões arteriais ou venosas existem condutas específicas para cada caso sendo necessária uma avaliação detalhada, muitas vezes associada a exames complementares.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

(“retinitis pigmentosa” em inglês)

Retinose pigmentar é o nome que damos a uma série de alterações genéticas que causam uma doença caracterizada pela perda de visão noturna, perda do campo visual e de visão central. É uma distrofia dos cones e bastonetes, as células especiais da retina responsáveis por transformar a luz visível em impulso nervoso que é levado até o cérebro.

A incidência da retinose pigmentar é de 1 para cada 4.000 pessoas. Já foram identificados cerca de 45 genes causadores da retinose pigmentar, acredita-se que este número corresponda a cerca de 60% dos casos. No futuro é possível que, dependendo da alteração genética, saibamos quanto o paciente vai perder de visão e o tratamento mais adequado, mas por enquanto todos estes casos são considerados “retinose pigmentar”.

Quadro clínico

O paciente apresenta piora da visão noturna no final da infância, piora do campo visual durante a adolescência e piora da visão central na idade adulta. Isto ocorre porque as células da retina responsáveis pela visão noturna, chamadas bastonetes, são as primeiras a serem acometidas pela doença. A doença progride lentamente, até os 60 anos.

O diagnóstico é feito com o exame de fundo de olho, que apresenta características típicas das distrofias de retina e confirmado com exame de eletrofisiologia ocular, chamado eletro-retinograma multifocal (ERG multifocal). Fotografias da retina, campo visual e OCT-3 (tomografia de coerência óptica) também ajudam a documentar a doença e identificar complicações.

Genética

A doença é genética, mas segue diferentes padrões de herança, que são os tipos de alteração dos genes. Acredita-se que cerca de 60% são autossômicas recessivas (ambos os pais apresentam o gene defeituoso e o filho apresenta a doença), 30% autossômico dominante (apenas um pai afetado transmite a doença ao filho) e 10% ligada ao X (defeito está no cromossomo X e só se manifesta em filhos de mãe afetada, sendo que as mulheres são portadoras, mas não manifestam a doença).

Alguns pacientes apresentam manifestações extra oculares, como alterações auditivas ou obesidade e estas associações recebem nomes específicos como Sindrome de Usher, Sindrome de Bardet-Bidl, etc.

Os pacientes devem receber aconselhamento genético para descobrir o risco de transmitir a doença a seus filhos e considerar outros métodos para impedir que isto ocorra.

Tratamento

Infelizmente ainda não existe tratamento para retinose pigmentar. Novas pesquisas buscam evitar a degeneração das células da retina ou recuperar as células lesadas. Terapia genética está sendo utilizada com o objetivo de impedir a degradação dos fotorreceptores, com resultados animadores em animais, que em breve devem ser estudados em seres humanos. Para recuperar a visão em estágios mais avançados da doença novos tratamento com células tronco e “chip de retina” (chamado na imprensa leiga de olho biônico) estão sendo realizados, com resultados ainda iniciais, mas animadores.

Estes tratamentos ainda não estão disponíveis ao público, são experimentais e só realizados em centros universitários com aprovação do comitê de ética. Tratamentos “milagrosos”, disponíveis em clínicas suspeitas, inclusive em outros países como Cuba não têm resultado comprovado nem explicação científica para seu funcionamento. Já que ainda não existem tratamentos comprovados, alguns médicos mal intencionados enganam pacientes e familiares de portadores da doença. Cuidado para não ser enganado.

Alguns estudos observaram que suplementação alimentar com Omega 3 e vitamina A (palmitato) ajudaram a retardar a progressão da doença. Esta suplementação deve ser acompanhada pelo médico porque pode trazer riscos de mal formação para o bebê em mulheres grávidas e fratura de fêmur em idosos.

Tratamento das complicações

Apesar da doença ainda não ter tratamento, pacientes portadores de retinose pigmentar podem apresentar catarata e edema de mácula, que contribuem para a piora da visão. Estas alterações podem ser tratadas e proporcionar a melhor visão a estes pacientes. Auxílios para visão sub-normal também ajudam estes pacientes a continuar com suas atividades escolares e profissionais.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Foto de Toxoplasmose Ocular

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo Toxoplasma gondii, um parasita que vive no intestino de gatos e pode contaminar água, frutas e vegetais, além de carne de porco e cordeiro. Aparentemente no nosso país a principal forma de contágio é através de carne de porco mal cozida, carne defumada ou mesmo água contaminada, acreditamos ser raro o contágio diretamente do gato.

