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Melanoma de coróide é o câncer mais comum a acometer o olho nos adultos. Também é chamado de melanoma ocular ou melanoma uveal. A incidência anual de melanoma ocular é de aproximadamente 10 casos para cada milhão de habitantes, isso quer dizer que a cada milhão de pessoas temos 10 casos por ano. No Brasil temos aproximadamente 2 mil casos desta doença por ano.

O melanoma pode acometer diferentes partes do olho, desde a parte mais externa (pálpebra e conjuntiva), até as estruturas internas, como a iris, o corpo ciliar e a coróide. A parte do olho mais acometida pelos melanomas é a coróide, camada do olho entre a esclera e a retina, no “fundo do olho”. Esta parte do olho não é visível a olho nu, sendo necessário dilatar a pupila e examinar com equipamentos especiais para ver as doenças que afetam esta parte do olho.

Os fatores de risco para esta doença são: os pacientes de raça branca com cabelos loiros e olhos claros, idade avançada, presença de nevus (pintas) no fundo de olho e melanocitose óculo-dermal (nevus de Ota). Nevus são como pintas, presentes desde o nascimento e que podem sofrer transformação maligna e dar origem a um melanoma.

Acredita-se que fatores ambientais como exposição ao sol não tenham importância como fator de risco para o aparecimento do melanoma intra ocular, em oposição aos casos de melanoma de pele, nos quais a exposição ao sol é fator de risco. No melanoma de conjuntiva e de pálpebra o sol parece ser um dos causadores.

Sintomas

Os sintomas que o paciente apresenta vão depender da localização do tumor dentro do olho e do seu tamanho. Se o tumor estiver perto do centro da visão, chamado de mácula, o paciente pode ter visão embaçada, mas se estiver na periferia pode crescer muito até que o paciente perceba que alguma coisa está errada. Por este motivo muitas vezes o tumor é descoberto durante um exame de rotina, quando o médico examina o fundo de olho com as pupilas dilatadas. Para o diagnóstico o mais importante é o exame por um oftalmologista experiente, e geralmente são pedidos exames complementares como ultra-som ocular e OCT. Também são pedidos exames para garantir que o tumor não afetou outras partes do corpo.

Tratamento

O primeiro objetivo no tratamento do melanoma de coróide é salvar a vida do paciente. A escolha do tratamento depende do tamanho do tumor. São possíveis três tratamentos: Enucleação (remoção do olho), braquiterapia (aplicação de radiação com Iodo ou Ruthenio) ou endo-ressecção (nova técnica que remove o tumor de dentro do olho por micro cirurgia). Se o tamanho for pequeno ou médio é possível tratar com qualquer uma das três técnicas. No caso da braquiterapia, um pequeno implante radioativo é colocado do lado de fora do olho através de uma cirurgia, liberando energia responsável pela destruição das células cancerosas minimizando a radiação a órgãos saudáveis, como o outro olho, o cérebro, etc. Depois de um ou dois dias a placa de braquiterapia é retirada e o paciente retorna à vida normal.

A desvantagem desta técnica é o alto custo e a possibilidade de piora da visão, porque a radiação afeta a retina e o nervo óptico. Em alguns pacientes a visão não piora depois do tratamento. A braquiterapia é o tratamento mais indicado para casos de tumores pequenos e médios. Quando o tumor é muito grande a braquiterapia deixa de ser uma opção segura para tratar o paciente e somos obrigados a enuclear (remover o olho) ou fazer a endo ressecção. Infelizmente a técnica cirúrgica da endo-ressecão também causa grande piora da visão. Apenas o médico e o paciente depois do exame e de uma longa conversa podem saber qual a técnica mais adequada para cada caso.

Estudos científicos recentes (2014) sugerem que não existe alteração na mortalidade dos pacientes quando tratados por braquiterapia, retirada do olho (enucleação) ou a cirurgia de endoressecção. O mais importante é escolher uma técnica que controle o tumor de maneira adequada, impedindo que ele continue a crescer.

Medicamentos especiais podem ser utilizados pata diminuir a chance do paciente perder a visão como complicação da radioterapia (o uso experimental do Avstin está sendo avaliado para este propósito).

No caso de tumores grandes (maiores de 9 milímetros) geralmente é necessário retirar o olho (cirurgia chamada de enucleação) ou, recentemente, podemos fazer a remoção cirúrgica apenas do tumor (endo ressecção). A remoção do olho, apesar de parecer terrível, é uma cirurgia sem dor e depois de adaptada uma prótese ocular que parece com o olho real a aparência estética é muito satisfatória e o paciente segue sua vida normalmente.

O tratamento visa controlar o tumor e diminuir a chance do paciente apresentar metástases (desenvolvimento de melanomas em outros órgãos do corpo derivados do tumor dentro do olho). Claro que a preservação da visão e do globo ocular também são preocupações importantes, mas a vida do paciente é a prioridade número um.

O órgão mais acometido pelas metástases do melanoma de coróide é o fígado. Outros exames que o médico pede garantem que não existam metástases em outras partes do corpo no momento do diagnóstico do tumor ocular.

Hoje em dia acredita-se que o tratamento com laser, seja fotocoagulação ou termoterapia trans-pupilar (TTT) não são maneiras adequadas para tratar o melanoma, como se acreditava no passado. O laser pode ser utilizado em casos específicos, geralmente associado a outras maneiras de tratar, mas não deve ser o único tratamento pelo risco do câncer continuar a crescer.

Acompanhamento

Os pacientes com melanoma ocular são acompanhados em conjunto pelo oftalmologista especializado em tumores e, se necessário, pelo médico oncologista. Sabemos que nos primeiros 5 anos após tratamento existe maior chance do paciente desenvolver metástases e o principal órgão a ser afetado é o fígado e durante este período o paciente deve ser examinado a cada seis meses.

Geralmente o acompanhamento é realizado a cada seis meses, com exame oftalmológico para garantir que o tumor esteja controlado e exames de imagem do fígado, além de exames de sangue para verificar que não existam metástases em outros órgãos.

Artigo escrito pela equipe da Clínica Belfort. Proibida reprodução parcial ou total sem autorização. Este artigo e vídeo contêm apenas informações gerais sobre doenças oculares e não substituem a avaliação por oftalmologista.

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