Humanos podem ser contaminados ainda dentro da barriga da mãe – infecção congênita – mas geralmente isso ocorre depois do nascimento, chamada infecção adquirida, pelo consumo de vegetais e água contaminados ou carne infectada.

Os casos congênitos são transmitidos quando a mãe contrai a doença durante a gravidez, ou logo antes dela. As crianças podem apresentar lesão nos dois olhos e, em alguns casos, as crianças também pode ter lesão cerebral. Cerca de 30% das crianças que nascem com toxoplasmose congênita vão apresentar lesão ocular até os 12 anos de idade e por este motivo devem ser acompanhadas e examinadas periodicamente. Para identificar as mães em risco de transmitir a doença o médico pede exames sorológicos (no pré natal) e as mães soronegativas (sem infecção prévia) são orientadas em relação à alimentação (evitando carne de porco ou alimentos que possam estar contaminados) e evitar contato com gatos, especialmente os mais novos – já que são estes os que eliminam maior número de parasitas. A mulher grávida que contrai toxoplasmose durante a gravidez deve ser tratada com remédios especiais que diminuem a chance de prejudicar o bebê. Depois do nascimento o bebê pode necessitar de tratamento adicional, para diminuir a chance de ter problemas nos olhos pela infecção.

A infecção adquirida (contraída depois do nascimento) é mais comum que a congênita. Os pacientes geralmente não apresentam sintomas, ou apresentam sintomas leves, parecidos com os de uma gripe: mal estar, febre baixa e linfonodos aumentados (gânglios, principalmente atrás das orelhas e cabeça). Alguns pacientes apresentam uma forma mais grave de infecção e lesão na retina, que causa uma inflamação dentro do olho, podendo ou não causar baixa de visão. Os pacientes imunodeprimidos (com AIDS, transplantados ou que usem imunossupressores podem apresentar forma mais grave da doença).

A maioria dos pacientes não apresenta lesões de retina quando contrai toxoplasmose, mas estas podem aparecer até anos depois de ter pego a doença. Geralmente quando apresentam a lesão no olho será apenas uma vez, mas as vezes pode “voltar”, fenômeno chamado de recidivas (novas crises de toxoplasmose na retina). A medicina ainda não consegue explicar porque alguns pacientes não apresentam lesões no olho e outros sim. Dependendo do local da retina onde ocorre a infecção e da quantidade de inflamação o paciente pode apresentar baixa de visão, que pode deixar sequela pela cicatriz que a doença deixa. Em alguns casos a toxoplasmose acomete o centro da visão, chamado de mácula, e pode causar visão ruim pelo resto da vida.

Diagnóstico:

O mais importante para o diagnóstico da toxoplasmose ocular é o exame de fundo de olho com as pupilas dilatadas, quando o médico oftalmologista encontra a típica do toxoplasma. Geralmente não são necessários exames de sangue para confirmar o diagnóstico, apesar da sorologia negativa excluir a toxoplasmose. Raramente o diagnóstico pode ser feito por exame de sangue nos casos de infecção recente, mas nos casos em que o paciente pegou a infecção e depois de meses ou anos apresenta a lesão de retina o exame de sangue não ajuda.

O tratamento é realizado com sulfa e pirimetamina (ou sulfametoxazol e trimetropim – Bactrim) em doses que dependem da gravidade da infecção, às vezes também é necessário tomar corticoide e utilizar colírios. Raramente são necessários medicamentos intra-oculares, laser ou cirurgia. A toxoplasmose ocular pode causar descolamento de retina e ser necessária cirurgia. Alguns pacientes apresentam recorrências freqüentes e precisam tomar remédio por tempo prolongado para evitar ou diminuir as novas crises.

Ainda não existe tratamento eficiente para reparar as áreas lesadas da retina e recuperar a visão.

O Prof. Rubens Belfort é um dos maiores especialistas em Toxoplasmose Ocular no mundo. Foi um dos responsáveis pela explicação aceita atualmente sobre as formas de contágio da doença, participou do estudo que conseguiu reduzir a freqüência das recorrências oculares e participa de estudos sobre novas técnicas de detecção e tratamento desta doença.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Trauma ocular é o nome da doença causada por acidentes com os olhos que incluem pancadas, perfurações e queimaduras. O olho é um estrutura muito delicada e, apesar de estar bem protegido dentro do crânio e pelas pálpebras, pode ser machucado por traumas como boladas, socos, batidas e mordida de animais, entre outros. Nestes casos é importante examinar o olho com cuidado para identificar perfurações, sangramentos, aumento da pressão e descolamentos de retina.

O trauma ocular é causa de cegueira de mais de 500 mil pessoa por ano em todo o mundo. No caso de um trauma ou acidente na região dos olhos deve-se procurar um oftalmologista assim que possível para garantir que o olho não tenha sido afetado ou, no caso de lesão ocular, tratar de maneira adequada.

Causas

Causas de trauma ocular incluem acidentes de trabalho, acidentes de trânsito, traumas na prática de esporte e ferimentos em brigas. Infelizmente também é relativamente comum no ambiente doméstico.

Infelizmente ainda são muito comuns os traumas em ambiente de trabalho, geralmente pela falta de equipamento de proteção individual. Entre os esportes são comuns acidentes em esportes com contato como basquete (geralmente lesão pela mão ou cotovelo de outro jogador), além de esportes com bolas pequenas que podem atingir diretamente os olhos como paintball e golf.

Sintomas

Os sintomas do trauma dependem de que parte do olho foi afetado. Varia desde apenas sensação de irritação e olho vermelho, até dor e baixa de visão. Qualquer trauma que envolveu o olho merece ser examinado por um oftalmologista.

Tratamento

Assim que possível o oftalmologista deve examinar o olho e determinar se há lesão. Claro que nos casos mais graves ou de traumatismo craniano primeiro o paciente deve estar estável para que possa examinado. O oftalmologista vai medir a visão e determinar se o olho foi afetado pelo trauma. Como regras gerais, evite pingar colírios ou apertar os olhos depois de um trauma antes que você seja examinado. O tratamento depende das lesões e pode ser realizado com colírios para desinflamar o olho ou até mesmo cirurgia, nos casos mais graves. Muitas vezes é necessário acompanhar o paciente e re-examinar até que a lesão cure.

Prevenção

Infelizmente, apesar dos avanços da medicina, muitas vezes é impossível curar o olho que sofreu um acidente grave, Desta maneira, a prevenção das lesões oculares é fundamental. use óculos de proteção quando for trabalhar com ferramentas elétricas e bater ferro contra ferro (como pregar, etc), além de usar cinto de segurança no carro. Também é fundamental utilizar protetores para a prática de esportes que possam machucar os olhos (como paintball e baseball), além de não permitir que crianças pequenas brinquem com objetos pontudos e nem que animais de estimação (principalmente cachorros) cheguem perto do rosto de crianças pequenas. Também devemos ensinar que não devem brincar de atirar objetos contra o rosto ou olho das pessoas.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

As pálpebras são os lugares mais comuns para ocorrência de tumores na região dos olhos. Uma série de tumores benignos e de cânceres podem afetar esta parte do corpo. O dano causado pela exposição solar ao longo da vida é um importante fator de risco para o aparecimento de tumores palpebrais, especialmente os chamados carcinomas.

Reportagem da revista Veja de 24 de Fevereiro de 2018 mostra que são pelo menos 16.000 novos casos de tumores de pálpebra no Brasil a cada ano.

Casos de Câncer nas pálpebras

Tumores benignos (não câncer)

1 – Hordéolo ou Calázio (popularmente conhecido como Terçol)

Não é um câncer, mas uma inflamação da glândula da pálpebra e pode afetar pessoas de todos os sexos e idades. Costuma ser acompanhado de dor e vermelhidão, podendo gerar secreção purulenta. Não necessita de tratamento na grande maioria dos casos e pode apresentar resolução mais rápida pela aplicação de compressas mornas sobre a pálpebra, apesar de compressas frias poderem ser indicadas em casos com muito edema.

Podem ser utilizados colírios ou pomadas, mas geralmente não são muito efetivos no tratamento.

2 – Papiloma

Papiloma é um tumor benigno, de origem epitelial, que parece uma verruga. Geralmente é causado pelo vírus do HPV. Pode acometer pessoas de todas as idades e as vezes pode ser múltiplo ou acometer os dois olhos. Pode ser necessário tratamento cirúrgico nos casos de papilomas maiores que causem incomodo ou problemas estéticos.

Hoje existem tratamentos com aplicação de raio laser que podem evitar a cirurgia.

3 – Queratose seborreica

É outra lesão com aspecto de verruga, benigna, que costuma afetar pacientes de meia idade ou idosos, de coloração marrom ou negra, bem delimitada e com aspecto descamativo. Geralmente são lesões pouco elevadas e não parecem inflamadas. Fazemos a remoção cirúrgica por queixa estética e para garantir que não é uma lesão cancerosa que parece uma queratose.

Tumores malignos (câncer)

Os tumores malignos da pálpebra geralmente afetam pacientes mais velhos e podem ser causados por dano ultra-violeta pela luz solar e pela infecção pelo vírus HPV, além de doenças genéticas como o xeroderma pigmentoso. São diferentes tipos de câncer e também são mais comuns em pacientes imunossuprimidos.

Nestes casos o tratamento deve ser realizado assim que possível para evitar que o tumor comprometa outras estruturas e o olho.

1 – Queratoacantoma (ou Ceratoacantoma)

O queratoacantoma é uma lesão maligna de baixo grau (pouco agressiva) de pele que se parece com o carcinoma basocelular por ser uma lesão elevada com ulceração central. No entanto, o queratoacantoma geralmente crescem rapidamente até lesões de 1 a 2 cm em semanas ou meses e podem involuir espontaneamente depois de 4 a 6 meses.

2 – Carcinoma basocelular (também chamado de CBC)

É o tumor maligno mais comum a atingir a pálpebra, é um tipo de cancer de pele que está relacionado ao dano causado por raios ultra violeta acumulados por toda a vida, sendo mais comum em pacientes de pele clara que tiveram grande exposição ao sol. Geralmente acomete a pálpebra inferior porque é a reunião com maior exposição ao sol. Pode aparecer como uma lesão elevada, com centro ulcerado. Pode causar perda de cílios. Apesar de causar dano local, não costuma ser um câncer que gera metástases em outras partes do corpo.

O tratamento é com remoção cirúrgica que retira o câncer e já realiza a reconstrução da pálpebra. Fundamental enviar o material para o patologista que confirma o diagnóstico e garante que todo o tumor foi removido. Alguns casos precisam de avaliação do patologista durante a cirurgia, técnica chamada de biópsia de congelação.

3 – Carcinoma sebáceo

É um tipo de cancer que tem origem em glândulas da pálpebra (glândulas de Meibomius ou Zeis) e pode ser confundido com uma lesão inflamatória benigna (Hordéolo). Este cancer é raro, mas muito grave. Geralmente acomete a pálpebra superior e é um cancer agressivo e que podem matar o paciente se não for tratado de maneira adequada. Todo calázio de repetição deve levantar a suspeita de carcinoma sebáceo e um patologista deve ser avisado desta suspeita, para que possa realizar os exames e colorações adequados para excluir este diagnóstico nestes casos. Pode estar associado a dano causado por radiação, ou a doenças como Doença de Bowen’s e Síndrome de Muir-Torre.

O tratamento é com remoção cirúrgica que retira o câncer e já realiza a reconstrução da pálpebra. Podemos ter confirmação do patologista durante a cirurgia para garantir que todo o tumor foi removido.

4 – Melanoma

Melanoma é um tipo mais raro de tumor da pálpebra, mas extremamente maligno, pelo risco de metástase e ameaça à vida do paciente. O melanoma geralmente é pigmentado, pode surgir de pele saudável ou de uma pinta pré existente. Qualquer pinta da pálpebra deve ser acompanhada por oftalmologista e deve ser biopsiada em caso de dúvida ou suspeita de crescimento. Em alguns casos pode ser necessário fazer pesquisa do linfonodo, para saber se a doença começou a “espalhar” pela cadeia linfática. Estes casos geralmente também são acompanhados por médico oncologista especializado em melanoma.

5 – Carcinoma espinocelular (CEC)

Apesar de menos comum do que o carcinoma baso celular, este tipo chamado de carcinoma espino celular é mais agressivo, mais invasivo e tem chance de espalhar pelo resto do corpo. Desta maneira é um cancer mais agressivo e precisa ser diagnosticado assim que possível para aumentar a chance de cura do paciente. As vezes aparece como um “machucado” na pálpebra que não cicatriza, pode ser ulcerado e até sangrar.

O tratamento é com remoção cirúrgica que retira o câncer e já realiza a reconstrução da pálpebra. Podemos ter confirmação do patologista durante a cirurgia para garantir que todo o tumor foi removido.

Sinais e sintomas que ajudam a diferenciar lesões benignas de malignas (cânceres) da pálpebra:

Algumas regras ajudam o oftalmologista a diferenciar lesões benignas e malignas das pálpebras: lesões malignas costumam causar perda de cílios, distorção da margem palpebral, alteração da coloração ou textura da pele e sangramento persistente. Pacientes que apresentam estes sintomas devem procurar um oftalmologista que vai avaliar a necessidade de realizar uma biópsia.

Tratamento

O tratamento das lesões malignas e das lesões benignas com alteração estética é a remoção cirúrgica. Geralmente tentamos remover toda a lesão, mas algumas vezes fazemos uma biópsia e, dependendo do resultado, programamos a cirurgia principal. Fazemos a retirada com margem de segurança, para diminuir a chance do tumor voltar. O material deve ser enviado para avaliação pelo patologista, que confirma o tipo de tumor e se foi removido completamente.

Dependendo do tipo e do tamanho do câncer utilizamos patologia de congelação, quando fazemos a análise de patologia ainda durante a cirurgia. O médico patologista faz avaliação imediata e avisa o cirurgião. Desta maneira aumentamos a segurança, garantindo que todo o tumor foi removido.

Diversas técnicas cirúrgicas podem ser utilizadas para reconstruir a pálpebra depois da remoção do tumor, geralmente resultando em bom resultado funcional e estético para o paciente. É fundamental ter um médico especialista em cirurgia da pálpebra, para melhorar o resultado e não comprometer a saúde dos olhos. O Prof Belfort trabalha com equipe de patologistas, cirurgiões plásticos e oncologistas especializados em tumores de pálpebra para aumentar a chance do paciente manter sua visão e ser curado.

Em raros casos pode ser necessário complementar o tratamento com aplicação de radioterapia externa ou quimioterapia.

Como nos outros casos de câncer é importante que o tratamento seja realizado assim que possível  e por equipe com experiência em câncer ocular e plástica ocular.

  • O Prof. Rubens Belfort foi eleito o “melhor oftalmologista de São Paulo” por colegas médicos em 2018. Click aqui e saiba o porquê.

Em 2020 a família Belfort completa 100 anos de oftalmologia e 120 anos de visão. São 4 gerações de professores pesquisadores e 5 gerações em ótica, desde o tataravô astrônomo. Somos especialistas em tratar doenças dos olhos e promover saúde ocular e boa visão. Excelência da medicina moderna, com o carinho e cuidado da medicina de antigamente.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato: ligar para (11) 3062-0517 ; Whattsapp (11)95091-6626 ou e-mail para contato@clinicabelfort.com.br .

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Atualizado em 2020. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

O olho pode ser acometido por uma série de tumores ou cânceres. Estes tumores pode ter origem no olho (chamados tumores primários) ou ser uma metástase de um tumor que o paciente apresenta em outro local do corpo. O aparecimento de tumores no olho é relativamente raro, mas pode acometer desde crianças nos primeiros meses de vida até adultos e idosos.

Abaixo o Dr Rubens Belfort Neto, ex-presidente da Sociedade Pan-Americana de Oncologia Ocular e ex-chefe do setor de Oncologia Ocular da Escola Paulista de Medicina / UNIFESP por 5 anos, explica um pouco sobre os diferentes tumores que podem acometer os olhos.

Tumores intra-oculares

Crianças

O tipo mais comum de câncer intra-ocular em crianças chama-se retinoblastoma e acomete crianças desde o nascimento até aproximadamente os 7 anos de vida. Ele é causado por uma alteração genética no cromossomo 13. Geralmente os pais percebem o tumor porque a criança apresenta reflexo branco do olho em uma foto com flash, ao contrario do reflexo vermelho esperado. Em outros casos a criança tem um olho torto em relação ao outro (estrabismo), olho vermelho ou doloroso. É uma doença rara, mas que é fatal se não tratada de maneira adequada.

Veja maiores detalhes clicando em Retinoblastoma no menu à esquerda.

 

Adultos

Melanoma de coroide

Nos pacientes adultos o tipo mais comum de câncer intra-ocular (dentro do olho) é o melanoma de coroide. Sabemos que os pacientes com maior chance de terem a doença são os pacientes mais velhos e com pele branca, mas qualquer um pode ser acometido. Geralmente os pacientes percebem o tumor porque têm alteração na visão, mas algumas vezes o tumor é encontrado em um exame de rotina. O tratamento pode envolver cirurgia, radiação ou retirada do olho.

Veja maiores detalhes sobre melanoma de coroide clicando aqui.

 

Metástase

Metástase ocular é um tumor no olho decorrente de tumor em outro local do corpo, sendo mais freqüentes vindo de canceres da mama, pulmão ou próstata. O tratamento da metástase pode melhorar a sobrevida e qualidade de vida do paciente e depende do tipo de tumor primário. Nestes casos é importante o contato do oncologista ocular com o oncologista que trata do tumor primário do paciente. Como tratamento temos medicações, radioterapia e cirurgia, dependendo do tipo de metástase, seu tamanho, número e da visão do paciente.

Saiba mais sobre metástases de coroide clicando aqui.

 

Tumores da superfície ocular

Carcinoma

Carcinomas são os cânceres mais comuns a afetar o olho e as pálpebras. O câncer surge das células de revestimento, chamadas de epitélio, na região chamada conjuntiva.

Tanto o carcinoma quanto o melanoma podem aparecer na conjuntiva ou córnea causando olho vermelho que não melhora, aumento da pigmentação da conjuntiva (aparecimento de material marrom ou de pinta na superfície do olho), baixa de visão ou dor.

Neste caso o diagnóstico adequado e o tratamento rápido são fundamentais para que o paciente seja curado. O tratamento é realizado com cirurgia utilizando técnicas especiais que diminuem a chance do câncer voltar (como a técnica da crioterapia, por exemplo). É fundamental que um patologista examine o tumor depois que retirado para que o médico tenha todas as informações necessárias.

Também pode ser realizado tratamento complementar com quimioterápicos em colírio, que ajudam a destruir as células tumorais. O uso de raio laser está sendo estudado como forma de tratar estes tumores.

Saiba mais sobre carcinoma ocular clicando aqui.

 

Melanoma de conjuntiva

Melanomas de conjuntiva são tumores agressivos que precisam ser tratados de maneira adequada assim que preciso. Eles aparecem como lesões geralmente escuras na superfície do olho, mas raramente pode aparecer de uma lesão branca (amelanótica). O diagnóstico é confirmado na mesma cirurgia que trata o pacientes. São utilizadas na cirurgia técnicas especiais que diminuem a chance do tumor voltar.

Linfomas oculares

Linfoma é um tipo de cancer causado pela proliferação de linfócitos, células de defesa que fazem parte do sistema imunológico. Eles podem afetar as pálpebras, conjuntivas, a órbita ou a parte interna do olho. Para saber mais sobre linfomas oculares clique aqui.

Tumores palpebrais

As pálpebras podem ser acometidas por carcinomas baso-celulares ou melanomas (cânceres de pele). Estes tumores muitas vezes são percebidos pelo paciente ao se olhar no espelho, mas as vezes são identificados na consulta de rotina com seu oftalmologista.

O tratamento em fase inicial com cirurgia costuma ser curativo na grande parte dos tumores de pálpebra (como carcinomas ou mesmo melanomas).

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Artigo e vídeos produzidos pela equipe da Clínica Belfort, atualizado em Agosto 2018. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por oftalmologista.

Dr Rubens Belfort Júnior explica o que são as uveítes reumáticas, as inflamações oculares causadas por doenças reumatológicas. Algumas destas doenças incluem artrite reumatóide, espondilite anquilosante, síndrome de reiter, entre outras. Estes pacientes podem apresentar visão embaçada, olho vermelho e olho seco e por isso devem ser examinados por um oftalmologista que fica em contato com o médico reumatologista.

Artigo e vídeo produzidos pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substitui a avaliação por médico oftalmologista.

Foto de Uveíte

Olho com uveíte grave. Note que está muito vermelho e inflamado.

Uveíte é o nome do grupo de doenças que causa inflamação dentro do olho. Existem diferentes tipos de úveítes, algumas são localizadas na parte mais anterior do olho (acometendo a córnea, câmara anterior e iris e são chamadas de uveíte anterior, irite ou iridociclite), algumas na parte intermediária do olho (uveíte intermediária), algumas na parte mais posterior (vítreo, retina e nervo óptico e são chamadas de uveíte posterior). Algumas inflamações afetam todo o olho e são chamadas de panuveítes.

Muitas doenças podem causar uveítes, desde infecções até alterações da imunidade. Dependendo da parte do olho inflamada, do tipo de inflamação e de informações sobre o paciente pode-se suspeitar do agente causador da inflamação, que é confirmada por exames de laboratório.

Alguns exemplos das causas de uveítes infecciosas são toxoplasmose, tuberculose, toxocara cannis, sífilis, HIV/AIDS, herpes, citomegalovírus (CMV) e histoplasmose. As doenças auto-imunes também podem causar inflamação intra-ocular e entre estas doenças estão a sarcoidose, artrite reumatóide, LUPUS, síndrome de Behçet, Vogt-Koyanagi-Harada, uveítes relacionadas ao HLA B27 e síndrome de Reiter. Em alguns casos estas doenças oferecem risco de vida para o paciente e outros tipos de tratamento devem ser utilizados.

O que o paciente sente?

A uveíte pode causar olho vermelho, dor, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e/ou baixa de visão. Nestes casos o oftalmologista consegue identificar a inflamação durante o exame e, dependendo de suas características, determinar a causa da doença. Muitas vezes é necessário pedir exames especiais para ajudar a identificar a causa da doença, como exames de sangue, raio x, tomografia ou ressonância magnética, PPD, etc.

No Brasil, a causa mais comum de uveíte anterior é a relacionada a doenças auto-imunes e da uveíte posterior é toxoplasmose.

O tratamento é realizado combatendo a causa da doença primária e utilizando remédios para diminuir a inflamação. Dependendo do tipo e da gravidade da uveíte são utilizados colírios, remédio por boca, remédios intra-oculares, imunossupressupressores, etc.

O Dr Rubens Belfort Jr. é especialista em uveítes, tendo escrito diversos livros e artigos científicos sobre o assunto.

 

A Clínica Belfort possui a solução mais completa para as doenças oculares. Além de tratamento com os melhores profissionais do país, a clínica conta com os mais diversos exames e cirurgias oftalmológicas.

Para agendar uma consulta com a nossa equipe, é só entrar em contato por e-mail ou ligar em um dos nossos telefones.

 

Veja mais:

O que é uveíte?

 

Doença Relacionada:

Uveíte

 

Foto de Vacinas na Oftalmologia

Não existem vacinas eficientes para tratar para doenças inflamatórias oculares (Uveítes). Esta é a opinião do Prof Rubens Belfort Jr.

As uveítes são doenças inflamatórias que podem ser infecciosas, associadas às doenças reumáticas e outras ainda sem etiologia conhecida. São tratadas de acordo com a gravidade e o tipo de inflamação, pelo oftalmologista. O tratamento consiste basicamente em anti-inflamatório e no caso das uveítes infecciosas (virais, bacterianas, fúngicas ou toxoplásmicas) também agentes para combater a infecção.

Há muitos anos atrás tentou-se diferentes tipos de vacinas que foram abandonados por total falta de prova ou qualquer eficácia. Neste caso inclui vacina para toxoplasmose ocular.

Mesmo no caso de conjuntivite alérgica existe pouca evidência científica de que vacinas possam aliviar os sintomas e, mesmo nestes casos, os estudos avaliaram conjuntivites específicas relacionadas a alergia a pólen e não os casos mais graves de conjuntivite alérgica. Ainda são necessários trabalhos científicos para comprovar possível benefício destas vacinas.

Assim, deve se tomar muito cuidado com qualquer tentativa de uso de vacinas em Uveítes. Trata-se de procedimento sem base científica e que além de trazer maior custo econômico podem também levar a complicações. Não há nenhuma vacina para uveíte e que possa diminuir a severidade ou as recidivas nas uveítes.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre doenças oculares e pode não se aplicar ao teu caso específico. Este texto não substitui a avaliação por oftalmologista.

Desenvolvimento visual das crianças

Antes do nascimento o exame de pré natal é importante para prevenir doenças que possam afetar a visão do bebê ainda na barriga da mãe. Algumas infecções como toxoplasmose e rubéola podem afetar o desenvolvimento do olho e causar problemas congênitos difíceis de ser corrigidos, por isso fazem parte do pré natal exames de sangue na mãe para detectar se ela já teve estas infecções. Se a gestante tem sorologia negativa para toxoplasmose e rubéola é muito importante tomar todas as medidas para impedir que estas doenças sejam contraídas durante a gestação, o que aumenta a chance de transmitir a doença para o feto e causar uma infecção congênita. Converse com seu médico obstetra sobre estas doenças.

https://www.youtube.com/watch?v=1AfwXnuV-6s

As crianças não tem o olho e o sistema visual completamente formados e maduros desde o nascimento. Até os sete anos de idade ocorre o amadurecimento da visão. Depois do nascimento, lentamente a criança percebe objetos em movimento e depois passa a perceber objetos parados e seguir objetos com o olhar. Normalmente até os dois meses de idade a criança começa a seguir com os olhos focos de luz, até os seis meses a criança passa a fixar e seguir estímulos luminosos (acompanhar com os olhos a luz de uma pequena lanterna, por exemplo). Sabemos que a visão vai se desenvolvendo e melhorando aos poucos e que apenas aos cinco anos de idade a criança apresenta visão semelhante à de um adulto normal (20/20 ou 100% de visão).

Desde o nascimento até o primeiro mês de vida é comum que a criança apresente os olhos um pouco desalinhados (chamado de estrabismo) e isto costuma parar até o terceiro mês de vida porque os músculos que alinham os olhos e seu funcionamento ainda estão imaturos. Se o desalinhamento persistir ou for permanente deve-se procurar o oftalmologista para examinar o olho, garantir que não exista alteração da retina e pesquisar a visão da criança e a necessidade do uso de óculos.

Se o olho do bebê ficar vermelho, muito sensível à luz ou com secreção avise o pediatra e procure um oftalmologista. Muitas crianças apresentam uma obstrução congênita do ducto naso lacrimal (pequeno canal que leva a lágrima do olho para o nariz). Estas crianças costumam apresentar olho sempre com secreção e devem ser acompanhadas pelo oftalmologista, as vezes sendo necessário utilizar colírio, até que o problema se resolva. Na grande maioria das vezes o canal desobstrui sozinho, mas as vezes o ducto continua obstruído depois de um ano e é necessário tratamento cirurgico.

A partir dos quatro a seis meses de idade a visão do bebê está mais desenvolvida e ele começa e enxergar objetos mais próximos.

Necessidade de usar óculos

Cerca de 80% das crianças são hipermétropes ao nascimento. Esta hipermetropia diminui com a idade e costuma se aproximar de zero aos 8 ou 9 anos de idade. Até esta idade a grande maioria das crianças não precisa de óculos a não ser que apresente estrabismo ou grau muito alto. Normalmente os bebês são examinados depois do nascimento ainda na maternidade e se não apresentarem outro sinal de doença devem ser examinados perto dos 5 anos.

Algumas crianças apresentam hipermetropia maior, que as vezes causa desvio do olho (estrabismo) ou cansa a criança quando ela olha objetos próximos. É comum ter crianças consideradas hiperativas, mas que na verdade têm dificuldade para enchergar (geralmente por hipermetropia) e depois da prescrição de óculos melhoram a atenção, diminuindo sua “hiperatividade”.

Checando a visão

Em crianças pequenas o mais importante é garantir que o desenvolvimento dos dois olhos esteja equilibrado. Muitas vezes um olho da criança não enxerga bem e os pais não percebem porque a criança consegue fazer todas as suas atividades sem problemas. A melhor maneira dos pais checarem que tudo está bem é tampar um dos olhosa da criança enquanto ela está brincando ou vendo um brinquedo colorido. É normal que ela queira destampar o olho, mas sem ficar muito nervosa. Em seguida deve-se tampar o outro olho e ver se a reação é a mesma. No caso de um olho da criança enxergar pior do que o outro, quando o olho bom é tampado a criança fica muito nervosa, enquanto não se importa muito de ter o outro olho fechado. Neste caso a criança deve ser avaliada por um oftalmologista para checar a causa da visão pior e tratar, impedindo a ambliopia deste olho.

Com crianças mais velhas (acima dos 3 anos) é fácil pedir que descrevam um desenho ou que leiam uma placa ou cartaz com um olho de cada vez, garantindo que a visão dos dois olhos seja boa e semelhante entre os olhos.

Não use colírios ou qualquer outra substância nos olhos de seu filho sem orientação médica.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo contém apenas informações gerais sobre desenvolvimento visual e doenças oculares. Este texto não substitui a avaliação por médico oftalmologista.